DS9 3×09: Defiant

Tom Riker em Deep Space Nine

Maquis, Tom Riker e Dukat voltam a DS9 para promover intriga política

Sinopse

Data estelar: 48467.3

O comandante Will Riker está de passagem em DS9, para Risa, e se encontra com uma estafada Kira. Os dois acabam conversando bastante. No dia seguinte, Kira leva Riker para mostrar a Defiant. Assim que Kira libera a trava de segurança do computador da nave, Riker a tonteia com um feiser escondido, transporta dois asseclas a bordo (Kalita e Tamal) e finge um acidente no núcleo de dobra para conseguir que Sisko libere as garras de atracação, o que permite que Riker parta, com a Defiant, em dobra, rumo às Badlands. A conhecida Maquis, Kalita, pilota a nave e cumprimenta Riker, chamando-o por Tom. Riker retira as suas costeletas postiças.

Algum tempo depois, na estação, Odo informa a Sisko e a Dukat, em uma reunião, que de fato o raptor é Thomas Riker. Tom é uma duplicata idêntica de William Thomas Riker, criada devido a um bizarro acidente de transporte, nove anos atrás. Tom e Will são idênticos, indistinguíveis sob qualquer exame conhecido. De fato, Tom teria tanto direito a ser o “real” Riker quanto Will. O segundo Riker foi descoberto dois anos antes e adotou o seu nome do meio, passando a servir como tenente da Frota a bordo da nave estelar USS Ghandi, onde expressou opiniões políticas consistentes com as de um simpatizante Maquis.

Dukat está chocado. Imediatamente Sisko concorda que o Comando Central Cardassiano queira enviar naves no interior da Zona Desmilitarizada para realizar buscas e, como prova de boa fé, se oferece (como o homem que projetou a Defiant) para ir a Cardássia com Dukat para ajudar a localizar, desabilitar e, se necessário, destruir a Defiant.

Kira e Tom Riker

Kira acorda em um dos aposentos da Defiant, furiosa com Riker. Ele ordena curso direto para a fronteira Cardassiana. Ao chegar em Cardássia, Dukat e Sisko se instalam em uma “sala de guerra”, de onde a busca será coordenada sob a supervisão de uma oficial da Ordem Obsidiana Cardassiana, de nome Korinas.

Imediatamente se instala um confronto entre Korinas e Dukat (microcosmos da Ordem Obsidiana, serviço de inteligência, e do Comando Central, gabinete militar, respectivamente), quando ela mostra ter conhecimento do dispositivo de camuflagem da Defiant enquanto ele nada sabe. Sisko lhes dá uma forma de detectar a Defiant mesmo camuflada (fornecendo informação sobre o feixe de antiprótons que os Jem’Hadar utilizaram, com sucesso, para detectar a Defiant camuflada anteriormente, durante a missão que levou a descoberta dos Fundadores do Dominion).

Utilizando uma tática de despistamento coordenada com outras naves Maquis, a Defiant rompe a fronteira Cardassiana e ruma diretamente para o coração do seu território quando Kira sabota a nave, que fica fora de ação ao menos por meia hora (escondida em uma nebulosa). Após os reparos, ela segue (com um vazamento de neutrinos que pode ser detectado mesmo através da camuflagem) para o sistema Orias (continuando a utilizar táticas de despistamento no caminho), onde Riker acredita que exista uma força de invasão Cardassiana ao território da Federação sendo montada, uma operação tão secreta que nem mesmo o Comando Central Cardassiano tem conhecimento.

Korinas e Dukat em "Defiant"

Riker leva Kira para a ponte da Defiant, onde ele pode ficar de olho nela. Kira diz que as atitudes de Riker são inconsistentes com as de um grupo (de terroristas) como os Maquis. Ela afirma (com base em sua própria experiência pessoal combatendo Cardassianos no tempo da ocupação) que ele está tentando bancar o herói e não fortalecer a causa Maquis. Pela atual disposição das naves Cardassianas devido à estratégia de despistamento de Riker, Sisko reconhece o sistema Orias, que acabou ficando desguarnecido, como o alvo de Tom. Dukat, após examinar os gráficos, chega à mesma conclusão e, quando vai emitir a ordem para que uma nave vá investigar o sistema, Korinas reage violentamente e diz que qualquer nave (mesmo Cardassiana) que entrar no sistema Orias será destruída imediatamente, por assunto confidencial da Ordem Obsidiana.

A Defiant finalmente faz uma investida direta ao sistema Orias. Ao se aproximar do sistema, Riker ordena uma varredura completa dos sensores. A Defiant é detectada pelo rastro de neutrinos se movendo em dobra e encontra-se acuada com três naves da Ordem (oriundas do interior do sistema Orias, especificamente de Orias III, o único planeta classe-M do sistema e que deveria estar deserto, segundo Dukat) vindo pela sua vanguarda e outras 10 naves do Comando Central (entre elas a Kraxon) pela sua retaguarda.

O fato de que a Ordem não tem permissão de ter equipamento militar como naves de guerra deixa Dukat infinitamente curioso para saber o que está acontecendo no interior de tal sistema. Kira insiste que Riker deve fugir enquanto há tempo, Riker ordena a Defiant para o interior do perímetro do sistema.

Defiant cercada por naves da Ordem Obsidiana no sistema de Orias

Kira finalmente entende que Tom não está fazendo isso pelos Maquis ou com os Maquis, mas sim está apenas utilizando a causa Maquis como mais uma “causa perdida frente a inimigos invencíveis”, uma mortalha para envolver a figura de um herói que ele espera se tornar. Um herói que terá uma figura distinta da de Will Riker.

A Defiant luta bravamente contra as naves da Ordem, mas o reforço delas já está a caminho. Sisko e Dukat (após chegarem a um entendimento) propõem um acordo por rádio, Riker deve se entregar (junto com os registros dos sensores da Defiant relativos ao sistema Orias) à autoridade do Comando Central Cardassiano e enfrentar uma pena de prisão perpétua em um campo de trabalhos forçados (pelo fato de a pena não ser de execução, Riker já reconhece algum esforço por parte de Sisko e Dukat) enquanto a Defiant e a sua imediata tripulação podem partir de volta ao território da Federação. Riker pede um momento para pensar sobre tal proposta.

Duhat e Sisko no episódio "Defiant"

Kira novamente pede a Riker que ele seja oficial da Frota uma última vez e pense em sua tripulação, o que o convence a aceitar os termos do acordo. Pouco antes de se teletransportar para a Kraxon, para enfrentar sua pena, ele dá um beijo em Kira, a qual promete que um dia de alguma forma irá tirá-lo de lá. Kira toma o comando da Defiant e ordena um curso de volta à Federação.

Comentários

“Defiant” se apresenta como o melhor episódio da temporada até aqui. Para tanto, vários elementos contribuem: uma melhor amostra do potencial da Defiant, a interação entre Dukat e Sisko, a interação entre a Ordem Obsidiana e o Comando Central Cardassiano (via microcosmo de Korinas e Dukat, respectivamente), o retorno dos Maquis (especialmente com a genial idéia de fazer de Tom Riker um Maquis e responsável por tão importante missão) e uma efetiva participação de Kira como a nossa “ex-terrorista de plantão”. Apenas algumas falhas menores de trama e a atitude recorrente dos produtores em “estimular” a vida amorosa de Kira incomodam. Mais detalhes, sem ter a necessidade de ser duplicado por um acidente de transportes, se juntar aos Maquis e roubar a Defiant no processo, nas linhas abaixo.

A reação à introdução da Defiant, tanto por parte dos Maquis quanto por parte da Ordem Obsidiana, foi bastante bem-vinda, assim como mais uma oportunidade para a “navezinha valente” mostrar o seu valor. De fato, se não fosse pela ajuda de Sisko e Kira, provavelmente a Defiant teria chegado sem maiores problemas ao sistema Orias.

Title Card Deep Space Nine "Defiant"

Finalmente descobrimos que T’Rul voltou para Romulus, mas não levou o dispositivo de camuflagem com ela. A generosidade dos Romulanos com o dispositivo não faz muito sentido, especialmente depois de fazer tanto alarde pela segurança do equipamento em primeiro lugar (será que isso relacionado com alguma cláusula secreta do tratado de Algeron?). O fato de Sisko ter ajudado a projetar a Defiant torna a relação dele com a sua nave distinta da dos outros capitães de Jornada.

O maior problema de trama é a maneira como Riker conseguiu entrar com um feiser de mão na Defiant, especialmente porque já foi mostrado anteriormente que existem mecanismos de segurança nas portas para detectar armas (ver “Captive Pursuit”, da primeira temporada de DS9). Problemas menores vêm da forma “sutil” que Riker usa para se livrar de O’Brien (ele soube lidar com Dax) e do porquê de Riker não ter transportado Kira de volta para a estação ao mesmo tempo em que trouxe os seus asseclas a bordo.

Tom RIker no comando da Defiant

Sisko e Dukat revivem a parceria vencedora de “The Maquis” no presente episódio (de novo um episódio envolvendo os Maquis, por sinal), com resultados muito bons, ainda que não no nível daquele episódio duplo. Um certo desapontamento vem do fato de termos pouca continuidade em relação aos dois, basicamente uma referência ao sistema de justiça Cardassiano e só (ao menos uma linha sobre “Civil Defense” seria interessante). Se Dukat for mais humanizado que nesta semana ele vai ter de mudar a maquiagem. Interessante a situação difícil em que ele se encontrava com Korinas “fungando no seu cangote” e Riker dando um banho de tática com a Defiant.

Novamente a Ordem Obsidiana é posta para bom uso e Korinas é de dar arrepios. A interação entre Korinas e Dukat é mais efetiva (como microcosmo de suas respectivas agências) do que aquela entre Entek e Ghemor, em “Second Skin”. Apesar de que tenha faltado Korinas comentar sobre a “missão de resgate” de Sisko naquela oportunidade. Ganhamos também uma melhor compreensão da estrutura de poder Cardassiana.

Dentre os seis episódios de DS9 que têm os Maquis como foco principal (“The Maquis, Part I“, “The Maquis, Part II”, “Defiant”, “For the Cause”, “For the Uniform” e “Blaze of Glory”), este é o que apresenta a menor intensidade dramática, optando por algo mais na veia do “thriller de ação” (um subconjunto do que muitos gostam de chamar de “DS9 Comic Book”).

Korinas, cardassiana da Ordem Obsidiana

Por sólidas razões, o nome de Thomas Riker deveria obrigatoriamente constar no topo da lista de recrutamento dos Maquis, e um membro tão especial só poderia ser utilizado em algo tão audacioso e com óbvias e imediatas possibilidades táticas, como o roubo da Defiant. Ainda que a missão escolhida esteja muito mais de acordo com os interesses pessoais de Tom Riker do que com os interesses potenciais dos Maquis (o que parece indicar que ele forçou a barra para as coisas terem se desenrolado dessa maneira, uma vez que ele tinha “a mão” bastante forte –tal investimento pessoal possivelmente o deixou no “piloto automático” quanto à missão, mesmo ela se tornando mais e mais impossível de se realizar durante o seu curso).

O personagem com maior foco no episódio é sem dúvida Tom Riker (cabendo observar que o título “Defiant” pode se referir tanto à nave quanto ao personagem) e o roteirista Ronald D. Moore optou corretamente por creditar as motivações do personagem em um particular (e talvez o mais fundamental) elemento da condição humana: nossa individualidade (em que ela é baseada? De que forma e a que preço nós a obtemos?). A individualidade do personagem é explorada aqui de uma maneira muito mais efetiva do que originalmente foi em “Second Chances”.

Colocando Riker e Kira (nossa “Especialista em terrorismo de plantão”) juntos, ficou fácil analisar as motivações do oficial da Frota. É impressionante como a gente pode falar as frases de Kira em antecipação e ainda assim ser surpreendido. Coisa das grandes personagens.

Dois grandes deméritos foram: os flertes de Kira com Riker e o beijo no final (tais situações vêm se acumulando ao longo da temporada, com relação à major). Pelo menos ela se lembrou do vedek Bareil e ele vai aparecer no próximo episódio.

Tom RIker beijando a Kira Nerys

A direção de Cliff Bole é correta, equilibrando (encontrando um interessante compromisso) o desenvolvimento dos personagens com um andamento típico de um thriller, estilo The Hunt Of The Red October ou o próprio Fail Safe. O único cenário novo do episódio foi a “sala de guerra” Cardassiana que, apesar do esforço e da consistência do projeto, não chega a impressionar, pois estamos acostumados demais com o visual Cardassiano de DS9. Tivemos pelo menos dois problemas de escala aqui: quando a Defiant fica sob os escudos da Kraxon, e com relação aos gráficos táticos na “sala de guerra” Cardassiana (tais gráficos não foram nada explicativos ou mesmo consistentes –para não dizer pífios). Em compensação, os efeitos visuais do combate entre as naves foram interessantes.

Visitor fica com o destaque dentre os regulares. A autenticidade da atriz no papel é completa, ficando com o destaque da semana entre os regulares. Brooks foi bem também e claramente o ator se beneficia de sua interação com Alaimo. Basta conferir os olhares que os dois trocam quando os seus personagens estão negociando um acordo para terminar o conflito envolvendo a Defiant e a sua tripulação. Os demais regulares funcionaram particularmente bem em suas cenas residuais, cenas que foram bem justificadas desta vez, não soando artificiais como muitas vezes é o caso.

Sala de comando de guerra cardassiana

As costeletas postiças foram uma boa idéia, pois depender exclusivamente do careteiro Frakes para diferenciar os dois Rikers não é bom negócio (o que ficou claro em “Second Chances” e aqui também). Ele interpreta os dois basicamente da mesma forma e as diferenças afloram de elementos específicos no roteiro com este propósito (o que deveria ser exatamente o contrário em uma situação ideal). Alaimo vive um Dukat que realmente queria estar fazendo outra coisa naquele dia, a idéia do lamento pela perda do aniversário do filho de Dukat se incorpora de forma transparente à sua caracterização, em mais um grande trabalho do ator. O’Neil faz talvez a mais arrepiante agente da Ordem em toda a série. O sorriso dela é absolutamente matador e seu trabalho com Alaimo é exemplar. Ela fica com o destaque entre os convidados. Cochran é absolutamente perfeita com o pouco de material fornecido e Kerbeck e Canavan não comprometem.

O começo do episódio, com o ângulo da “Kira estafada” (lembrando o “O’Brien estafado” de “Babel”, da primeira temporada de DS9), foi muito legal e a incredulidade de Kira frente à ordem de Bashir foi ótima. Quark oferecendo (essencialmente) os mesmos “prêmios do milionésimo cliente” de “Meridian” foi um belo e discreto toque, vendido bem de novo pelo rosto de Kira (Visitor).

A verdade sobre os planos secretos da Ordem Obsidiana no sistema Orias (sem dúvida o elemento mais interessante de todo o episódio) seria revelada mais tarde, na terceira temporada de DS9 no legendário episódio duplo “Improbable Cause”/“The Die Is Cast”. Aguardem!

Bashir e Quark oferecendo opções para Kira descontrair

Tom Riker nunca mais foi visto ou mesmo citado na série. A Bajoriana Ro Laren, que deixa a Frota para se unir aos Maquis em “Preemptive Strike”, da sétima temporada de A Nova Geração, nunca foi vista ou citada em DS9. A Bajoriana Sito Jaxa (uma colega de Academia de Wesley Crusher vista inicialmente em “The First Duty”, da quinta temporada de A Nova Geração), que é dada como morta no cumprimento do dever em “Lower Decks”, também da sétima temporada de A Nova Geração, idem.

O episódio se passa, dentro da linha tempo de Jornada, entre os eventos de “All Good Things…” (episódio duplo e final de A Nova Geração) e “Generations” (primeiro filme da turma de Picard no cinema).

“Defiant” traz DS9 de novo para o terreno da intriga política, uma de suas facetas mais notáveis. A utilização de temas e personagens recorrentes ajuda bastante o episódio (ainda que o nível de continuidade não seja tão alto ou mesmo tão coordenado quanto poderia e deveria ser). O esforço dos roteiristas em esclarecer, de forma verdadeira, as motivações de Tom Riker é também digno de nota. Entretanto o entendimento de Sisko e Dukat de que o real inimigo não era Riker a bordo da Defiant, mas sim as atividades secretas da Ordem (no sistema Orias) é que realmente “vende” o episódio para o público. Um elemento que literalmente grita por uma continuação que (não tenham dúvidas) virá em grande estilo. Um excelente trabalho dos envolvidos.

Avaliação

Citações

“At least two of these items must be used and fully enjoyed before you leave this facility.”
(Pelo menos dois desses itens devem ser usados e totalmente aproveitados antes que deixe esta instalação.)
Bashir

“This is a very entertaining story… but why am I listening to it?”
(Essa é uma história muito divertida… mas por que a estou ouvindo?)
Dukat

“I only wish we had someone with such keen tactical instincts.”
(Eu bem que queria que tivéssemos alguém com instintos táticos tão apurados.)
Korinas

“–but someone has to pay for what’s happened here, and I don’t want that someone to be ME.”
(–mas alguém precisa pagar pelo que aconteceu aqui, e eu não quero que esse alguém seja EU.)
Dukat

“This is about you, isn’t it? You and that other Will Riker out there –the one with your face, your name, your career.”
(Isso é sobre você, não é? Você e aquele outro Will Riker lá fora –o que ficou com seu rosto, seu nome, sua carreira.)
Kira

“This ship was built to fight. I think it’s time she got her chance.”
(Essa nave foi construída para lutar. Acho que é hora de darmos a ela a chance.)
Tom Riker

Trivia

  • Ron Moore lembra que a equipe de roteiristas de DS9 já vinha falando em trazer Tom Riker para a estação e fazê-lo alguma espécie de líder dos Maquis há algum tempo. Ira Behr sugeriu que inicialmente ele andasse um pouco pela estação e interagisse com os demais personagens antes de revelar a sua conexão com os Maquis. Quando Moore sentou para escrever o primeiro rascunho, ele se perguntou o que os Maquis poderiam estar querendo de DS9, a resposta foi imediata: “A Defiant!” Moore então conseguiu escrever até o roubo da Defiant por Tom Riker, mas a partir daí o roteirista “travou”.
  • A história começou a recuperar força nas reuniões de equipe a respeito do episódio. Alguém trouxe à tona (provavelmente o próprio Behr) a idéia do filme Fail Safe e foi decidido colocar Sisko em uma “sala de guerra” em Cardássia para ajudar a localizar e destruir a sua própria nave.
  • Gary Hutzel teve bastante trabalho com os gráficos que detalhavam os movimentos das naves Cardassianas e o espaço patrulhado por elas. Em especial a grande tela Cardassiana não existe como um modelo físico, mas como uma miniatura combinada com o auxílio da técnica da “tela azul”.
  • Dukat lamentando ter perdido o aniversário do seu filho é um dos vários pontos que contribuíram para que Dukat fosse considerado por uma parte dos fãs como um dos “mocinhos” da série, pelas temporadas três, quatro e metade da quinta. Entretanto, o episódio duplo “In Purgatory’s Shadow” & “By Inferno’s Light” muda tal situação em uma das maiores reviravoltas da série.
  • A verdade sobre o personagem de Thomas Riker foi um ponto difícil para o roteiro e a dicotomia “herói/terrorista” e os seus problemas de identidade relativos à existência do outro Riker só foram clareados com as sucessivas rescritas.
  • Frakes gostou muito de participar do episódio e chegou a dizer que preferia Tom a Will na época. De fato, o ator esperava uma continuação em que Kira seria enviada para libertar Tom. O que nunca aconteceu. De fato, na lista da quarta temporada (de temas para possíveis histórias) disponibilizada para os escritores free-lancers, constam os seguintes temas com um claro “não queremos isso” do lado: Tom Riker, Mirror-Jennifer Sisko (uma história interna já estava engatilhada), Nog na Academia (idem), Odo grávido (?!), Jadzia Dax grávida (?!) etc. Falando em gravidez, quem ficaria grávida seria a major Kira Nerys, ao final da quarta temporada. Frakes ainda voltaria para dirigir “Past Tense, Part II”, ainda nesta terceira temporada.
  • As operações secretas da Ordem Obsidiana no sistema Orias seriam explicadas no legendário episódio duplo “Improbable Cause” & “The Die is Cast”, mais a frente nesta mesma terceira temporada.
  • O personagem Thomas Riker foi introduzido no episódio “Second Chances”, da sexta temporada de A Nova Geração. Tom é uma duplicata idêntica de William Thomas Riker criada devido a um bizarro acidente de transporte, descrito naquele episódio. Tom e Will são idênticos, indistinguíveis sob qualquer exame conhecido. De fato, Tom teria tanto direito a ser o “real” Riker quanto Will. Ao final de “Second Chances”, o segundo Riker adotou o seu nome do meio e passou a servir como tenente da Frota a bordo da nave estelar USS Ghandi, onde expressou opiniões políticas consistentes com as de um simpatizante Maquis. Essa recapitulação é feita por Odo durante o episódio “Defiant”.
  • Tricia O’Neil participou (como Kurak) também de “Suspicions”, da sexta temporada de A Nova Geração, mas é definitivamente mais lembrada pelos fãs de Jornada pelo seu trabalho como a capitã da Enterprise-C Rachel Garrett, no absoluto clássico “Yesterday’s Enterprise”, da terceira temporada daquela série.
  • Shannon Cochran revive aqui Kalita, a sua personagem Maquis de “Preemptive Strike”, da sétima temporada de A Nova Geração, e retornaria ainda como a Klingon Sirella, esposa do general Martok, em “You are Cordially Invited”, da sexta temporada de DS9.
  • Marc Alaimo retorna mais uma vez nesta temporada, em “Explorers”. Esta é a única participação de Robert Kerbeck em Jornada. Michael Canavan viria a aparecer mais tarde (como Curneth) em “Unforgettable”, da quarta temporada de Voyager.

Ficha Técnica

Escrito por Ronald D. Moore
Dirigido por Cliff Bole

Exibido em 21 de novembro de 1994

Título em português: “Defiant”

Elenco

Avery Brooks como Benjamin Lafayette Sisko
René Auberjonois como Odo
Nana Visitor como Kira Nerys
Colm Meaney como Miles Edward O’Brien
Siddig El Fadil como Julian Subatoi Bashir
Armin Shimerman como Quark
Terry Farrell como Jadzia Dax
Cirroc Lofton como Jake Sisko

Elenco convidado

Marc Alaimo como gul Dukat
Tricia O’Neil como Korinas
Shannon Cochran como Kalita
Robert Kerbeck como um soldado Cardassiano
Michael Canavan como Tamal
Jonathan Frakes como Thomas Riker
Majel Barrett como a voz do computador

Balde do Odo

Enquete

TS Poll - Loading poll ...

Edição de Mariana Gamberger

Episódio anterior | Próximo episódio