O lançamento de Discovery foi fundamental para alavancar um crescimento rápido do CBS All Access nos Estados Unidos, mas ainda assim o serviço entrava como um dos azarões na chamada guerra dos streamings, a disputa pela hegemonia iniciada a partir do momento em que os estúdios perceberam que, em vez de fornecer suas produções à Netflix, teriam de competir com ela. E isso envolvia necessariamente ter uma pegada global, como a gigante pioneira do setor já tinha.
A estratégia da CBS, formulada por Les Moonves, CEO da companhia, era usar o contrato de licenciamento internacional da Netflix para financiar o caro empreendimento de lançar uma nova série de Star Trek, e a coisa deu tão certo que, ao decidir pela expansão do universo da saga com novas produções, a estratégia era aplicar o mesmo truque. A Netflix, por sinal, tinha em seu contrato por Discovery uma cláusula que especificava que qualquer outro spin-off de Star Trek teria de ser oferecido primeiro a ela. Era um delicado jogo de letras miúdas e quem se dava melhor. A CBS queria continuar alavancando seu crescimento no streaming com o dinheiro alheio, mas não queria dar à Netflix a condição prática de detentora da franquia fora do mercado americano e canadense.

Leslie Moonves, CEO da CBS. (Crédito: CBS)
Então nasceu a série Picard, marcando o retorno triunfal de Patrick Stewart a Star Trek após quase duas décadas, e a proprietária da marca decidiu licenciar a produção no mercado internacional direto para a… Amazon Prime Video. E foi mesmo um jogo de letras miúdas. A CBS alegou que não precisava oferecer à Netflix os direitos de exibição internacional de um spin-off que não era de Star Trek, mas de Star Trek: The Next Generation (como claramente especificado na sequência de abertura da série), e com isso rachou sua própria franquia no exterior entre dois gigantes do streaming. Clássico caso de “dividir para conquistar”, já de olho em, num ponto futuro, expandir seu próprio serviço além das fronteiras dos Estados Unidos e se consolidar como “a casa de Star Trek” no mundo todo.
O acordo CBS-Amazon foi anunciado em 13 de maio de 2019, no mesmo formatinho do que a Netflix tinha com Discovery: cada novo episódio de Picard seria distribuído, 24 horas após a exibição nos EUA e no Canadá, nos mais de 200 territórios em que o Prime Video estava disponível. Isso incluía o Brasil, e foi pelo serviço de streaming da maior loja online do mundo que os fãs daqui puderam assistir à volta de Stewart ao papel que o consagrou, a partir de 24 de janeiro de 2020 – um dia depois da estreia americana.

Picard é promovido pelo Amazon Prime Video em São Paulo durante a CCXP, em 2019. (Crédito: Ricardo Jurczyk Pinheiro)
E a Amazon não poupou despesas para a promoção da nova atração. Pela primeira vez, um estúdio trazia ao Brasil membros do elenco de uma série de Star Trek para promover seu lançamento por aqui – e havia um palco adequado para a ocasião.
A CCXP E AS GRANDES ATRAÇÕES
A novidade surgiria em 2014 e mudaria completamente o panorama da cultura pop no Brasil. Criada pelo site Omelete, a convenção CCXP, inspirada na San Diego Comic Con e originalmente chamada Comic Con Experience (até tomar um pito da turma dos EUA e adotar só a sigla como nome), rapidamente emergiria como o principal evento de entretenimento do país, alvo de interesse e cobiça pelos principais estúdios nacionais e importados. Aquela ideia de reunir todos os fandoms num lugar só, ambição antiga manifestada na fracassada Alien Megacon de Aldo Novak, finalmente emergia com a consistência e o planejamento necessários para perdurar.
Estrategicamente colocada no fim do ano (guardando distância segura no calendário das gigantes americanas SDCC e NYCC), a CCXP demonstrou cedo uma quedinha por Star Trek. Em sua terceira edição, em 2016, trouxe um painel para promover o documentário For the Love of Spock, dirigido por Adam Nimoy em uma homenagem a seu pai, Leonard, com produção de David Zappone. Para apresentar e conversar com Adam e David no palco, a organização do evento convidou Salvador Nogueira, editor do Trek Brasilis.

Salvador Nogueira e Adam Nimoy nos bastidores da CCXP 2016. (Crédito: Salvador Nogueira)
Em 2017, com a estreia de Discovery, a Netflix faria alguma promoção da série, mas da forma mais modesta possível, apenas trazendo uma réplica da cadeira do capitão da USS Discovery para seu stand na CCXP. Caberia ao Prime Video realmente meter o pé na porta, em dezembro de 2019, com uma experiência completa baseada em Picard. No stand do serviço de streaming, haveria um passeio pelo interior de um cubo borg, onde funcionários vestidos a caráter apresentariam diversos figurinos da série usados pelos personagens. Como se não bastasse, o Prime Video também trouxe ao Brasil os atores Santiago Cabrera (Cristóbal “Chris” Rios), Isa Briones (Dahj), Michelle Hurd (Raffi Musiker) e Jonathan del Arco (o borg Hugh), que participaram de um painel no principal palco do evento, visitaram o stand do Prime Video e se misturaram aos fãs, além de participarem de uma entrevista coletiva.

O impressionante cubo borg no stand do Amazon Prime Video na CCXP, em 2019. (Crédito: Ricardo Jurczyk Pinheiro)

Érico Borgo com Jonathan Del Arco, Isa Briones, Michelle Hurd e Santiago Cabrera no palco da CCXP em 2019. (Crédito: Salvador Nogueira)

Casa cheia para receber as atrações do principal palco da CCXP, dentre elas o elenco de Picard. (Crédito: Salvador Nogueira)
A dublagem da série ficou mais uma vez, por escolha da CBS, com o estúdio paulista IDF Brasil, ligado ao Grupo Macias. A direção da primeira temporada foi de Ricardo Sawaya, e com ele Picard voltaria a ser dublado por Carlos Campanile, que já havia feito o personagem em dois filmes da saga (Insurreição e Nêmesis), na versão brasileira da Álamo. Campanile entrega uma leitura irrepreensível do almirante, voz madura, elegante, de autoridade discreta, exatamente o que o papel exige.

Carlos Campanile volta ao papel de Jean-Luc Picard. (Crédito: Arquivo Carlos Amorim)
Ao seu lado, Márcio Araújo como o carismático Cristóbal Rios e Alessandra Araújo como Raffi completam um trio de destaque.

Márcio Araújo (Crédito: Arquivo Carlos Amorim)

Alessandra Araújo. (Crédito: Arquivo Carlos Amorim)
O elenco contou ainda com Márcia Regina (Sete de Nove); Shallana Costa (Soji/Dahj); Diego Lima (Elnor); Marcelo Pisardini (Soong/Data); Carol Valença (Jurati); Luiz Antonio Lobue (Riker) e Cecília Lemes (Troi).

Marcia Regina (Crédito: Arquivo Carlos Amorim)

Carol Valença (Crédito: Arquivo Carlos Amorim)
Naquele dezembro de 2019, o clima era de euforia, tanto com a expansão do universo de Star Trek com múltiplas produções (além de Discovery e Picard, houve a série de curtas Short Treks e o desenvolvimento de Lower Decks, a primeira série animada da saga desde os anos 1970) como com o agito que grandes eventos, tanto voltados ao público em geral como aos trekkers, estavam promovendo. E então veio uma hecatombe global.
A PANDEMIA
A crise da COVID-19, iniciada na China com a descoberta de um novo coronavírus letal a humanos e batizado de SARS-CoV-2, se tornou oficialmente uma pandemia, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde, em março de 2020. Seus impactos deixaram rastros profundos em praticamente todos os setores da sociedade, em uma corrida pelas vacinas, as preocupações com a economia, o negacionismo e uma trilha desesperadora de mortes – estima-se que tenham sido pelo menos 20 milhões, embora os casos confirmados no mundo inteiro somem 7,1 milhões. Desde a pandemia da gripe espanhola, em 1919, não se via algo parecido.
O universo do entretenimento foi fortemente afetado, e a franquia Star Trek não escapou ilesa. Das interrupções nos sets de gravação aos cancelamentos de convenções ao redor do mundo, passando pela comunidade de fãs no Brasil, a pandemia redefiniu temporariamente como a saga existiria, tanto na tela quanto fora dela.
Quando a pandemia chegou, Star Trek vivia um de seus momentos mais produtivos em décadas. Picard havia estreado em janeiro de 2020, a terceira temporada de Discovery já estava filmada e novas séries, como Lower Decks e Strange New Worlds, estavam em desenvolvimento. Todas elas, de um jeito ou de outro, sofreram impactos.

Jonathan Frakes (de máscara) dirige Sonequa Martin-Green e Doug Jones no set de Discovery durante a quarta temporada. (Crédito: CBS)
Discovery tornou-se a primeira série de efeitos visuais intensos a passar por pós-produção durante a pandemia, com trabalho em efeitos especiais, edição e música sendo realizados remotamente pelas equipes. As filmagens da terceira temporada haviam ocorrido entre julho de 2019 e fevereiro de 2020, no Canadá (com alguns dias de locação na Islândia), encerrando-se pouco antes de o mundo parar. Por uma questão de dias, a equipe conseguiu concluir as gravações antes dos lockdowns. Ainda assim, toda a fase de finalização precisou ser adaptada ao modelo remoto – uma inovação forçada que outros estúdios logo teriam que adotar.
O caso de Picard foi ainda mais dramático. A primeira temporada da série estreou pouco antes da eclosão da crise, mas as gravações da segunda temporada foram adiadas consideravelmente. Originalmente planejadas para 2020, as filmagens só tiveram início no ano seguinte. A solução encontrada para recuperar o tempo perdido foi gravar as temporadas 2 e 3 de forma simultânea, back-to-back – uma estratégia tanto financeira quanto logística que se tornaria comum no setor.
A terceira temporada, por sinal, traria uma aguardada reunião do elenco de A Nova Geração, o que ensejou também, por parte da direção de dublagem da série no Grupo Macias, uma excelente decisão criativa: o retorno de praticamente todas as vozes usadas na dublagem do filme Nêmesis, reativando a memória afetiva dos fãs de longa data. As únicas exceções foram Francisco Júnior e Mauro Ramos, que nesta dublagem emprestam suas vozes a Worf e La Forge.
A despeito dos protocolos rígidos de testagem e distanciamento durante a pandemia, não foi fácil gravar essas temporadas. As filmagens de Picard tiveram de ser interrompidas após cerca de 50 membros do elenco e da equipe testarem positivo para COVID-19 em janeiro de 2022. A série, produzida em Santa Clarita, na Califórnia, então contava com uma das maiores equipes da televisão, com mais de 450 profissionais. As infecções afetaram múltiplas zonas de trabalho, incluindo membros do elenco principal, na chamada “Zona A”. As gravações foram paralisadas imediatamente e permaneceram suspensas por vários dias.

Aviso de “use sua máscara” durante a produção da segunda temporada de Picard. (Crédito: CBS)
A variante Ômicron, altamente contagiosa, foi responsável por essa segunda onda de paralisações. Não foi o único show afetado: produções como NCIS e Chicago Fire também sofreram interrupções no mesmo período.
No campo dos projetos que nunca chegaram a sair do papel como planejado, o destaque é para a série Star Trek: Section 31, estrelada por Michelle Yeoh, teve suas filmagens previstas para 2020 suspensas por dois motivos: a agenda sobrecarregada da atriz e, principalmente, a crise sanitária da COVID-19. O projeto só viria a ser concluído anos depois, já como um filme para streaming.
A RODA DA FORTUNA CORPORATIVA
Enquanto duelava com a pandemia, o mundo das corporações também continuava girando. Com dívidas crescentes, a Viacom e a CBS decidiram se refundir em 2019 – um esforço inicial para tornar o conglomerado mais atraente para uma eventual aquisição por um peixe maior. Star Trek, que passou mais de uma década como filha de pais separados, finalmente se encontrava novamente inteira sob o mesmo teto, o da ViacomCBS. Em 2020, o CBS All Access finalmente sinaliza seu desejo, até então (mal) disfarçado, de adentrar mercados fora dos Estados Unidos, o que seria alavancado por um rebatismo, tornando-se o Paramount+, em 2021. O serviço de streaming chegaria ao Brasil em março daquele ano.

Logo do Paramount+, antigo CBS All Access. (Crédito: Paramount+)
A Netflix, claro, havia ficado amargurada com o tratamento recebido pela CBS após a malandragem com Picard. A empresa passou a vez na oportunidade de adquirir a série animada Lower Decks, lançada nos Estados Unidos em 6 de agosto de 2020 no CBS All Access, e nisso os fãs brasileiros mais uma vez se viram ficando para trás – e, com eles, o resto do mundo. Duras negociações foram travadas entre a ViacomCBS Global, nova distribuidora internacional dos CBS Studios, e o Amazon Prime Video, que finalmente adquiriu os direitos para exibição em dezembro de 2020, com estreia em 22 de janeiro de 2021, mas só em alguns territórios – os principais eram Austrália, Nova Zelândia, Europa, Japão e Índia. Nada de Brasil, que só poderia ver a série a partir de 14 de setembro de 2021, pelo Paramount+.
Para a versão brasileira da desafiadora série animada, cheia de referências aos mais obscuros cantos do cânone trekker, a tradução para o Grupo Macias ficou a cargo da sempre competente e antenada Anna Luisa Araujo, que também fazia a função para Discovery e Picard. Aqui, temos até mesmo, por meio da dublagem, um nome em português para a série: Jornada nas Estrelas: Subalternos. O elenco de vozes, muito bem escolhido, contou com Kandy Kathy Ricci (Mariner); Leo Caldas (Boimler); Bruna Rafaela (Tendi); Thiago Keplmair (Rutherford); Alessandra Merz (Freeman); Douglas Guedes (Ransom); Mauro Gasperini (Shaxs) e Carol Valença (T’Ana).

Anna Luisa Araujo, a competente guardiã das traduções de Star Trek. (Crédito: Arquivo Carlos Amorim)
Enquanto o Paramount+ expandia sua pegada em mercados internacionais com as novas séries de Star Trek, a Netflix, a despeito das frustrações, não podia abandonar a franquia que ajudara a ressuscitar com Discovery. Por contrato (é de se pensar o quanto eles aperfeiçoaram sua negociação de cláusulas depois desse), o streaming era obrigado a manter a renovação automática da série que havia contratado por pelo menos cinco temporadas.
Foi com esse gosto amargo, fazendo pouca publicidade, que a terceira temporada de Discovery estreou por lá, em 16 de outubro de 2020. Esse terceiro ano também marcaria uma mudança estratégica nas dublagens brasileiras: a partir daquele ponto, abarcando também a segunda temporada de Picard em diante, a direção de dublagem seria diluída entre três profissionais, não tendo mais um diretor único para as séries. Por um lado, isso facilitou a dinâmica de dublagem, diante de tantos conteúdos simultâneos, e por outro, dificultou na coordenação para que a consistência fosse mantida de episódio a episódio. Tudo isso era reflexo combinado dos efeitos da pandemia com um mercado superaquecido, em que todos os concorrentes tiraram o escorpião do bolso para gastar em novas produções e tentar marcar terreno em um mercado cada vez mais disputado.
O fim do martírio da Netflix só viria para o quarto ano da série, filmado durante a pandemia, quando o Paramount+ decidiria consolidar sua posição como o principal provedor de Star Trek para além das fronteiras dos Estados Unidos e Canadá, recomprando os direitos de exibição internacional – por uma quantia cuja soma tinha oito dígitos, segundo os conhecedores dos termos. A quarta temporada de Discovery estrearia em 26 de novembro de 2021 no Brasil, oito dias após a estreia americana, no 18 de novembro. O acordo foi negociado até o último segundo e de início o Paramount+ só esperava contar com a série nos mercados internacionais no começo de 2022, mas houve uma corrida para disponibilizá-lo rapidamente.

Tela de exibição do Paramount+ quando da estreia da quarta temporada de Discovery na plataforma nacional. (Crédito: Paramount+)
A guerra dos streamings entrava numa fase mais aguda, com inevitáveis consequências para o futuro de Star Trek.
A COMUNIDADE EM QUARENTENA
Se as séries sofreram atrasos e interrupções, os eventos e convenções foram atingidos de forma ainda mais direta. As convenções de Star Trek são muito mais do que simples encontros de fãs – são celebrações culturais que reúnem atores, criadores, colecionadores e décadas de memória afetiva compartilhada.
O maior e mais emblemático desses eventos, a Star Trek Las Vegas, realizada anualmente pela Creation Entertainment, foi um dos primeiros a capitular diante da pandemia. A edição de 2020 do evento, que havia sido reprogramada para dezembro daquele ano após uma primeira tentativa de adiamento, foi definitivamente cancelada. A convenção só retornaria em agosto de 2021.
No Brasil, a CCXP se tornaria um evento online nos anos de 2020 e 2021, retornando ao formato presencial só em 2022. A comunidade trekker também sentiu os efeitos da pandemia de forma intensa. Os fã-clubes brasileiros, como Star Trekkers e NovaFrota, que vinham mantendo uma agenda regular de eventos presenciais, como a ConTrekkers e as StarCons, tiveram de parar.
Do ponto de vista do consumo das séries, a pandemia acabou tendo um efeito paradoxal no Brasil: com milhões de pessoas em isolamento social, o streaming disparou. As plataformas registraram aumentos expressivos de audiência durante os lockdowns, o que significa que, mesmo com as produções atrasadas, a base de fãs brasileira cresceu significativamente nesse período – novos espectadores encontraram a franquia justamente no momento em que buscavam escapismo e esperança.

Lower Decks chegaria ao Brasil, pelo Paramount+, em 15 de setembro de 2021. (Crédito: CBS)
A pandemia trouxe uma ironia quase poética para Star Trek: uma franquia cuja essência é a exploração do desconhecido, a resiliência diante de ameaças inesperadas e a capacidade da humanidade de se reinventar em crises foi obrigada a viver, na vida real, um dos maiores testes coletivos das últimas décadas. As equipes criativas adaptaram processos, os fãs migraram para comunidades digitais e os eventos encontraram formatos alternativos.
Em 2020, a própria franquia inspirou o nome do programa norte-americano de desenvolvimento de vacinas contra a COVID-19, batizado de Operação Warp Speed – em referência ao sistema de propulsão das naves de Star Trek. Poucos exemplos ilustram melhor como a ficção científica e a realidade se entrelaçaram nesse período turbulento.
No Brasil e no mundo, a comunidade trekker demonstrou, mais uma vez, o que sempre caracterizou os fãs da franquia: resiliência, solidariedade e a crença de que dias melhores estão sempre à frente – talvez a lição mais roddenberriana de todas. A partir de 2022, com a pandemia finalmente despontando no retrovisor, a jornada prosseguiria. Mas nuvens sombrias começavam a pairar sobre o mercado de streaming.
Continua…
Carlos Amorim é advogado e pesquisador de dublagem e entretenimento, podendo ser encontrado nas redes sociais no Cinetvnews Virtual. Colaborou Salvador Nogueira.
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