Discovery estreia com 9,6 milhões no All Access

Ao que parece o retorno de Jornada a TV foi em grande estilo. A série Star Trek Discovery estreou domingo nos EUA e os primeiros números de audiência, assim como reviews de críticos, começam a surgir. O piloto duplo “The Vulcan Hello/Battle at the Binary Stars” é considerado um dos mais pirateados da história das séries, mas uma segunda temporada está prevista só para 2019.

Boa audiência de estreia.

Segundo os sites que trabalham com classificações de audiência, Discovery abriu firme na CBS Access e agradou o público.

O episódio de estréia foi exibido das 8:48 às 9: 53 horas (horário nos EUA) em Tv aberta e o episódio número dois ficou imediatamente disponível no CBS All-Access após o futebol da NFL e, segundo a Entertainment Weekly, apresentou  9,6 milhões de visualizações (com uma nota 1.9 entre adultos 18-49).

As classificações para a estréia de Discovery conseguiram superar a estréia da paródia The Orville (8,6 milhões), de Seth MacFarlane na FOX, que para muitos, poderia ser uma referência da franquia.

EW também relata que a CBS “espera que os números aumentem para 15 milhões de telespectadores e uma classificação 3.0 ao adicionar sete dias de visualização”.

É claro que Discovery tem um longo caminho a percorrer para se tornar uma série de sucesso, mas os números iniciais são promissores, e um certo ar de otimismo já circula pelos corredores da CBS.

Não há avaliações para serviços de streaming, é algo que cabe exclusivamente a cada empresa divulgar ou não, mas de acordo com a CBS, Star Trek Discovery quebrou um novo registro para inscrições de assinantes em um único dia.

Mas esse não foi o único parâmetro a ser observado para o grau de aceitação da série. Um outro ponto que não é muito do agrado das emissoras também foi levado em consideração. Em menos de 24 horas, episódio de estreia já é um dos mais pirateados da história das séries.

A lista de episódios de TV mais pirateados da história do site The Pirate Bay é composta por Game of Thrones e American Horror Story, mas a novata de Jornada entrou no top 15 do site em menos de 24 horas.

Conforme relata o site Observatório do cinema, o episódio de estreia de Discovery aparece na 15ª posição da lista, ainda liderada pelo episódio final da 7ª temporada de Game of Thrones, “The Lion and the Wolf”.

O segundo episódio de Discovery, que ficou disponível no serviço de streaming CBS All Access pouco depois da exibição do primeiro na TV tradicional americana, também entrou no top 30, provando a força da nova série da franquia.

Discovery sempre foi a grande aposta da CBS para levar seu serviço de streaming over-the-top. Mas há quem ache agora que a série tem potencial muito maior do que o que está sendo permitido e que mereça algo melhor que o serviço de streaming da CBS. Dúvidas à parte, só o tempo dirá.

Críticas tem sido positivas.

Quanto as críticas especializadas, a maioria tem sido de moderada aceitação a positiva. Discovery, atualmente, tem uma classificação de 84% na Rotten Tomatoes com base em 24 críticas, com uma audiência de 65%. A classificação do Meta Critic é 74 baseada em 17 avaliações.

A Forbes, que costuma ter críticas ácidas sobre produções de Jornada, achou a série promissora, com uma proposta diferente do que já foi mostrado na franquia. Com o título “não espere mais do mesmo”, o artigo da revista acredita que a série tem todas as chances de se tornar algo excelente, desde que não seja um Trek por meio de Game of Thrones.

A temporada 2 seria para 2019.

Ao conversar com o site The Hollywood Reporter, sobre a estreia da série, Alex Kurtzman entrou no assunto de uma possível segunda temporada.

Nós temos uma imagem maior para a segunda temporada – se tivermos sorte de obter uma ordem para temporada dois. À medida que você vai terminando a temporada, você ganha um monte de idéias e percebe que elas não vão caber nesta temporada, então você as coloca em fichas e na lista.

Nós temos algumas dessas coisas assim como uma grande ideia que surgiu no meio ou no fim da temporada, e queremos fazer para a segunda temporada. Isso agora se tornou a espinha do que queremos fazer para a segunda temporada. Temos uma bússola emocional apontando para uma grande ideia. Mas dado o alcance desta coisa, também estamos focados em terminar forte. Espero que possamos obter uma ordem para a segunda temporada.

Embora ele esteja cauteloso sobre uma continuação quando diz “Se conseguirmos uma segunda temporada”, o produtor também deixou claro que já existe algum pensamento sobre o que virá mais adiante:

“Aconteceram conversas preliminares sobre quando e como uma segunda temporada poderia ir ao ar e fomos muito consistentes em nossas mensagens, que é em vez de anunciar a data e ter que prorrogá-la, vamos levar em consideração tudo o que descobrimos nessa temporada. Agora que sabemos o que podemos fazer e quais são as armadilhas, então vamos nos dar tempo para anunciar uma data que faça sentido para todo mundo – tanto para a produção quanto para a CBS. Queremos levar o tempo certo, sem pressa. Idealmente, no início de 2019.”

Quando pressionado para prever uma data, Kurtzman disse “Idealmente, no início de 2019”, o que poderia significar janeiro ou mesmo em qualquer momento durante a primavera.

Kurtzman também revelou onde eles estão no processo de produção e pós-produção para o restante da primeira temporada:

Estamos prestes a começar a rodar o final. Parte do grande design da temporada incluiu o final. Sabíamos onde estávamos indo desde o início e isso era importante em termos de muitas das grandes ideias que criamos nos dois primeiros episódios. Tudo está levando a algo. Acabamos de terminar o episódio 14 e estamos prestes a começar o 15. Isso é em termos de produção. Na publicação, eu começo a misturar o episódio cinco na segunda-feira. Isso dá uma sensação de quanto tempo demora entre filmar e postar.

Algumas dicas sobre o desenrolar pós estreia.

Alex Kurtzman também conversou com a Entertainment Weekly sobre o 3º episódio deste fim de semana (“Context is for Kings”).

Há um salto no tempo. Não é um salto de tempo radical. Em muitos aspectos, criamos o episódio 3 para quase ser um novo piloto. As pessoas foram configuradas para esperar uma coisa e alguns episódios muito diferentes. A USS Discovery não aparece até o terceiro episódio, juntamente com a sua tripulação – que é o nosso principal elenco. Burnham e o público vão ter uma reinicialização. Burnham acredita que ela está indo para uma colônia penal e é vai de encontro com uma surpresa inesperada que tem a ver com a Discovery e seu capitão.

Os produtores Gretchen Berg e Aaron Harberts falaram ao The Hollywood Reporter sobre os dois primeiros episódios e onde a temporada 1 vai depois da estréia.

A estréia introduz esse mundo e uma série de personagens, mas no final do episódio dois, muito disso é explodido para impulsionar a história para o que Discovery será. Construindo a partir dessas cinzas, de onde vai a série?

Berg: Os dois primeiros episódios são onde podemos ver sua história de fundo. Chegamos a ver o que a lança no resto da série e muitas vezes, certamente em séries de televisão mais tradicionais, você veria isso através de flashback ou ouviu sobre isso através da conversa. Mas nós mostramos assim.

Harberts: permite ao público ver em dois episódios quem ela era, quem ela é nesse momento e quem pensa que vai ser. Ela está convencida de que vai ser um capitão, o capitão dele diz tanto. Para poder mostrar o público quem Michael Burnham é e como ela está funcionando ao seguir um caminho, ela está convencida de que sabe onde vai levar, o que isso nos permite fazer no episódio três é mostrar tudo o que ela perdeu.

Falando com ET! Online , Doug Jones falou sobre a devastação emocional que ocorre no episódio 2, “Battle at the Binary Stars”, e deu sua interpretação ao cliffhanger. Ele também provocou uma possível promoção quando chegou a USS Discovery sob o capitão Lorca.

Para Saru, depois de passar pela “Batalha de Estrelas Binárias” como o No. 3 na Shenzhou, se ele trocasse naves depois de ter atravessado uma batalha e sobrevivesse, ele esperaria uma promoção. Eu provavelmente deixaria isso ali mesmo. (Risos)

Harberts também abordou que o relacionamento de Burnham com o capitão Gabriel Lorca (Jason Isaacs) será diferente, à medida que a série avança.

Se Georgiou representa a versão ideal absoluta de um capitão da Frota Estelar, ou seja, ela tem a autoridade moral dada a ela pela Frota Estelar, Lorca representa a ética situacional que entra em jogo em momentos de desespero e guerra.

Nos momentos em que às vezes as regras não se aplicam quando se trata de assuntos de vida e morte, ele existe em uma área muito cinza e é quase um capitão que só poderia existir neste contexto. E, de fato, o contexto é muito importante para Lorca. Ele acredita que o contexto é o que deve decidir as ações.

Finalmente, os showrunners confirmaram que veremos Sarek (James Frain) em futuros flashbacks, mas também parece que será a última vez que veremos a capitão Georgiou (Michelle Yeoh) na série.

Nós definitivamente estaremos explorando a relação parental entre Burnham e Sarek mais adiante em flashbacks. Georgiou sempre estará presente na vida de Burnham, em sua consciência.

Não faremos muitos flashbacks com Georgiou, mas definitivamente explicaremos e exploraremos o que aconteceu com a jovem Burnham no centro de aprendizado de Vulcan nesse bombardeio horrível, quando Sarek traz de volta a vida.

Nós exploramos como esse evento realmente cimentou a relação entre essa pequena criança humana e este embaixador de Vulcano.

Fonte: TrekMovie e TrekCore

26 Comments on "Discovery estreia com 9,6 milhões no All Access"

  1. Pô o Kurtzman soltou alguns spoilers sobre o terceiro episódiio, cuidado aí gente. Eu preferia não ter lido. Abraços.

  2. É impressão minha ou os sites de cultura pop e outras publicações brasileiras estão mesmo ignorando completamente Discovery?

  3. O UOL até que tá falando um pouco acima da média do que habitualmente fala sobre Jornada. A Folha de um destaque por causa do Salvador Nogueira em sua coluna sobre o espaço e indicou Trek Brasilis para um aprofundamento melhor sobre o assunto. O problema do Brasil é novela, brasileiro é mais ligado em novela, ou seriado em formato de novela como Malhação por exemplo, por causa da Globo e outras emissoras. Seriado tradicional é mais para um nicho mais específico como nós, que gostamos de produções americanas como Discovery, Game of Thrones, The Walking Dead, Fear the Walking Dead, House of Cards e por ai vai.

  4. O problema é que essas outras produções americanas que você citou aí são amplamente cobertas pelos sites especializados em cultura pop no Brasil.

    Agora, Discovery foi anunciada há quase dois anos atrás e vi pouquíssimo material sobre aqui em terras tupiniquins.

    Tem sites aí que se dizem os maiores portais nerd do Brasil (Oi, Omelete e Jovem Nerd, estou falando com vocês) e estão ignorando completamente a nova série de uma das franquias mais emblemáticas do mundo pop.

  5. João Luiz Silva Cruz | 26 de setembro de 2017 at 8:46 pm |

    Brasil cara, ciência aqui é tratada como lixo, não espere que vão colocar ficção científica no radar em um país em que a maioria das pessoas não sabem ler (infelizmente).

  6. Ricardo Pinheiro | 26 de setembro de 2017 at 8:51 pm |

    Eu já fui reclamar lá no “site dos ovos mexidos”, mas ainda nada a respeito. Parece q falar de séries de super-heróis atrai + público. Fazer o q, né? 🙁

  7. Star Trek e cerebral demais para o Brasil, por isto não dão muito destaque e nem outros seriados são destacados assim. Resumindo: são bons em filmes da Marvell, fazem até tratados e teses de doutorados para estes filmes que imbecilizam o povo..

  8. Ricardo Pinheiro | 26 de setembro de 2017 at 8:56 pm |

    Vai ser difícil esperar até dia 2/10 de manhã. Droga.

  9. Pois é……

  10. Ricardo Pinheiro | 26 de setembro de 2017 at 9:04 pm |

    O Omelete falou dos filmes da Kelvin Timeline (inclusive muito bem de Star Trek Beyond), e eu imaginava q fossem falar a respeito. Mas pelo visto, só qdo todo mundo falar, aí eles vão se mexer.

    Agora, Jovem Nerd… Quem é mesmo? 😀

  11. David Gaertner Curitiba | 26 de setembro de 2017 at 11:31 pm |

    Vai ser um saco. Logo volto das férias e daí só segunda de noite 🙁

  12. David Gaertner Curitiba | 26 de setembro de 2017 at 11:40 pm |

    https://m.omelete.uol.com.br/series-tv/artigo/star-trek-discovery-apresenta-bem-sua-nova-heroina-mas-nao-diz-a-que-veio-dentro-da-franquia/

    Aí a análise dos site dos ovos mexidos. Realmente parece que eles são experts em Marvel, DC, HQ, não sei o quê (não que eu não curta tudo isso também, mas os caras parecem ter algo não muito á favor de ST.

  13. João Luiz Silva Cruz | 27 de setembro de 2017 at 7:26 am |

    A pessoa que escreveu confundiu “tropa estelar” com “frota estelar”, já deu para ver que não entende bulhufas do universo ST.

  14. Para o alto, e avante!

  15. Vários canais do youtube de cultura nerd, fazem programas especiais pra falar de trailer… e faz muito tempo que era sabido que Discovery iria estrear dia 25/09 no Brasil e até agora não vi nenhum fazendo um programinha simples, de 3 minutos pra comentar as primeiras impressões… lamentável… mas fazer o que.. muitos são movidos por hype… discutem até a dor de barriga da cozinheira do rei D de GoT rs

  16. Ja esta na Netflix o programa After Trek… parece que a Netflix vai tratar o produto com carinho e ja estou sonhando com um possível BD no ano que vem… quem sabe…

  17. Na verdade, para mim, esses dois episódios foram uma espécie de prólogo, uma introdução ao personagem e aos fatos que levaram Burnham a estar onde está agora, que é no 3º episódio, e que de fato é o começo da série.
    Um caminho para o piloto seria começar do 3º episódio e fazer inúmeros flashbacks com cenas dos dois episódios, mas isso já está batido e eles optaram em fazer uma introdução, o que achei legal. Como disse o Leandro, foi uma espécie de “final das aventuras da USS Shenzhou” e o destino dos seus tripulantes, incluindo a protagonista.
    Não creio que o público tenha ficado confuso ou desinteressado depois, pelo contrário, a sensação é de curiosidade em saber o que acontecerá com a protagonista a partir de agora e sua relação com a nave da série Discovery.
    Ela começou com uma couraça Vulcana de confiança devido a anos de ensinamento, uma certa arrogância e a certeza de que em breve pegaria um comando de nave. Tomou decisões erradas e perdeu tudo que planejou, inclusive sua amiga e mentora. É claro que vai ser um caminho árduo, redescobrir, retomar a confiança de si e dos outros.
    Por que o capitão a escolheu? Acho que essa é a pergunta que devemos fazer para o 3º episódio.

  18. Já assisti metade deste After Trek, bem legal, bem no estilo daquele After Thrones. Tem a participação de produtores e atores, inclusive a Sonequa.

  19. Hoeraldo Junior | 27 de setembro de 2017 at 2:15 pm |

    Torço que scripts/roteiros de Nicholas Meyer (desenvolver de fato mais os personagens) não sejam cortados/retirados/reescritos como foram no segundo episódio (Y) .No mais a série se não se enveredar pelo fácil caminho “J.J.Star Wars like” já vai ficar de bom tamanho. ( eu aqui modestamente sonhando um dia ver algo como a premissa de ST: Uncharted)

  20. segunda de noite? não posso acordar de madrugada para ver antes do trabalho na segunda? :'(

  21. Deve ser o efeito Abrams…

  22. Alguns sites menores estão falando sobre a serie

  23. Infelizmente, eles só entendem de heróis.

  24. Eu também reclamei, mas o lado positivo é que vira um bom nicho para ser explorado pelo Trek Brasilis! rs

  25. Mauricio Silva de Moura | 8 de outubro de 2017 at 4:09 pm |

    Tomara que a segunda temporada role para 2018 e não 2019. Sobre The Orville a série tem o espírito de Star Trek e, sem dúvidas, Seth MacFarlane é o novo Kirk.

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