Jornada é mais madura do que Star Wars, diz Cho

john-cho-4.JPGA convenção do Grand Slam XVI já começou e promete apresentar mais novidades sobre o filme de Jornada nas Estrelas, com as presenças de Zachary Quinto, Leonard Nimoy, Roberto Orci e Alex Kurtzman, neste domingo. Enquanto isso, o ator John Cho (Hikaru Sulu) teceu mais alguns comentários sobre a produção de J. J. Abrams, inclusive fazendo comparações com outra franquia, a de Guerra nas Estrelas.

Enquanto falava sobre o seu último filme Harold & Kumar Escape From Guantanamo Bay, Cho voltou a comentar a respeito de seu trabaho em Jornada. O ator reafirmou ao site ReelzChannel a intenção do grupo em preservar tudo o que foi feito na franquia, “Acredito que eu mesmo, todos do set, J. J. (Abrams) e os designers tentamos seguir os passos, com muito respeito, da série original”, disse Cho, “E ao mesmo tempo tentamos conseguir alguns novos fãs, fazendo coisas de maneira diferente e pondo uma mais jovem e vigorosa ênfase nela”, disse o ator que considera Abrams uma das poucas pessoas que sabe tudo sobre criação de filmes.

Num video entrevista para o site AccessHollywood, Cho deu sua opinião sobre como vê Jornada do ponto de vista temático. Ele acredita que ela é mais meditativa do que Guerra nas Estrelas e por isso levou tempo para apreciar a franquia, “Eu, de um certo modo, tornei-me fã de Jornada, porque foi recente e tanto é que gostaria de ver as reprises. É algo que apreciava mais a cada ano porque é uma série muito amadurecida. Ela é muito reflexiva e meditativa. Apesar de que, quando criança, era muito mais fácil adorar algo como Guerra nas Estrelas, de cara, com sabres de luz e outos objetos. Jornada é muito mais madura que isso. É muito madura nos seus temas”.

O ator defendeu ainda a maneira com que J. J. Abrams tenta manter em sigilo absoluto toda a produção do filme, “J. J. tem uma visão que é essa. Não é algum tipo de maldade. Ele apenas quer que as pessoas entrem no cinema e se surpreendam, o que acho justo. Ele quer que as pessoas assistam o filme e apreciem tudo pela primeira vez, ao invés de já saberem o que acontecerá com A, B e C”, explicou Cho que disse compreender a ansiedade dos fãs em procurarem por mais notícias sobre o filme, “Essa é a parte de ser um fã. Eu também iria gostar de saber, mas creio que J. J. está correto em assumir que isso aumenta o prazer de assistir um filme, quando você é surpreendido”.

Para o site MTV, John Cho confirmou o encerramento de seus trabalhos de filmagem, “Foi um sonho. Foi como se vivesse uma fantasia de criança”, finalizou.

Fiquem ligados no TB, por mais notícias na convenção do Grand Slam XVI.

Fonte: TrekWeb e TrekToday

23 Comments on "Jornada é mais madura do que Star Wars, diz Cho"

  1. Costumo considerar que SW é aventura & fantasia, enquanto ST é a mais pura ficção científica, uma projeção otimista do nosso futuro. Focos bastante diferentes sob um mesmo pano de fundo.

  2. Concordo com NiCoDeMus… Eu até que gosto de Star War. Mas às vezes eu fico enjoado com tanta ação. Jornada já difere as coisas por ter uma moral com um pouco de base realista, mesmo apesar de ser pura ficção cientifica. Na nova geração, tinham episódios que tocavam o coração do telespectador com questões que realmente nos colocavam em cheque, e ate os momentos de ação não eram espalhafatosos quanto Star War… Posso dizer que estou ansioso por assistir este novo filme de Jornada Nas Estrelas, mas não poderia deixar de imaginar o grande Gene Roddenberry se contorcendo no tumulo com essa nova obra, ele deixou bem claro na serie que seu foco é o futuro, e se perguntando por que voltar ao passado… Acho que o estudo da futurologia é complicado de mais para se criar novas tecnologias além do que já se criou…

  3. "Frank" Hollander | 13 de abril de 2008 at 1:37 pm |

    ^1: SW está para a fantasia ao estilo LotR, porém ST não está muito longe disso. Em TOS e primeiros anos de TNG até poderia dizer que a série beirava espelhar-se em projeções de avanços científicos, mas estas se perderam ao longo da série. ST é mais conservadora, porque “tenta” justificar todos as “fantasias tecnológicas” envelopando-as em discussões de tecnobaboseiras. Já SW abstraí-se disso.

    Agora, esta vai virar mais uma discussão de SW versus ST. É fato que ST teve mais chance de ser explorada devido a quantidade de horas exibidas em cinema e TV. SW comparado neste ponto apenas engatinha mesmo se comparado com o UE de SW com seus livros e revistas.

  4. Leandro Martins | 13 de abril de 2008 at 2:24 pm |

    É como eu costumo dizer: a temática de SW pode ser fantasia, mas a ambientação é claramente sci-fi, contado com avançadas sociedades tecnologicas e pesadamente industrializadas.

    Portanto, querer desmerecer SW nas linhas do batidíssimo discuso “Não é sci-fi” não é algo que realmente flutua. Ambas as franquias tem seus méritos independente destas questões, pois o “sci” do sci-fi de Jornada nunca foi realmente muita coisa além do tecnobable, que nada agrega de relevante as tramas.

  5. Não tem como comparar ambas, comentário infeliz de Cho.

  6. Quem aqui já leu o livro “Trek Wars” ?? …que é um crossover baseado em Star Trek e Star Wars escrito por Roberto Kiss.

    Estou lendo atualmente e gostando! =]

  7. ^4: “o “sci” do sci-fi de Jornada nunca foi realmente muita coisa além do tecnobable”

    Acho que você foi infeliz nesta colocação! A quantidade de temas de sci-fi já explorados por ST não é vista em nenhuma outra franquia. ST está em plena ressonância com a ciência atual. É o velho caso da ficção influenciando a ciência e a ciência influenciando a ficção. Chega a ser um pouco difícil escrever um tema para ST que já não tenha sido abordado de alguma forma. Discordo de você, mas não vou me estender mais ou isso aqui vai virar um ST vs SW como o amigo Frank já adiantou. =]

  8. O universo da ficção científica vai muito além de mostrar apenas engenhocas futuristas e naves espaciais. Abrange outros temas mais complexos, também, sendo muito rico em imaginação! Sendo assim, julgar de pronto qual se enquadra em ficção científica ou não, simplifica muito a questão! Tanto SW quanto ST bebem dessa fonte “Sci-fi”, uma mais, outra menos, mas com alguma pitada de aventura.

  9. Leandro Martins | 13 de abril de 2008 at 4:49 pm |

    “Tema em discussão” não é “tecnobable”, Nicodemus. Uma coisa pode perfeitamente ocorrer sem a outra, e é o que deveria acontecer mais na franquia, aliás.

  10. ^9: Sim, claro! Não estou me referindo à tecnobable!! Explorar novos mundos é sci-fi. Lutar com sabre de luz também é sci-fi. Agora, é bom observar que os focos são bem diferentes e principalmente a profundidade com que os temas sci-fi são explorados é muito diferente! Foi isso que eu quis destacar. Sob o meu ponto de vista ST explora MUITO mais temas de ficção científica do que SW que os utiliza como pano de fundo. Seja por ter mais tempo e mais material em mídia ou não, mas isso já é outra assunto…

  11. CONCORDO COM CHO!
    SW é uma aventura capa e espada (princesa, magia, cavaleiros…), com um toque de um bom bangue-bangue do velho oeste só que no futuro. Ótimo entreterimento que faz nossa mente viajar em um mundo de espaçonaves degladeando-se universo a fora como verdadeiros barões-vermelhos galácticos. Porém são escassos os temas que possam render verdadeiramente papel pra manga… particularmente o único assunto que me inspira reflexão é o primoroso bem arquitetado golpe do imperador… e possíveis associações com alguns em nosso planetinha…
    Daí eu concordar com o Cho… ST inspirou tantíssimos temas de deixar a pessoa boquiaberta e render papo por muitooo tempo. Centenas de questões filosóficas, humanísticas, religiosas que sempre tocaram a humanidade, situações atuais… eu não conheço série que mais tenha representado as questões do nosso mundo tanto quanto ST… provavelmete por isso ele achar mais madura que SW… que realmente o é, cá entre nós… que me diga DS9, TNG, TOS…

  12. RATIFICANDO…
    PANO PRA MANGA…
    HUAHUUHAA!

  13. Alan Pires Ferreira | 13 de abril de 2008 at 9:49 pm |

    Concordo em gênero, número e grau com Cho. SW é pirotecnia pura, feita apenas para encher os olhos; uma jóia bonita de se ver, porém tão rala e rasa quanto sopão de cantina universitária. Já ST é filosofia na veia; ela toma os grandes temas da humanidade pelos chifres e nos convida à reflexão. É uma franquia que discute idéias, não acontecimentos. Infelizmente, de uns anos para cá ela perder um pouco seu rumo, flertando com o capa-e-espada. Mas o próprio seriado nos ensina a sermos otimistas; esta situação há de mudar.

  14. Tambem concordo com o novo Sulu.

    Esse negócio de dizerem que Star Trek teve mais tempo do que Star Wars é um erro. Até pela politica de canonicidade do George Lucas, o Universo Ficticio de SW foi muito mais desenvolvido pelo seu UE. ST por outro lado, está “preso” ao que vemos nas séries e filmes e isso na verdade MAIS PREJUDICA do que ajuda o Universo Ficticio.

    Ou seja, a maturidade maior de ST em relação a SW não tem nada haver com isso. A questão está na concepção das duas séries. Enquanto SW se inspira na fantasia, com seus heróis, vilões e etc… ST se inspira na realidade. Logo ST é mais madura, isso é muito evidente.

  15. Acho que podemos gostar tanto de ST quanto de SW (e tb de LotR). Todas as duas são ficção e fantasia ao mesmo tempo. Só alguns exemplos:
    – a magia de SW referida acima é a Força? Então os Organianos e os Q são mais mágicos que qualquer personagem de LotR!
    – pessoas desviam das armas de raio como se fossem de brinquedo, mais fácil do que desviar de balas em Matrix!
    – só pq motor de dobra é explicado, não quer dizer que o hiperdrive seja uma coisa ridícula.
    – TOS foi o melhor Bang Bang da TV.
    – os heróis de SW não fizeram nem metade do que Kirk e Picard fizeram.
    Ou seja, uma série não é melhor que a outra. Mas elas apenas poderiam ser melhores: ST sem os episódios sofríveis e sem B&B e SW com mais desenvolvimento e sem Tio Luca$ como diretor.

  16. Luís Henrique Campos Braune | 14 de abril de 2008 at 11:44 am |

    Adoro as duas, por motivos diferentes! Como diz (mais ou menos) um orelhudo muito famoso em ST: infinitas possibilidades em infinitas diversidades…

    Cada uma tem seu foco e pronto!

  17. IDIC: Infinitas Diversidades em Infinitas Combinações! =]

  18. Luiz Castanheira | 14 de abril de 2008 at 2:59 pm |

    Talvez o primeiro depoimento genuinamente não ensaiado que li a respeito deste filme. Melhor ainda que eu concordo com ele.

    Abraços
    Castanheira

  19. Os tirinhos no espaço de ST também fazem barulho – como os de SW. A distância que separa as 2 franquias não é tão grande assim.

  20. Seja “Science-Fiction” ou “Science Fantasy” o fato é que ST e SW são as duas franquias mais icônicas no gênero. Como já disseram, ambas têm focos diferentes, e graças a Deus que têm, porque dá pra sorver ao máximo de ambas as fontes (sou fã das duas embora tenha uma pequena predileção por ST). E não dá pra negar o fato de que ambas as franquias, ao longo das décadas se beneficiaram mutuamente de seus pontos fortes, de maneira extremamente positiva. Star Trek se tornou mais dinâmica e empolgante, sem perder o foco em sua natureza contemplativa e intelectual e Star Wars se tornou mais complexa e inteligente (percebam como a trilogia de Anakin é mais cheia de intrigas políticas e menos maniqueísta que a trilogia de Luke), sem perder o tom de mitologia espacial.
    Particularmente, eu não sei como seria a vida sem esses dois grandes universos, minhas congratulações vão igualmente a Lucas e a Roddenberry.

  21. Concordo com o Sulu, SW é mais aventura, ST é mais cabeça.
    Abraços.

  22. Luís Henrique Campos Braune | 15 de abril de 2008 at 8:10 am |

    Fecho com o post 20.

  23. Só pra distender um pouquinho o debate, no tocante ao post nº 6…

    Você talvez vá gostar muito da continuação da saga, Nicodemus. Em “Ossos do Ofício”, do mesmo autor, que pra mim é a melhor obra já escrita de Jornada. E de quebra, “A Primeira Diretriz”, dele também. Há vários anos atrás eu cheguei a contactá-lo por e-mail, parabenizando-o pelo conjunto da obra. Certamente, se os livros do Roberto tivessem sido convertidos ao inglês, seriam uma valiosa referência para a comunidade trekker internacional. A respeitável qualidade do texto transmite um certo tom de canonicidade, muito embora – como você vai descobrir ao término da sua atual leitura – superado pelo que foi mostrado na série Enterprise. Infelizmente.

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