DSC 1×09: Into the Forest I Go

Roteiro, direção e atuação perfeitos produzem um clássico

 

Sinopse

A Discovery é ordenada a deixar Pahvo e recuar para o espaço da Federação, a fim de não ficar vulnerável ao iminente ataque klingon. O capitão Lorca não fica satisfeito com a decisão, comunicada pelo almirante Terral, mas parece acatá-la — contudo, é só uma desculpa para que a tripulação tenha tempo de bolar um plano B: se eles descobrirem como detectar as naves klingons camufladas, voltarão a Pahvo para defender o planeta; se não…

Para mostrar aparente boa vontade com o Comando da Frota Estelar, Lorca ordena que a Discovery recue para a Base Estelar 46, mas por dobra espacial convencional, sem usar o motor de esporos. A fim de dar credibilidade à escolha, o capitão pede que Stamets finja estar com problemas com a interface com o motor e se reporte à enfermaria. Mal sabe ele que os problemas são reais.

Enquanto isso, Saru, Tyler e Burnham bolam um plano para neutralizar a camuflagem klingon — a Frota Estelar em tese pode criar um algoritmo capaz de detectar pequenas imperfeições no campo gravitacional artificial que torna a nave invisível se puder colocar dois dispositivos sensores dentro dela e triangular seu sinal a partir da Discovery enquanto a camuflagem estiver ativa. Para isso, seria preciso que um grupo de abordagem levasse os dispositivos a bordo da nave-sarcófago. Não bastasse isso, o processo de decifração do algoritmo seria lento, com dias de duração — mais tempo do que eles têm.

Diante desse quadro, Lorca encontra uma alternativa — se a Discovery der vários saltos com o motor de esporos em rápida sucessão ao redor da nave, pode conseguir os dados necessários muito mais depressa. Mas seriam precisos 133 saltos com poucos segundos entre um e outro, e as notícias da enfermaria não são boas. Por lá, Culber revela que Stamets está mesmo enfrentando sérios problemas neurológicos pelo uso continuado da interface que o liga ao motor de esporos.

Sem alternativa, Lorca decide tentar convencer Stamets da necessidade desse sacrifício. A fim de sensibilizá-lo, o capitão mostra que tem monitorado os dados colhidos a cada salto e que o motor de esporos parece gerar caminhos não só para qualquer lugar do universo como também para universos paralelos. Stamets fica encantado com as possibilidades abertas e sensibilizado pelo espírito de explorador de Lorca, até então jamais revelado. Pensando no que se poderá fazer após o fim da guerra, Stamets concorda em tentar fazer os 133 saltos.

A cadete Tilly ajuda a adaptar o motor de esporos para o plano de saltos rápidos, enquanto Culber faz o que pode para tentar monitorar a saúde de seu companheiro durante o esforço brutal que será essa manobra.

Quando tudo está pronto, o capitão faz um discurso motiviacional poderoso e a Discovery salta de volta a Pahvo, para enfrentar a Nave dos Mortos. Nela, Kol se mostra ansioso para destruir a “arma secreta” da Federação. Não sabe, contudo, que Tyler e Burnham se transportaram a bordo para sabotá-la. A princípio, Lorca não queria deixar que Michael participasse da missão, alegando risco excessivo para ela, mas acabou convencido.

A bordo da nave-sarcófago, Tyler e Burnham plantam o primeiro dos dispositivos sensores e estão a caminho da ponte para plantar o segundo quando detectam um sinal de vida humana a bordo. Michael diz que não quer deixar ninguém para trás, e eles encontram a almirante Cornwell — severamente ferida, sem poder mover as pernas, mas viva. Também lá está L’Rell, depois de levar uma surra dos homens de Kol. Ela se levanta, e quando Tyler vê sua antiga algoz, ele sofre uma crise nervosa — resultado de síndrome de estresse pós-traumático pelo fato de ter sido prisioneiro dos klingons por meses, torturado e abusado sexualmente por L’Rell.

Burnham entrega um feiser a Cornwell e diz para a almirante se defender como puder enquanto ela planta o segundo dispositivo na ponte. Uma vez feito isso, eles serão transportados para a Discovery.

Enquanto Burnham avança para a ponte, Cornwell tem problemas com klingons. Sua capacidade de atirar neles é limitada, e ela tenta tirar Tyler de seu torpor — o que só dá certo quando ela diz que Michael precisa dele. Assim, os klingons são debelados e eles conseguem se manter seguros por mais um tempo.

Na ponte, Burnham planta o segundo dispositivo, e a Discovery faz um ataque para induzir a nave-sarcófago a se camuflar, em seguida iniciando a sequência de 133 saltos. Stamets claramente está sofrendo, mas aguentando firme.

Na Nave dos Mortos, escondida na ponte, Michael usa o tradutor universal acoplado a seu comunicador para entender o que Kol e seus comandados estão dizendo. Todos estão desnorteados pelas ações da Discovery, e Kol está prestes a ordenar uma retirada. Burnham decide que precisa distraí-los e atira num dos klingons. Kol pede que ela se revele, o que ela o faz usando o comunicador para se fazer entender.

O general carrega nas mãos a insígnia que pertencia à capitão Georgiou — segundo ele, é boa para palitar os dentes. Os dois discutem, e ela revela que foi ela quem matou T’Kuvma, e desafia Kol para um duelo corpo a corpo. Entretido, ele concorda, e uma luta feroz se segue, enquanto a Discovery conclui os 133 saltos e consegue desenvolver o algoritmo da camuflagem.

Tyler e Cornwell então são transportados, mas L’Rell se agarra ao chefe de segurança na última hora e é transportada junto com ele. Na ponte, Burnham ouve o sinal de transporte. Ela se esquiva de Kol, pegando antes a insígnia de Georgiou, e se desmaterializa em meio a um salto.

Com a equipe de abordagem de volta — complementada pela resgatada almirante Cornwell e a agora prisioneira de guerra L’Rell –, Lorca ordena a ativação do algoritmo de detecção de camuflagem e o disparo de torpedos fotônicos contra a Nave dos Mortos, que explode numa imensa bola de fogo. Kol está morto.

A tripulação celebra a vitória, e Lorca entra em contato com o almirante Terral, notificando-o de que sua equipe está refinando o algoritmo para uso contra qualquer nave camuflada klingon e deve transmiti-lo num canal seguro em menos de 11 horas. Terral ordena o retorno da Discovery à Base Estelar 46, onde seu capitão deve receber a Legião de Honra.

Em órbita de Pahvo, Stamets está olhando para o vazio do espaço no hangar da Discovery quando Lorca vai ao seu encontro. Diz que pedirá à Frota que dê a Legião de Honra ao criador do motor de esporos e conta que os klingons já estão preparando uma retaliação. Stamets diz que pretende abandonar o motor de esporos para cuidar da saúde, mas está disposto a dar um último salto até a Base Estelar 46, para garantir a segurança da tripulação.

Quando a Discovery salta, contudo, alguma coisa dá errado. A nave emerge em local desconhecido, cercada por destroços, enquanto Stamets tem um colapso, fica com os olhos brancos e fala palavras desconexas, antes de desfalecer no chão…

Comentários

“Into the Forest I Go” é uma tempestade perfeita, com todos os elementos que fazem dele não só representativo do que Discovery tem de melhor, mas também o elevam ao panteão reservado aos melhores episódios da franquia.

Diante do desafio de criar um “fechamento de capítulo” para o primeiro bloco de episódios desta temporada, os produtores se saíram com um segmento bem acabado em todos os aspectos: o roteiro de Bo Yeon Kim e Erika Lippoldt é primoroso; a direção de Chris Byrne é impressionante; os valores de produção são excelentes, como já nos acostumamos a esperar da série, e as atuações também são brilhantes.

É emblemática a simetria que as roteiristas encontraram para este episódio, quase como um “espelho” (com o perdão da expressão, que usaremos muito ainda na temporada) do que foi o episódio duplo de abertura, “The Vulcan Hello”/“Battle at the Binary Stars”. No olho do furacão, claro, Michael Burnham.

Siga comigo: lá no começo, a história esquenta quando a Shenzhou trava o primeiro contato com a nave-sarcófago klingon. Burnham confronta sua capitão e não sabe aceitar “não” como resposta, o que leva à sua desgraça. Mais tarde, numa missão avançada desesperada, ela vê sua capitão ser morta, e a morte do líder T’Kuvma serve como catalisador para promover a unificação do Império Klingon.

Agora, vamos para “Into the Forest I Go”. A história esquenta quando a Discovery trava seu primeiro contato com a nave-sarcófago klingon. Burnham confronta seu capitão e consegue convencê-lo de que curso tomar, o que a coloca num caminho de redenção e reparação. Na missão avançada desesperada, ela descobre um humano capturado — a almirante Cornwell — e decide que ninguém ficará para trás. Ao final, todos retornam à Discovery, e a nave-sarcófago é destruída. A morte de Kol, novo líder do império, possivelmente coloca os klingons numa disputa interna pelo poder, uma fragmentação.

Especialmente simbólico é o resgate da insígnia de Georgiou por Michael. Quando ela retorna à ponte da Discovery para testemunhar a destruição da nave-sarcófago, o olhar que ela troca com Saru diz tudo: é o fim de um pesadelo.

Não o fim da guerra, contudo. E o que parece uma questão encaminhada — com a iminente transmissão ao Comando da Frota Estelar do algoritmo de detecção da camuflagem klingon — se torna grande incerteza quando um salto malfadado com o motor de esporos coloca a Discovery num lugar desconhecido, longe da Federação.

O recado é: a resolução da Guerra Klingon vai ter de esperar um pouco.

A tripulação da Discovery brilha muito no episódio. O capitão Lorca mais uma vez demonstra sua incrível capacidade motivacional, jogando com as emoções de sua tripulação para encontrar um meio de vencer a camuflagem klingon a fim de defender o planeta Pahvo, e mais tarde com o lado explorador de Stamets, para convencê-lo a dar os 133 saltos. E o discurso que ele faz à tripulação antes da batalha é de arrepiar.

Stamets também tem um papel fundamental aqui, dividido entre o dever e sua integridade física e emocional, e mais uma vez é o herói do momento, a exemplo da missão a Corvan II, em “The Butcher’s Knife Cares Not for the Lamb’s Cry”. A cena do beijo entre ele e Culber é natural e sentida, como deveria ser — um momento histórico para a franquia, executado com a sensibilidade que lhe cabe.

E mais arrojado ainda é o papel de Tyler na trama, com seu Transtorno de Estresse Pós-Traumático e a necessidade de lidar com a violência — de cunho sexual — que L’Rell lhe impôs. Qual é a relação dele com L’Rell? Ele é mesmo Voq? Se é, nem ele parece saber, e a confusão fica clara no encontro dos dois na detenção da Discovery. Ainda tem caroço nesse angu.

Michael, por sua vez, é a “alma” da missão, ao participar tanto do desenvolvimento do plano para neutralizar a camuflagem klingon como de sua execução, culminando com uma ótima cena de luta com Kol. E a interpretação de Sonequa Martin-Green mais uma vez é fantástica, sobretudo na cena com Tyler em que ela chora — algo que não estava no roteiro — ao saber da violência que ele sofreu. E violência sexual contra homem — ainda que a perpetradora seja klingon — é um tema complexo, pouco abordado e aqui tratado com sensibilidade e realismo. Mais um tabu que Star Trek vai ajudando a quebrar.

Por fim, mais algumas palavras sobre o trabalho do diretor Byrne. Fantástico. As cenas em que a Discovery vai de salto em salto para quebrar a camuflagem klingon, as transições maravilhosas de Pahvo, para o olho de Stamets, para o hangar e as efetivas cenas de ação, inclusive uma delas no corredor da nave klingon — mesmo corredor que rendeu uma cena insossa em “Si Vis Pacem, Para Bellum” — são de encher os olhos. O toque final perfeito de um episódio que não merece reparos, da concepção à execução. Bravo!

Avaliação

Citações

Lorca – I have no intention of reaching our destination. But if you’re planning on disobeying a direct order, best not to advertise the fact.
(“Não tenho intenção de chegar ao nosso destino. Mas, se você planeja desobedecer uma ordem direta, melhor não fazer propaganda disso.”)

Lorca – We are about to face the most difficult challenge we have ever attempted. Today, we stare down the bow of the Ship of the Dead, the very same ship that took thousands of our own at the Battle of the Binary Stars. When I took command of this vessel, you were a crew of polite scientists. Now, I look at you. You are fierce warriors all. No other Federation vessel would have a chance of pulling this off. Just us. Because mark my words: you will look back proudly and tell the world you were there the day the USS Discovery saved Pahvo and ended the Klingon War.
(“Estamos prestes a enfrentar o maior desafio que já travamos. Hoje, olhamos para a proa da Nave dos Mortos, a mesma nave que matou milhares dos nossos na Batalha das Estrelas Binárias. Quando assumi o comando desta nave, vocês eram uma tripulação de cientistas delicados. Agora, olho para vocês. São todos guerreiros ferozes. Nenhuma outra nave da Federação teria chance de tentar fazer isso. Só nós. Porque marquem minhas palavras: vocês lembraram disso com orgulho e dirão ao mundo que estavam lá no dia que a USS Discovery salvou Pahvo e encerrou a Guerra Klingon.”)

Saru – Captain, I’m afraid… I don’t know where we are.
(“Capitão, temo… não saber onde nós estamos.”)

 Trivia

  • A produção decidiu dividir a primeira temporada de Discovery em dois “capítulos”. O primeiro capítulo tem os 9 primeiros episódios, e o segundo, os 6 finais, perfazendo 15 ao todo. É a primeira vez que Jornada nas Estrelas tem um “episódio final de meia-temporada”.
  • O título do episódio vem de uma citação do poeta escocês-americano do século 19 John Muir: “And into the forest I go, to lose my mind and find my soul.” (“E entrar na floresta eu vou, perder minha mente e achar minha alma.”) De acordo com Bo Yeon Kim e Erika Lippoldt, roteiristas do episódio, a citação reflete a jornada de Michael Burnham nesse primeiro capítulo de Discovery.
  • A dupla de roteiristas queria originalmente que o número de saltos fosse 525.600, em referência à canção “Seasons of Love”, do musical Rent, que já teve montagens com Anthony Rapp (Stamets) e Wilson Cruz (Culber). Claro que o número era absurdamente grande demais. Então decidiram ficar com 133, numa homenagem ao piloto da série Battlestar Galactica de 2004, chamado “33”. O episódio foi escrito por Ronald D. Moore, veterano de Jornada nas Estrelas.
  • Ainda assim, uma citação a Rent aparece no episódio, quando Stamets sugere levar Culber a uma apresentação da ópera La bohème, que é a inspiração original de Rent. Foi, contudo, uma inclusão de última hora. Até pelo menos um roteiro de maio de 2017, Stamets convidava Culber para ver “The Quest for Collerio”, uma produção totalmente ficcional.
  • No roteiro, não havia menção a Burnham derrubar uma lágrima na cena em que Tyler revela como L’Rell o torturou. Aquilo foi um improviso de Sonequa Martin-Green.

  • Este é o primeiro episódio de Jornada nas Estrelas a ter um beijo romântico entre dois homens. Um beijo romântico entre duas mulheres apareceu 22 anos antes, em “Rejoined”, de Deep Space Nine.

Ficha técnica

Escrito por Bo Yeon Kim & Erika Lippoldt
Dirigido por Chris Byrne
Exibido em 12/11/2017
Produção: 109

Elenco:

Sonequa Martin-Green como Michael Burnham
Jason Isaacs como Gabriel Lorca
Doug Jones como Saru
Anthony Rapp como Paul Stamets
Mary Wiseman como Sylvia Tilly
Shazad Latif como Ash Tyler

Elenco convidado:

Jayne Brook como Katrina Cornwell
Mary Chieffo como L’Rell
Wilson Cruz como Hugh Culber
Kenneth Mitchell como Kol
Michael Ayres como técnico do transporte
Conrad Coates como almirante Terral
Emily Coutts como Keyla Detmer
Julianne Grossman como computador da Discovery
Patrick Kwok-Choon como Rhys
Sara Mitich como Airiam
Oyin Oladejo como Joann Owosekun
David Benjamin Tomlinson como oficial da ponte klingon

 TB ao Vivo

Leia também a opinião de Luiz Castanheira aqui.

50 Comments on "DSC 1×09: Into the Forest I Go"

  1. Francisco Paulo Fiorentino | 14 de novembro de 2017 at 4:54 pm |

    Eu achei este o melhor episódio de todos, até agora. Com certeza este episódio já entrou para a lista dos melhores da história de Jornada. A Burnham desafiando Kol, a luta foi épica. A destruição da nave sarcófago, e a porte de Kol também foi espetacular. O beijo apaixonado entre o Stamets e Colber é histórico. A relação entre L’Rell e Tyler (com direito a flashbacks das torturas e dos dois transando) foi muito bem explorada e sensacional. O Stamets finalmente sucumbe ao motor de esporos e a Discovery acaba indo parar sabe-se lá aonde (seria o universo do Espelho?) nos faz pensar em milhões de possibilidades.

  2. Vários aspectos me chamaram a atenção:
    1- Erro de continuidade na cena em que entram no morgue da nave sarcófago. O phaser da Michel estava vermelho num take e outro azul.
    2- poderiam ter transportado um torpedo e explodido a nave sarcófago inabilitando-a completamente e roubado o segredo da camuflagem. Se puderam transportar pessoas, por quê não um dispositivo explosivo em áreas críticas?
    3- um transportador que é usado várias vezes em Tyler e não analisa sua genética, deixando de mitigar a dúvida quanto à sua natureza. O médico não o examina depois de 7 meses preso?
    4- Phaser tonteando klingons numa guerra, ora, será tão benevolente a frota? Não poderia disparar para matar?
    5- Por que os violões precisam fazer discurso e adiar a execução de alguem? Seria tão ingênuo o universo?
    Tirando isso, gostei.

  3. Rá, essa do teletransporte foi uma conveniência de roteiro!

  4. Leandro Henrique Pereira Neto | 14 de novembro de 2017 at 5:53 pm |

    Não concordo do item 2. Para roubar o segredo da camuflagem era necessário executar todos os saltos, fazer o grupo avançado levar um torpedo pesado poderia atrapalhar a missão principal de instalar os equipamentos, além de facilitar a detecção da invasão.
    Além disto depois que tivesse a frequência eles poderiam como fizeram destruir facilmente a nave que estava sem escudos.

  5. Eles destroem simplesmente a nave e aí pra saber como funciona a camuflagem? Aliás reparem que eles falam ‘tela de invisibilidade’ e não camuflagem. E aproveitando: essa história de Ash ser Voq tá começando a ter mais furos que queijo suíço? O dispositivo identifica ele como humano porque ele deve ser humano. Se for diferente essa mudança que fizeram nele foi muito bem feita: engana sensores, transporte e até o corpo médico da nave. Haters gonna hate.

  6. João Luiz Silva Cruz | 14 de novembro de 2017 at 11:00 pm |

    Será bem intenso mesmo, aguardemos…

  7. João Luiz Silva Cruz | 14 de novembro de 2017 at 11:02 pm |

    Poxa será? Tomara que não, Discovery para mim tem seu maior forte nos personagens…

  8. A nao ser que esse lorca seja do universo espelho e o original esteja morto

  9. Acho que todos vão morrer

  10. Talvez ainda sejam jovens
    Pode ser que demore um pouco para eles chegarem no nivel dos organianos ou dos metrons

  11. João Luiz Silva Cruz | 14 de novembro de 2017 at 11:19 pm |

    The Parrot Analytics data is for the week ended Nov. 6, and here is its list of the top 10 shows in the country, regardless of platform:

    1. Stranger Things 2
    2. The Walking Dead
    3. Game of Thrones
    4. Star Trek: Discovery
    5. Preacher
    6. Mindhunter
    7. The Big Bang Theory
    8. The Ellen DeGeneres Show
    9. Rick and Morty
    10. The Orville

    Somente no US.

    Globalmente Discovery tá números impressionantes de audiência.

  12. Bom, só em nosso universo, existem mais galáxias que grãos de areia de todas as praias da Terra. E ainda acham que estamos sozinhos aqui… Imagine num multiverso. Isso não quer dizer que acredito em OVNI aqui nos visitando, as distâncias são enormes.
    Mas, as possibilidades de roteiro nesta premissa sao virtualmente infinitas.

  13. Concordo, e ainda acrescento. Foi um erro abismal levar estar trek ao cinema.
    A natureza reflexiva de star Trek, os breaks para anúncios, seus cortes etc fazem da franquia uma mídia para inhome.
    Todos os filmes de Star Trek fragmentaram os fans de uma certa maneira.
    Até o mais cultuado Ira de Khan teve seus tropecinhos com o canon.
    A paramount deveria largar o osso pois complica a franquia, além de trata-lá com desdém.

  14. Que porcaria de medicina da frota, ne?
    O cara passa 7 meses em cana e não o examinam por completo, nem o teletransporte consegue verificar a inconsistência de sua natureza.

  15. Ricardo Carvalho | 15 de novembro de 2017 at 9:56 am |

    River é belíssima.

  16. Em BSG, no primeiro episódio regular da 1 temporada, 33, eles saltam mais de 237 vezes pra fugir dos Cylons..a cada 33 minutos, mas o feito da Discovery foi valoroso.

  17. João Luiz Silva Cruz | 15 de novembro de 2017 at 10:33 am |

    Eu não acredito nessa teoria 😀

  18. Já pensou se isso for verdade e o Lorca do espelho passe a ser personagem regular até o fim da série? Seria algo inédito e interessantíssimo.

  19. Acho que se ainda existe alguma intenção de unir Discovery ao futuro do canone, principalmente da TNG em diante, desaparecer com esse motor é essencial pra franquia… as naves da Federação não saltam… isso não poderia ter ficado na moita por tanto tempo… acho que a serie Voyager nem faria sentido se esse motor existisse em segredo na Federação… enfim especulações…

    Caraca, só agora me ocorreu que essa relação fisica do Stamis com o motor de esporos ja tinha em Stargate, onde alguns humanos tem os genes compatíveis pra operar o maquinário dos antigos… bom, Stargate chupinhou tanta coisa de Jornada que chegou nossa vez…rs

    Excelente episódio.

  20. Renan Cariolando Feitosa | 15 de novembro de 2017 at 12:36 pm |

    Falando fora do assunto, alguém ai assistiu o fechamento do star trek continues? Os caras fecharam com perfeição o arco TOS e abriram a transição para os tempos de TMP, sem falar da referência a Enterprise, kelvin timeline, e a própria discovery, o porque do Spock voltar para vulcano, porque a frota foi reformulada, porque o magro saiu da frota, porque o kirk aceitou a promoção a almirante.. Enfim gostei, parece até produção oficial da época..

  21. onde acha o episódio para assistir?

  22. No YouTube e Vimeo tem a série completa. Dentro de alguns dias, eles incluem opção para legendas em pt-BR, mas todos os anteriores já tem. Continues chega a ser assustador de como é idêntica em produção a TOS, realmente é como se tivesse sido produzida junto com TOS mas com outros atores, apenas.

  23. Estive muito ocupada ultimamente e vida pessoal tomando conta. Mas estive sempre ligada no TB. 😆

  24. Não é fácil ser fã de Game of Thrones e agora tenho mais essa prá chorar. Eu estava otimista sobre a série, mas confesso que não estava esperando atores e personagens tão carismáticos. Se você se lembra nas minhas últimas participações aqui eu estava com dificuldades para lidar com a tripulação e atores de Voyager, mas consegui ir até o final da série.

  25. A propósito meu pesadelo é ver Burnham tendo que matar Tyler. Mas, depois que eu assisti After Trek eu fiquei um pouquinho mais tranquila, ao menos Sonequa não pareceu dar nenhuma pista que indicasse nessa direção, mas…

  26. isso não é jornada nas estrelas. Me desculpem a todos. vou continuar assistir as séries anteriores. não vale a pena nem discutir mais……………acabaram com Jornada nas Estrelas

  27. Renan Cariolando Feitosa | 15 de novembro de 2017 at 6:40 pm |

    YouTube, pesquisa por star trek continues

  28. Verdade, é assustador de tão fiel! Até o efeito em “desenho” dos fasers foi mantido. Tem personagens (fora do grupo principal) que são tão bem caracterizados e com atores tão parecidos com os originais, que parece que usaram alguma máquina do tempo para trazê-los até os dias de hoje.
    Um primor! Parabéns aos produtores!

  29. André, não seja rampinza (ops!), digo, ranzinza! 😉

    Brincadeiras a parte, aproveite essas novas produções, abra a mente, pois é o que “temos pra hoje”, e querendo ou não, estão mantendo Jornada viva!

    Lembre-se das “Infinitas Diversidades em Infinitas Combinações”!

  30. A questão da Defiant já foi explicado na Série Enterprise. Ela foi parar no Universo Espelho, anos atrás. A Hoshi Sato Mirror a utilizou para subir ao trono.

    Se a Discovery estiver no Universo do Espelho, poderá esbarrar com uma Defiant de mais de 100 anos de idade.

  31. Minha hipótese e que a Discovery está presa no universo espelho e todos vão morrer
    Fazendo com essa tecnologia no universo normal seja proibida dado que a Discovery desapareceu

  32. E bem legal esse continues

  33. Tyler pode estar com a mente de Voq e continua humano, já vimos isso em TOS , ultimo episodio…

  34. 2- ….isso poderia fazer Kol destruir a nave pra esconder seus segredos e fugir
    3-….pra mim Tyler é humano e tem a mente de Voq implantada e esperando L’Rell ativar , já vimos isso em TOS , ultimo episodio, the ultimate intruder….por isso o teletrans não identifica nada errado no humano tyler e o medico não percebe Voq

  35. gostou de Voyager…do final tb ……

  36. Foi o melhor episódio, dou nota 10, hehehe, atendeu minha espectativa que algo melhor que os anteriores aconteceria e foi bem isso….a nave agora está perdida num universo espelho e Stamets está incapacitado, a série agora deve seguir mostrando as aventuras da USS DISCovery, a guerra klingon fica pra trás, um dia retomam isso quando a série for acabar, daqui 10 temporadas …espero, hehehehe….quando a nave conseguir voltar ao universo prime e acabará destruída no retorno e ninguém jamais saberá que existiu e nem o esporo drive pois voltarão tempos antes dos eventos já vistos até aqui na série numa viagem temporal, mas desintegrarão por algum motivo. A linha prime não sofrerá danos, não haverá registros da ncc 1031.
    Veremos a tripulação explorando novos mundos……
    Pra mim Lorca, no final, inseriu coordenadas que descobriu em seus estudos no mapa holografico de saltos e assim fugiu da punição que certamente a almirante Katryn iria lhe impor , tirando-lhe a nave por motivos psiquiátricos.
    Stamets ficará um bom tempo sem condições de ativar o esporo drive.

    Quanto ao segredo da camuflagem klingon , acho que foi enviado pra Frota pois tivemos varias cenas entre a promessa de Lorca de enviar em 11hs pra Frota e o último salto, deu tempo da Burnham se recuperar e visitar Tyler e dormir no sofá, acho que antes do salto Lorca conseguiu enviar os dados da camuflagem e a Frota vai se dar bem com isso e sem a NCC 1031.
    Mas , no final da temp10 , a nave volta no tempo e cai no esquecimento e nunca foi vista , a guerra contra os klingons será ganha de outra forma . O Cânon estará seguro de novo , hahahahaha

    Continuo achando que Tyler recebeu a mente de Voq , implantada pela L’Rell durante a sua tortura e seguindo uma tecnica da Casa de Mokay, na qual o Tyler continua humano mas carrega em seu subconsciente a mente de Voq , que será ativada em algum momento pela L’Rell . Esse tipo de ideia de transferencia de mente já vimos em TOS no seu último episódio , Ultimate Intruder .

    Vai ser difícil aguentar até janeiro de 2018!!
    Mas , em 25.11.17, teremos mais uma Convenção em São Paulo , a Contekkers 2017 , do fã clube StarTrekkers e nela contaremos com a presença do Salvador Nogueira e da Natália Portinari ( jornalista que visitou os estúdios de gravação de ST DIS no Canadá , a convite da Netflix ) , que nos ajudarão a debater ST DIS e as teorias para o futuro da série , não percam !!!!

  37. Negativo. Não explicou COMO foi parar no universo espelho. Só mostrou ela lá.
    Vc está se confundindo no paradoxo do avô.

  38. João Luiz Silva Cruz | 16 de novembro de 2017 at 10:50 am |

    Não vi nenhuma transgressão do cânone até agora, muito pelo contrário ocorreram adições e muito respeito. Não sei o porquê o pessoal fica grilado com isso.

  39. Leandro Henrique Pereira Neto | 16 de novembro de 2017 at 11:57 am |

    No caso do motor de esporos já tem uns 10 motivos pelo qual ele é inviável em larga escala. Assim ele virar uma tecnologia esquecida é o natural.

    Outra reclamação que vejo é sobre o “Holodeck” de treinamento, mas também não acho que afeta o cânone pois para mim não era holodeck como o que vemos no século 24, e sim hologramas de treinamento.

    As comunicações via holograma acho que é o que mas mostra algo fora do cânone, pois as naves do século 23 não usavam esta tecnologia. Mas na verdade é um tecnologia viável para o século 23, de modo que também não me incomoda, mas na minha opinião é a única coisa claramente fora do cânone.

    A parte visual como um todo eu não considero cânone, pois se fossemos levar isto em consideração todas as mudanças que tiveram entre TOS e os filmes de TOS não teriam explicação.

    O comportamento dos Klingons e da federação para mim batem muito o que vimos de relacionamento entre Klingons e federação em TOS e nos filmes de TOS.

    Já ouvi gente criticar por exemplo que não foi mostrado a federação tentar fazer a paz com os Klingons (antes da tentativa do Sarek), que a federação deveria se esforçar mais em tentar terminar a guerra de forma diplomática, etc.

    Mas gente a federação e a frota do século 23 não tem os mesmos valores e jeito de pensar do século 24.

    É cânone que a relação da federação e klingons no século 23 é claramente de hostilidades de lado a lado, os dois lados não se gostam e não querem acordos, vimos isto em vários episódios de TOS e em todos os filmes que os Klingons aparecem.

    Antes do tratado de Organia as duas frotas estavam a beira de guerra total novamente, aliás o Kirk ficou p. da vida com a interferência do Organianos.

    O tratado de paz de jornada VI foi algo histórico que até o último momento foi sabotado por gente da federação, dos klingons , etc.

    Assim para mim o clima de guerra e destruição total entre federação e klingons é muito natural para o século 23.

    Acho estranho que muita gente faz criticas que para mim não faz sentido e me parecem que estas pessoas não assistiram TOS e os filmes TOS, ou esquecem que TOS é século 23 e as outras séries são no século 24.

    Medir uma série do século 23 pela régua do século 24 não tem sentido.

  40. Leandro Henrique Pereira Neto | 16 de novembro de 2017 at 12:02 pm |

    Acho natural não gostar de uma série, assim como eu não gosto de ENT, e assim como eu acho que TNG é uma série de envelheceu muito mal, tirando os grandes episódios que ela tem, o resto dos episódios são para lá de chato hoje em dia.

    O que não entendo é falar que não é jornadas nas estrelas sem explicar os motivos.

    Alias quem defini o que é ou não Jornadas nas estrelas são os donos da marca, nos podemos somente gostar ou não gostar.

  41. Leandro Henrique Pereira Neto | 16 de novembro de 2017 at 12:05 pm |

    Tenho a mesma teoria sobre o Tyler, é algo que deve ser explicado melhor até o final da temporada.

  42. Vinicius Lourenço de Sousa | 16 de novembro de 2017 at 12:24 pm |

    Existem muitas coisas fora do cânone, sendo que são os detalhes e que pra quem viu todas as séries e filmes vão pegar.

    1 – Sobre a comunicação de holograma concordo que está fora do cânone;

    2 – A parte visual eu considero cânone sim. As discrepâncias que aconteceram no passado concordo que foram erros e alguns eles tentaram explicar (Visual Klingon, por exempo) em Enterprise e DS9. Agora mostrar uma nave Klingon classe D7 com um visual completamente diferente do que apareceu em todas as séries/filmes fica feio. Poderiam dizer que era outra classe.

    3 – Essa guerra está fora do cânone, pois em TOS a federação e império klingon nunca entraram em guerra. Quando eles iam entrar os organianos impediram. O que aconteceu foi uma “guerra fria” ao estilo USA x USRR.

    4 – A série colocou que não viam klingons a quase 1 século. Errado. Em ST-VI que se passa em 2293, Spock deixa claro que as hostilidades entre federação e império klingon já duram 80 anos, ou seja, começou por volta de 2213. 46 anos antes de DSC.

    5 – O uniforme é outra coisa fora do cânone. Em The Cage (que se passa em 2254) os uniformes já são coloridos.

    6 – O símbolo da frota nos uniformes também está fora do cânone. Em TOS apenas a Enterprise tinha esse símbolo. Na verdade cada nave tinha seu símbolo. Depois que a Enterprise retornou da missão de cinco anos é que deixaram como padrão esse símbolo.

    Tudo isso impede a série de ser boa? Na minha opinião não, mas ela seria muito melhor se respeitasse esses detalhes.

    Pra mim ainda acho que tudo é uma linha temporal diferente e como o FSPOK disse, vai ter viagem no tempo e ajustar tudo isso.

  43. Vinicius Lourenço de Sousa | 16 de novembro de 2017 at 12:30 pm |

    Na verdade a explicação está nos capítulos de TOS e Enterprise. A teia dos tolianos abriu uma fenda dimensional e jogou a Defiant no Mirror Universe.

  44. Leandro Henrique Pereira Neto | 16 de novembro de 2017 at 12:41 pm |

    3- Em qual episódio fala que eles nunca estiverem em guerra ?

    Pelo contrário tem episódios como os dos pingos que falam de batalhas entre os dois lados. No filme primeiro contrato o Picard, se não me engano, fala que o primeiro contrato equivocado entre federação e Klingons levou a uma guerra.

    5- Em The Cage os uniformes são aqueles azuis claros, lembre-se que The Cage foi o piloto original de ST que foi recusado.

    6- Verdade mas isto foi um erro geral de ST, os produtores resolveram transformar o simbolo da enterprise no simbolo da federação e “esquecer” o que tinha em TOS. No caso não é um falha de DIS, o cânone foi alterado retroativamente pelos produtores, e como sabemos quem decide o que é cânone ou não são eles os donos do produto.

  45. Em Enterprise, a causa foi dita. Os Tholianos (do Universo Espelho) detonaram um experimento em uma estrela que rompeu o espaço-tempo.

    A ruptura atravessou até a época de TOS. Os Tholianos (do Universo Espelho) enviaram um sinal de socorro que foi capturado pela Defiant. Ela passou a ruptura e depois daí, segue-se os eventos vistos em TOS.

  46. Vinicius Lourenço de Sousa | 16 de novembro de 2017 at 12:57 pm |

    A fala do Picard não foi em filme e sim em um capítulo da série e foi erro de tradução. Eu tenho a série e vi várias vezes e ele não diz que levou a uma guerra.

    Em TOS eles tiveram foi confrontos, mas quando digo que não houve guerra, quero dizer uma guerra tão devastadora como acontece em DSC com mais de 10.000 mortos. Em TOS mesmo com os confrontos a federação continuava sua expansão e exploração. Em DSC não existe isso.

    The Cage pode ter sido recusado, mas é cânone por conta do capítulo duplo The Menagerie.

    Concordo que os donos do produto decidem colocar o que querem, mas isso não significa que o que eles colocam está certo ou até mesmo errado.

    E os donos do produto tem um site oficial onde eles colocam tudo que aconteceu de forma “oficial” e a DSC não bate com muita coisa do “oficial” que os próprios donos do produto dizem que é oficial (loucura de hollywood).

    Dá para ver a série e curtí-la? Sim, dá. Mas daqui a alguns anos não teremos mais Star Trek como fonte de filosofia, evolução humana, aprendizado histórico e tudo mais que já foi mostrado. O que teremos é um MIX de ST (naves e federação) com SW (guerra e efeitos fantásticos).

  47. Assisti já… e acheio episódio final dez!! Quase chorei…..rsrsrsr (mentira… chorei sim….)

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