ENT 1×20: Detained

Prisioneiros Suliban em prisão Tandaran

Dean Stockwell, filosofia simples e muita aventura dão bons resultados

Sinopse

Data estelar: Desconhecida

Archer e Mayweather acordam deitados em colchões pouco confortáveis em um salão mal iluminado e com altas janelas engradadas. Eles não têm ideia do que estão fazendo ali; sua última lembrança foi a de terem sua cápsula auxiliar abatida por alienígenas, enquanto investigavam estranhas leituras em uma lua. Do lado de fora do salão, eles encontram dezenas de sulibans e a dupla logo conclui que a Camarilha tem algo a ver com sua presença ali.

Eles confrontam uma velha suliban, quando um alarme soa pelos corredores. Rapidamente, cada suliban sai de seu alojamento e se alinha diante da porta, no corredor onde estão Archer e Mayweather. Em seguida, alienígenas bem parecidos com os humanos, claramente parte de uma força militar, entram no recinto. Eles estão fazendo revistas nos sulibans, e se dirigem para Archer.

Mayweather e Archer presos

Os militares pedem que o capitão e Mayweather os acompanhem. Eles são levados ao coronel Grat, o administrador daquela instalação — um campo de concentração montado por sua espécie, os tandarianos, para conter a ameaça da Camarilha Suliban. Grat lamenta pela situação em que ele se apresenta a Archer e Mayweather e revela que os dois estão ali por terem trespassado área militar tandariana com sua cápsula auxiliar. Uma audiência será realizada em Tandar Prime em três dias, quando eles serão liberados pela Justiça. Até lá, eles devem permanecer no campo de concentração. Grat os aconselha a tomar cuidado com os sulibans e aguardar pacificamente a chegada do transporte que os levará a Tandar Prime. Archer pede para se comunicar com a Enterprise, ao menos para avisar da situação, mas Grat diz que isso não é permitido. Mesmo assim, o coronel se compromete a contatar a nave pessoalmente e comunicar o ocorrido.

Archer e Mayweather voltam à prisão e procuram ficar longe dos sulibans. No fim da noite, Archer vai buscar água em uma torneira não muito longe de seus alojamentos e encontra um suliban com sua filha. Revoltado, ele pergunta como aquele sujeito teve a coragem de já permitir que sua filha entrasse para a Camarilha. O sujeito, Danik, diz que Archer não sabe do que está falando. Naquele momento, é dado o toque de recolher, mas a discussão entre Danik e Archer acaba atrasando o suliban. Quando os oficiais tandarianos entram no campo, ele ainda está ali, longe de seu alojamento. Como punição por não respeitar o toque de recolher, ele será levado para a solitária, dizem os guardas. Archer tenta intervir, dizendo que foi culpado pelo atraso de Danik, mas o guarda não quer nem saber. A filha de Danik é levada aos alojamentos deles e o suliban vai para a solitária.

Dean Stockwell como coronel Grat em Enterprise

Na volta de Danik, Archer está intrigado pela situação, pois parece que o suliban não fez nada errado. Ele decide se aproximar e perguntar a Danik o que está havendo. Este lhe revela que todos estão presos ali apenas por serem de sua raça, embora nenhum deles faça parte da Camarilha ou seja geneticamente alterado. O planeta natal suliban se tornou inabitável há 300 anos e muitos de sua espécie colonizaram pacificamente mundos do setor tandariano. Até que, oito anos antes, a Camarilha iniciou sua onda de terror, atacando os tandarianos e trazendo a morte. O resultado foi que os alienígenas decidiram manter todos os sulibans, inclusive os não envolvidos com a Camarilha, em campos de concentração, sob a justificativa de os estar “protegendo”.

Percebendo o sofrimento de Danik, que está sem ver a esposa desde que os dois foram separados e enviados para diferentes campos de concentração, Archer começa a se revoltar com a atitude dos tandarianos. A conversa entre ele e Danik é interrompida quando soa o alarme de mais uma revista. Os guardas novamente vão até Archer e dizem que Grat quer vê-lo. Mas, dessa vez, Mayweather não pode acompanhá-lo.

Suliban Danik com Archer

Archer é levado até Grat e o coronel revela algumas descobertas que fez sobre o passado do capitão da Enterprise com os sulibans. Grat pressiona Archer para obter mais informações sobre Silik, Sarin, a Guerra Fria Temporal, a Hélice e a Camarilha, mas o capitão prefere não revelar nada; em vez disso, questiona o general pelo aprisionamento sumário dos sulibans inocentes. Insatisfeito com a falta de cooperação de Archer, Grat decide impedi-lo de ir a Tandar Prime para ser liberado. A próxima oportunidade só viria em 60 dias.

O capitão volta ao campo de concentração e pergunta a Danik se nunca ninguém tentou escapar dali. O suliban revelou que houve uma tentativa fracassada, que resultou na morte de três detentos, mas Archer rebateu dizendo que, se tivessem ajuda externa, eles teriam conseguido, adicionando que a Enterprise logo viria à procura dele e de Mayweather. Logo, ele e Danik começam a trabalhar em um plano de fuga em massa. Após sair do campo, os sulibans fugiriam usando suas velhas naves, armazenadas a uns cem metros dali.

Archer e Mayweather com presos Suliban

Enquanto isso, Grat contata a Enterprise e avisa que haverá um atraso no julgamento de Archer e Mayweather. T’Pol, no comando da nave, decide seguir o conselho de Tucker e investigar sobre o paradeiro do capitão, a partir do rastreio da origem do sinal emitido por Grat. Logo, eles estão próximos do planeta em que o campo de concentração está instalado. Após localizar Archer e Mayweather com os sensores, eles transportam um comunicador, com o qual fazem contato com o capitão.

Archer informa T’Pol sobre a situação e revela que pretende ajudar os sulibans a fugir. Juntos, eles bolam um plano para ajudar os detentos. Enquanto T’Pol contata Grat, sob o pretexto de convidá-lo para um jantar a bordo, ela sobrecarrega o sistema tandariano, enviando o banco de dados completo da Enterprise, sob uma falsa bandeira de cooperação. Com o sistema de sensores tandariano temporariamente desativado, eles teleportam Malcolm Reed, disfarçado como um suliban, para o campo de concentração.

T'Pol na ponte da Enterprise

Enquanto isso, Archer é chamado mais uma vez ao escritório de Grat. O coronel informa ao capitão que um traço de energia havia sido detectado pelos sensores na noite passada, proveniente de seu alojamento. Archer nega ter qualquer conhecimento do que se trata, mas Grat está um passo adiante. Ele aperta um botão e oficiais tandarianos trazem Mayweather, devidamente espancado, à sala do general. Grat diz que seus homens encontraram um comunicador no bolso do piloto de Archer, mas avisa que todo e qualquer movimento será inútil.

Mayweather é devolvido ao alojamento, mas Archer é levado à solitária. Reed, disfarçado e já na superfície, vai ao encontro do alferes, onde os dois, aliados a Danik, planejam os detalhes da fuga dos sulibans e da libertação de Archer. Depois de implantar uma bomba que permitiria que os sulibans escapassem, Reed se dedica à tarefa de resgatar o capitão na solitária. Enquanto isso, a Enterprise enfrenta forças tandarianas em órbita e Tucker, a bordo de uma cápsula auxiliar, destrói a infraestrutura tandariana no campo de concentração, facilitando a fuga.

Reed como SUliban

Reed consegue encontrar o capitão, mas, quando os dois estão saindo, ele é surpreendido por Grat. O coronel põe Reed a nocaute e diz a Archer que ele não tem a menor ideia do que acaba de fazer, ajudando os sulibans a fugir. Grat parece estar realmente disposto a acertar o capitão, mas não tem tempo, pois Reed logo se recupera e ajuda Archer a desarmá-lo. Com isso, a fuga deles e dos sulibans tem sucesso. Em órbita, a Enterprise consegue superar suas dificuldades com as naves tandarianas e está pronta para receber a cápsula auxiliar com seus tripulantes. Os sulibans fogem em suas naves para além do setor tandariano. Mesmo assim, Archer completa sua missão incerto de que os prisioneiros que ele acaba de libertar tenham um futuro brilhante pela frente…

Comentários

“Detained” é um episódio que merece destaque por fugir ao ritmo usual de Enterprise. Ao contrário do que se viu na maior parte da primeira temporada, temos aqui um segmento que combina de forma efetiva ação, ritmo acelerado, um bom enredo e uso interessante dos personagens principais.

Quem vê a premissa do segmento, antecipa mais uma tentativa, bem no estilo Jornada nas Estrelas, de impor uma moral ou uma mensagem específica via uma metáfora. Embora ela não deixe de estar presente, não é o que mais chama a atenção. A tal “mensagem” do episódio é bastante óbvia e bem conectada a fatos contemporâneos, de forma que não produz nenhum tipo de discussão filosófica. Alguns identificam um defeito nisso, mas, na verdade, tudo é uma questão de ponto de vista. Ao simplificar um potencial dilema, os produtores puderam se concentrar na aventura, o que, neste caso, funcionou. Ademais, nem sempre uma questão filosófica precisa ser “insolúvel” para ser válida.

Title Card Detained, Enterprise

Em poucas palavras, tudo que ela diz é: “não julgue os outros por sua aparência, ou condene um grupo pela culpa de uns poucos só porque todos são parecidos”. Nada que não seja escandalosamente óbvio para um fã de Jornada que há mais de 35 anos aprecia a mensagem de valorização das diferenças, que está embebida no próprio conceito da série. Entretanto, em tempos como os que a humanidade vive no momento da exibição deste episódio, não dá para dizer que a mensagem, colocada mesmo de forma subliminar na cabeça das pessoas, não seja importante. De certa forma, “Detained” pode não ser o suprassumo do drama televisivo (certamente não é), mas ajuda a manter a chama acesa de Jornada enquanto um veículo de mobilização e conscientização social.

Parece um insulto à inteligência do telespectador, mas não é. Existe uma necessidade constante de reforçar em uma pessoa que perdeu um ente querido no World Trade Center a ideia de que um árabe não é por definição um inimigo; é preciso o tempo todo lembrar às pessoas que a guerra deve ser travada contra os atos terroristas, não contra o grupo étnico ao qual pertencem as pessoas que os perpetuam; é preciso sempre relembrar os terrores da Segunda Guerra Mundial, por mais escandalosos e óbvios que eles sejam, para evitar que novos ditadores de extrema direita consigam chegar ao poder com um falso discurso populista, como o que quase aconteceu na França à época da primeira exibição do episódio, em pleno século 21.

Danik com a filha

Se a ideia é criticar o quanto essas coisas todas são absurdas, ou reforçar o espírito humano que deve prevalecer em situações como essas, considero totalmente válido o uso de uma metáfora que é óbvia e que não faz um esforço tremendo em gerar conflito e, por consequência, bom drama de televisão. Estou satisfeito com o impacto social que a simples mensagem pode ter na população que acompanhar o episódio.

Tirando essa crítica da frente, podemos agora nos dedicar a apreciar e elogiar “Detained”. A começar pelo uso dos personagens. Finalmente, Mayweather tem de fazer alguma coisa importante, após 20 episódios! É até uma sensação estranha acompanhar o personagem caminhando sozinho pelo campo de concentração. O primeiro pensamento que passa pela cabeça da audiência é: “Por que diabos estou seguindo esse ‘camisa vermelha’?”.

Mayweather com Sulibans

Mas esse é o prelúdio da descoberta do piloto pela audiência. Travis tem alguns momentos preciosos aqui, principalmente quando atua na ausência de seu capitão. Aparentemente, a presença de Archer inibe o piloto; você quase pode ouvir seu pensamento: “Ufa, o capitão está aqui, não preciso decidir nada e o que eu precisar falar, ele vai falar por mim”.

Aqui, nem sempre Archer está por perto e Mayweather tem algumas chances, como aquela em que trava um belo e agressivo diálogo com Sajen, o colega de Danik na prisão. Finalmente, descobrimos que o piloto tem brios e alguma personalidade! Já não era sem tempo.

Mayweather preso em Detained

Archer não apresenta grandes surpresas com relação à sua caracterização — o que, infelizmente, não é uma boa notícia. Mais uma vez, vemos um capitão que parece não refletir muito sobre as consequências de suas ações. Tudo que o guia é a noção do que é certo e do que é errado e ele toma suas decisões sem mesmo poder se assegurar do que é correto de fato. Por mais que a situação pareça injusta para com os sulibans detidos, ele conhece muito pouco da realidade local para fazer um julgamento. Não são as declarações de Danik, que poderiam muito bem ser falsas, que resolvem o problema sobre quem tem razão.

De toda forma, ele continua sendo um sujeito simpático e com quem podemos nos identificar, ou, ao menos, por quem podemos torcer. O que é tudo que importa aqui, num episódio em que o vilão claramente se expõe, sem precisarmos pensar muito sobre quem tem razão. Grat aparece inicialmente como uma figura simpática e até razoável, mas, nas seguidas reuniões com Archer, ele se revela um militar não muito diferente de seus subordinados, que maltratam os sulibans na prisão.

Dean Stockwell como coronel Grat em Enterprise

Embora ele fique claramente exposto como vilão, ainda assim seu personagem é bem construído, graças principalmente à atuação viva e vibrante de Dean Stockwell. O personagem lhe caiu muito bem e Stockwell conseguiu imprimir certa dignidade ao coronel. Chegamos até a pensar se ele realmente não acredita estar protegendo os sulibans ao mantê-los em cativeiro. E, claramente, Grat não é movido por sentimentos malévolos; ele é simplesmente um militar, tentando fazer seu trabalho da melhor forma possível.

Talvez esse seja o melhor aspecto filosófico a ser abordado em “Detained”. Embora seja o vilão, Grat pode muito bem ser um sujeito bem intencionado. Trata-se de mais um aviso à humanidade do século 21 de que, de boas intenções, o inferno está cheio. É preciso um esforço contínuo de racionalização e combate aos preconceitos para que não cheguemos ao ponto de levar homens bons a defender situações absurdas. Já aconteceu antes (o próprio episódio cita a situação como similar aos campos feitos para asiáticos-americanos durante a Segunda Guerra Mundial nos EUA). Pode muito bem acontecer de novo.

Tandarans e Sulibans

O roteiro introduz vários detalhes históricos sobre os sulibans, que enriquecem o background dessa raça no contexto da série. Além disso, há uma citação intensa dos eventos de “Broken Bow” e de “Cold Front” aqui, colocando o episódio facilmente na lista do arco da Guerra Fria Temporal. Apesar disso, não aprendemos nada sobre esse conflito em si, exceto pelo fato de que os tandarianos parecem estar muito bem informados a respeito da situação e ter uma equipe de inteligência e espionagem extremamente competente. Com base no que vimos aqui, os tandarianos bem poderiam se tornar uma parte ativa nesse conflito — o que seria uma ótima desculpa para vermos Dean Stockwell novamente em um futuro episódio…

A porção do episódio que se passa na Enterprise não é muito grande, mas extremamente significativa. T’Pol mostra mais e mais desenvoltura como uma capitã interina, ganhando a confiança da tripulação (apesar dos sempre constantes questionamentos de Tucker). Mas, exceto por ela e por Reed, que tem a chance de se fantasiar de suliban para se infiltrar no campo de concentração, ninguém mais tem um papel importante na trama.

T'Pol na ponte da Enterprise

Apesar disso, há muita ação para os figurantes sem fala. Com Tucker em uma cápsula auxiliar, Mayweather e Archer presos e Reed a caminho do resgate, a ponte da Enterprise fica cheia de figurantes. Eles não ficam só parados por lá, ocupando espaço, mas participam ativamente da história, conduzindo a nave e disparando torpedos. É uma sensação bem estranha para a audiência — possivelmente a primeira vez que figuras desconhecidas atuam de forma tão significativa na série.

Outras figuras pouco familiares, os sulibans do episódio, são muito bem retratados e os atores convidados fazem um trabalho de qualidade. Especialmente Dennis Christopher, que dá uma bela dimensão e verossimilhança a Danik.

Archer, Reed e Mayweather fugindo da prisão Tandaran

Mas nada supera a empolgação da sequência final, com a Enterprise entrando na alta atmosfera do planeta, Mayweather conduzindo os fugitivos pelos corredores e Reed indo ao resgate de Archer, gerando um último confronto entre o capitão e Grat — possivelmente a melhor cena de todo o episódio e uma patente demonstração da química entre Scott Bakula e Dean Stockwell. Tudo isso salpicado por uma cena que demonstra todo o poder das imagens geradas por computador, com Tucker e sua cápsula auxiliar botando para quebrar nas instalações tandarianas. Literalmente uma conclusão explosiva, que deixa a audiência querendo mais.

É com esse espírito que chegamos ao fim de “Detained” — querendo mais. Por mais que se critique o enredo, a filosofia barata ou os personagens, não é todo episódio que consegue imprimir essa sensação. Claramente, histórias que trabalham com a continuidade e os arcos contínuos da série fazem bem ao franchise. Aqui o roteiro funciona nos dois sentidos — tanto como parte de um contexto maior, que abrange a série toda, quanto como um episódio stand-alone. Nada mal mesmo.

Avaliação

Citações

“If you want to explore alien cultures, you’ll need to learn to respect their laws.”
(Se você quer explorar culturas alienígenas, você precisará aprender a respeitar suas leis.)
T’Pol

“I thought you decided not to interfere with other cultures.”
“In this case I’m making an exception.”
(Eu pensei que você havia decidido não interferir com outras culturas.)
(Neste caso, estou fazendo uma exceção.)
T’Pol e Archer

“Congratulations, ensign. Your case is about to be dismissed.”
(Parabéns, alferes. Seu caso está para ser encerrado.)
Reed

“Tell the doctor to meet us in sickbay. My skin is really starting to itch.”
(Diga ao doutor para nos encontrar na enfermaria. Minha pele está realmente começando a coçar.)
Reed

Trivia

  • Dean Stockwell é um ator bastante conhecido. Além de já ter sido indicado a um Oscar, ele é famoso ao lado de Scott Bakula, tendo protagonizado com ele a série Quantum Leap (Contratempos).
  • Nas primeiras versões do roteiro, os tandarianos eram chamados de mazarites.
  • Embora tenha tido apenas uma pequena cena em todo o episódio, John Billingsley comentou o trabalho. “Temos outro episódio suliban vindo aí, mas não os sulibans temporais. Há sulibans bonzinhos neste episódio.”
  • Segundo o produtor-executivo Brannon Braga, essa era uma grande oportunidade para voltar a reunir Dean Stockwell e Scott Bakula. “Dean Stockwell está fazendo um grande vilão contra Scott Bakula. Ele administra a prisão onde sulibans inocentes estão sendo mantidos. Archer e esse cara têm uma série de cenas bem filosóficas. Parecia o episódio perfeito para pedir a Dean Stockwell para fazê-lo e ele muito generosamente concordou.”
  • Bakula comentou sobre as relações entre este episódio e o mundo contemporâneo. “Archer e Mayweather se veem em o que é, de fato, uma versão espacial de um campo de concentração, cercados por sulibans, e são forçados a confrontar seus sentimentos de preconceito. Obviamente, isso espelha algumas das experiências sobre as quais estamos lendo a respeito de encontros com árabes-americanos desde o 11 de setembro.”
  • Stockwell vê com bons olhos uma segunda aparição em Enterprise. “O personagem que interpreto não morre no fim, então é uma porta bem aberta para ter o retorno do personagem.”
  • É a primeira aparição de Stockwell em Jornada. Em compensação, Christopher Shea já apareceu como o vorta Keevan em dois episódios de Deep Space Nine e como Saowin, em “Think Tank”, de Voyager. Dennis Christopher interpretou antes o vorta Borath, em “The Search, Part II”, de Deep Space Nine.

Ficha Técnica

História de Rick Berman & Brannon Braga
Roteiro de Mike Sussman & Phyllis Strong
Dirigido por David Livingston

Exibido em 24 de abril de 2002

Título em português: “Detidos”

Elenco

Scott Bakula como Jonathan Archer
Jolene Blalock como T’Pol
John Billingsley como Phlox
Anthony Montgomery como Travis Mayweather
Connor Trinneer como Charlie ‘Trip’ Tucker III
Dominic Keating como Malcolm Reed
Linda Park como Hoshi Sato

Elenco convidado

Dennis Christopher como Danik
Christopher Shea como Sajen
David Kagen como major Klev
Jessica D. Stone como Narra
Dean Stockwell como coronel Grat
Wilda Taylor como mulher

Enquete

Edição de Mariana Gamberger
Revisão de Nívea Doria

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