DSC 1×09: Into the Forest I Go

Roteiro, direção e atuação perfeitos produzem um clássico

 

Sinopse

A Discovery é ordenada a deixar Pahvo e recuar para o espaço da Federação, a fim de não ficar vulnerável ao iminente ataque klingon. O capitão Lorca não fica satisfeito com a decisão, comunicada pelo almirante Terral, mas parece acatá-la — contudo, é só uma desculpa para que a tripulação tenha tempo de bolar um plano B: se eles descobrirem como detectar as naves klingons camufladas, voltarão a Pahvo para defender o planeta; se não…

Para mostrar aparente boa vontade com o Comando da Frota Estelar, Lorca ordena que a Discovery recue para a Base Estelar 46, mas por dobra espacial convencional, sem usar o motor de esporos. A fim de dar credibilidade à escolha, o capitão pede que Stamets finja estar com problemas com a interface com o motor e se reporte à enfermaria. Mal sabe ele que os problemas são reais.

Enquanto isso, Saru, Tyler e Burnham bolam um plano para neutralizar a camuflagem klingon — a Frota Estelar em tese pode criar um algoritmo capaz de detectar pequenas imperfeições no campo gravitacional artificial que torna a nave invisível se puder colocar dois dispositivos sensores dentro dela e triangular seu sinal a partir da Discovery enquanto a camuflagem estiver ativa. Para isso, seria preciso que um grupo de abordagem levasse os dispositivos a bordo da nave-sarcófago. Não bastasse isso, o processo de decifração do algoritmo seria lento, com dias de duração — mais tempo do que eles têm.

Diante desse quadro, Lorca encontra uma alternativa — se a Discovery der vários saltos com o motor de esporos em rápida sucessão ao redor da nave, pode conseguir os dados necessários muito mais depressa. Mas seriam precisos 133 saltos com poucos segundos entre um e outro, e as notícias da enfermaria não são boas. Por lá, Culber revela que Stamets está mesmo enfrentando sérios problemas neurológicos pelo uso continuado da interface que o liga ao motor de esporos.

Sem alternativa, Lorca decide tentar convencer Stamets da necessidade desse sacrifício. A fim de sensibilizá-lo, o capitão mostra que tem monitorado os dados colhidos a cada salto e que o motor de esporos parece gerar caminhos não só para qualquer lugar do universo como também para universos paralelos. Stamets fica encantado com as possibilidades abertas e sensibilizado pelo espírito de explorador de Lorca, até então jamais revelado. Pensando no que se poderá fazer após o fim da guerra, Stamets concorda em tentar fazer os 133 saltos.

A cadete Tilly ajuda a adaptar o motor de esporos para o plano de saltos rápidos, enquanto Culber faz o que pode para tentar monitorar a saúde de seu companheiro durante o esforço brutal que será essa manobra.

Quando tudo está pronto, o capitão faz um discurso motiviacional poderoso e a Discovery salta de volta a Pahvo, para enfrentar a Nave dos Mortos. Nela, Kol se mostra ansioso para destruir a “arma secreta” da Federação. Não sabe, contudo, que Tyler e Burnham se transportaram a bordo para sabotá-la. A princípio, Lorca não queria deixar que Michael participasse da missão, alegando risco excessivo para ela, mas acabou convencido.

A bordo da nave-sarcófago, Tyler e Burnham plantam o primeiro dos dispositivos sensores e estão a caminho da ponte para plantar o segundo quando detectam um sinal de vida humana a bordo. Michael diz que não quer deixar ninguém para trás, e eles encontram a almirante Cornwell — severamente ferida, sem poder mover as pernas, mas viva. Também lá está L’Rell, depois de levar uma surra dos homens de Kol. Ela se levanta, e quando Tyler vê sua antiga algoz, ele sofre uma crise nervosa — resultado de síndrome de estresse pós-traumático pelo fato de ter sido prisioneiro dos klingons por meses, torturado e abusado sexualmente por L’Rell.

Burnham entrega um feiser a Cornwell e diz para a almirante se defender como puder enquanto ela planta o segundo dispositivo na ponte. Uma vez feito isso, eles serão transportados para a Discovery.

Enquanto Burnham avança para a ponte, Cornwell tem problemas com klingons. Sua capacidade de atirar neles é limitada, e ela tenta tirar Tyler de seu torpor — o que só dá certo quando ela diz que Michael precisa dele. Assim, os klingons são debelados e eles conseguem se manter seguros por mais um tempo.

Na ponte, Burnham planta o segundo dispositivo, e a Discovery faz um ataque para induzir a nave-sarcófago a se camuflar, em seguida iniciando a sequência de 133 saltos. Stamets claramente está sofrendo, mas aguentando firme.

Na Nave dos Mortos, escondida na ponte, Michael usa o tradutor universal acoplado a seu comunicador para entender o que Kol e seus comandados estão dizendo. Todos estão desnorteados pelas ações da Discovery, e Kol está prestes a ordenar uma retirada. Burnham decide que precisa distraí-los e atira num dos klingons. Kol pede que ela se revele, o que ela o faz usando o comunicador para se fazer entender.

O general carrega nas mãos a insígnia que pertencia à capitão Georgiou — segundo ele, é boa para palitar os dentes. Os dois discutem, e ela revela que foi ela quem matou T’Kuvma, e desafia Kol para um duelo corpo a corpo. Entretido, ele concorda, e uma luta feroz se segue, enquanto a Discovery conclui os 133 saltos e consegue desenvolver o algoritmo da camuflagem.

Tyler e Cornwell então são transportados, mas L’Rell se agarra ao chefe de segurança na última hora e é transportada junto com ele. Na ponte, Burnham ouve o sinal de transporte. Ela se esquiva de Kol, pegando antes a insígnia de Georgiou, e se desmaterializa em meio a um salto.

Com a equipe de abordagem de volta — complementada pela resgatada almirante Cornwell e a agora prisioneira de guerra L’Rell –, Lorca ordena a ativação do algoritmo de detecção de camuflagem e o disparo de torpedos fotônicos contra a Nave dos Mortos, que explode numa imensa bola de fogo. Kol está morto.

A tripulação celebra a vitória, e Lorca entra em contato com o almirante Terral, notificando-o de que sua equipe está refinando o algoritmo para uso contra qualquer nave camuflada klingon e deve transmiti-lo num canal seguro em menos de 11 horas. Terral ordena o retorno da Discovery à Base Estelar 46, onde seu capitão deve receber a Legião de Honra.

Em órbita de Pahvo, Stamets está olhando para o vazio do espaço no hangar da Discovery quando Lorca vai ao seu encontro. Diz que pedirá à Frota que dê a Legião de Honra ao criador do motor de esporos e conta que os klingons já estão preparando uma retaliação. Stamets diz que pretende abandonar o motor de esporos para cuidar da saúde, mas está disposto a dar um último salto até a Base Estelar 46, para garantir a segurança da tripulação.

Quando a Discovery salta, contudo, alguma coisa dá errado. A nave emerge em local desconhecido, cercada por destroços, enquanto Stamets tem um colapso, fica com os olhos brancos e fala palavras desconexas, antes de desfalecer no chão…

Comentários

“Into the Forest I Go” é uma tempestade perfeita, com todos os elementos que fazem dele não só representativo do que Discovery tem de melhor, mas também o elevam ao panteão reservado aos melhores episódios da franquia.

Diante do desafio de criar um “fechamento de capítulo” para o primeiro bloco de episódios desta temporada, os produtores se saíram com um segmento bem acabado em todos os aspectos: o roteiro de Bo Yeon Kim e Erika Lippoldt é primoroso; a direção de Chris Byrne é impressionante; os valores de produção são excelentes, como já nos acostumamos a esperar da série, e as atuações também são brilhantes.

É emblemática a simetria que as roteiristas encontraram para este episódio, quase como um “espelho” (com o perdão da expressão, que usaremos muito ainda na temporada) do que foi o episódio duplo de abertura, “The Vulcan Hello”/“Battle at the Binary Stars”. No olho do furacão, claro, Michael Burnham.

Siga comigo: lá no começo, a história esquenta quando a Shenzhou trava o primeiro contato com a nave-sarcófago klingon. Burnham confronta sua capitão e não sabe aceitar “não” como resposta, o que leva à sua desgraça. Mais tarde, numa missão avançada desesperada, ela vê sua capitão ser morta, e a morte do líder T’Kuvma serve como catalisador para promover a unificação do Império Klingon.

Agora, vamos para “Into the Forest I Go”. A história esquenta quando a Discovery trava seu primeiro contato com a nave-sarcófago klingon. Burnham confronta seu capitão e consegue convencê-lo de que curso tomar, o que a coloca num caminho de redenção e reparação. Na missão avançada desesperada, ela descobre um humano capturado — a almirante Cornwell — e decide que ninguém ficará para trás. Ao final, todos retornam à Discovery, e a nave-sarcófago é destruída. A morte de Kol, novo líder do império, possivelmente coloca os klingons numa disputa interna pelo poder, uma fragmentação.

Especialmente simbólico é o resgate da insígnia de Georgiou por Michael. Quando ela retorna à ponte da Discovery para testemunhar a destruição da nave-sarcófago, o olhar que ela troca com Saru diz tudo: é o fim de um pesadelo.

Não o fim da guerra, contudo. E o que parece uma questão encaminhada — com a iminente transmissão ao Comando da Frota Estelar do algoritmo de detecção da camuflagem klingon — se torna grande incerteza quando um salto malfadado com o motor de esporos coloca a Discovery num lugar desconhecido, longe da Federação.

O recado é: a resolução da Guerra Klingon vai ter de esperar um pouco.

A tripulação da Discovery brilha muito no episódio. O capitão Lorca mais uma vez demonstra sua incrível capacidade motivacional, jogando com as emoções de sua tripulação para encontrar um meio de vencer a camuflagem klingon a fim de defender o planeta Pahvo, e mais tarde com o lado explorador de Stamets, para convencê-lo a dar os 133 saltos. E o discurso que ele faz à tripulação antes da batalha é de arrepiar.

Stamets também tem um papel fundamental aqui, dividido entre o dever e sua integridade física e emocional, e mais uma vez é o herói do momento, a exemplo da missão a Corvan II, em “The Butcher’s Knife Cares Not for the Lamb’s Cry”. A cena do beijo entre ele e Culber é natural e sentida, como deveria ser — um momento histórico para a franquia, executado com a sensibilidade que lhe cabe.

E mais arrojado ainda é o papel de Tyler na trama, com seu Transtorno de Estresse Pós-Traumático e a necessidade de lidar com a violência — de cunho sexual — que L’Rell lhe impôs. Qual é a relação dele com L’Rell? Ele é mesmo Voq? Se é, nem ele parece saber, e a confusão fica clara no encontro dos dois na detenção da Discovery. Ainda tem caroço nesse angu.

Michael, por sua vez, é a “alma” da missão, ao participar tanto do desenvolvimento do plano para neutralizar a camuflagem klingon como de sua execução, culminando com uma ótima cena de luta com Kol. E a interpretação de Sonequa Martin-Green mais uma vez é fantástica, sobretudo na cena com Tyler em que ela chora — algo que não estava no roteiro — ao saber da violência que ele sofreu. E violência sexual contra homem — ainda que a perpetradora seja klingon — é um tema complexo, pouco abordado e aqui tratado com sensibilidade e realismo. Mais um tabu que Star Trek vai ajudando a quebrar.

Por fim, mais algumas palavras sobre o trabalho do diretor Byrne. Fantástico. As cenas em que a Discovery vai de salto em salto para quebrar a camuflagem klingon, as transições maravilhosas de Pahvo, para o olho de Stamets, para o hangar e as efetivas cenas de ação, inclusive uma delas no corredor da nave klingon — mesmo corredor que rendeu uma cena insossa em “Si Vis Pacem, Para Bellum” — são de encher os olhos. O toque final perfeito de um episódio que não merece reparos, da concepção à execução. Bravo!

Avaliação

Citações

Lorca – I have no intention of reaching our destination. But if you’re planning on disobeying a direct order, best not to advertise the fact.
(“Não tenho intenção de chegar ao nosso destino. Mas, se você planeja desobedecer uma ordem direta, melhor não fazer propaganda disso.”)

Lorca – We are about to face the most difficult challenge we have ever attempted. Today, we stare down the bow of the Ship of the Dead, the very same ship that took thousands of our own at the Battle of the Binary Stars. When I took command of this vessel, you were a crew of polite scientists. Now, I look at you. You are fierce warriors all. No other Federation vessel would have a chance of pulling this off. Just us. Because mark my words: you will look back proudly and tell the world you were there the day the USS Discovery saved Pahvo and ended the Klingon War.
(“Estamos prestes a enfrentar o maior desafio que já travamos. Hoje, olhamos para a proa da Nave dos Mortos, a mesma nave que matou milhares dos nossos na Batalha das Estrelas Binárias. Quando assumi o comando desta nave, vocês eram uma tripulação de cientistas delicados. Agora, olho para vocês. São todos guerreiros ferozes. Nenhuma outra nave da Federação teria chance de tentar fazer isso. Só nós. Porque marquem minhas palavras: vocês lembraram disso com orgulho e dirão ao mundo que estavam lá no dia que a USS Discovery salvou Pahvo e encerrou a Guerra Klingon.”)

Saru – Captain, I’m afraid… I don’t know where we are.
(“Capitão, temo… não saber onde nós estamos.”)

 Trivia

  • A produção decidiu dividir a primeira temporada de Discovery em dois “capítulos”. O primeiro capítulo tem os 9 primeiros episódios, e o segundo, os 6 finais, perfazendo 15 ao todo. É a primeira vez que Jornada nas Estrelas tem um “episódio final de meia-temporada”.
  • O título do episódio vem de uma citação do poeta escocês-americano do século 19 John Muir: “And into the forest I go, to lose my mind and find my soul.” (“E entrar na floresta eu vou, perder minha mente e achar minha alma.”) De acordo com Bo Yeon Kim e Erika Lippoldt, roteiristas do episódio, a citação reflete a jornada de Michael Burnham nesse primeiro capítulo de Discovery.
  • A dupla de roteiristas queria originalmente que o número de saltos fosse 525.600, em referência à canção “Seasons of Love”, do musical Rent, que já teve montagens com Anthony Rapp (Stamets) e Wilson Cruz (Culber). Claro que o número era absurdamente grande demais. Então decidiram ficar com 133, numa homenagem ao piloto da série Battlestar Galactica de 2004, chamado “33”. O episódio foi escrito por Ronald D. Moore, veterano de Jornada nas Estrelas.
  • Ainda assim, uma citação a Rent aparece no episódio, quando Stamets sugere levar Culber a uma apresentação da ópera La bohème, que é a inspiração original de Rent. Foi, contudo, uma inclusão de última hora. Até pelo menos um roteiro de maio de 2017, Stamets convidava Culber para ver “The Quest for Collerio”, uma produção totalmente ficcional.
  • No roteiro, não havia menção a Burnham derrubar uma lágrima na cena em que Tyler revela como L’Rell o torturou. Aquilo foi um improviso de Sonequa Martin-Green.

  • Este é o primeiro episódio de Jornada nas Estrelas a ter um beijo romântico entre dois homens. Um beijo romântico entre duas mulheres apareceu 22 anos antes, em “Rejoined”, de Deep Space Nine.

Ficha técnica

Escrito por Bo Yeon Kim & Erika Lippoldt
Dirigido por Chris Byrne
Exibido em 12/11/2017
Produção: 109

Elenco:

Sonequa Martin-Green como Michael Burnham
Jason Isaacs como Gabriel Lorca
Doug Jones como Saru
Anthony Rapp como Paul Stamets
Mary Wiseman como Sylvia Tilly
Shazad Latif como Ash Tyler

Elenco convidado:

Jayne Brook como Katrina Cornwell
Mary Chieffo como L’Rell
Wilson Cruz como Hugh Culber
Kenneth Mitchell como Kol
Michael Ayres como técnico do transporte
Conrad Coates como almirante Terral
Emily Coutts como Keyla Detmer
Julianne Grossman como computador da Discovery
Patrick Kwok-Choon como Rhys
Sara Mitich como Airiam
Oyin Oladejo como Joann Owosekun
David Benjamin Tomlinson como oficial da ponte klingon

 TB ao Vivo

Leia também a opinião de Luiz Castanheira aqui.

50 Comments on "DSC 1×09: Into the Forest I Go"

  1. Tô achando que a L´Rell modificou aquele Klingon albino e o transformou no Tyler. Do mesmo jeito que os Klingons modificaram aquele cara no episódio dos pingos em TOS. Nos quadrinhos, eles contam a história e ficou bem parecida com isso.

  2. Nessa faixa…

  3. Leandro Henrique Pereira Neto | 16 de novembro de 2017 at 1:25 pm |

    “First Contact” (A Nova Geração, 4×15)
    A Enterprise se prepara para fazer o primeiro contato com uma civilização prestes a desenvolver tecnologia de dobra, e Picard diz que “um contato desastroso com o Império Klingon levou a décadas de guerra”. Mas não foi o contato que vimos em “Broken Bow”, o piloto de Enterprise.

    “The Trouble With Tribbles” (Jornada nas Estrelas, 2×13)
    A Enterprise é chamada por uma emergência na estação K-7, localizada próxima ao planeta de Sherman, em disputa entre os klingons e a Federação em 2268, e a Donatu V, onde uma batalha sem vencedor claro foi travada entre as duas partes 23 anos antes, em 2245

    Estas informações são do próprio site Trek Brasilis.

    The cage é cânone e os uniformes são azuis cinza ou cinza azulados, mas não são coloridos como TOS, assista de novo.

    Para mim a guerra é totalmente cânone.

  4. João Luiz Silva Cruz | 16 de novembro de 2017 at 1:33 pm |

    1 – Não foi dito na série que não existia holograma antes do sec 24, comunicadores holográficos foram descritos na novelização do MP (livro escrito pelo próprio Roddenberry) portanto não dá para falar que está fora do cânone, pode-se até considerar uma adição e um representação do que temos no presente (Sim hologramas são realidade no Sec 21).
    2 – Se você considera a parte visual então tudo pós TOS não é cânone. A questão visual já foi extremamente debatida aqui.
    3 – Essa fala do Picard não me recordo, porém mesmo que ele não tenha explicitamente falado isso não quer dizer que não tenha tido uma guerra, dentro do seu próprio raciocínio pode ser considerada uma adição.
    4 – A capitã Georgiu disse que “quase” não se viu Klingons durante 100 anos, visto também que o ataque que mataram os pais da Michael foi feito pelos Klingons.
    5 – Outra vez questão visual, em DS9/TNG temos ao menos 3 uniformes diferentes sendo utilizados.
    6 – Então TOS também transgride o Canon, visto que já foram vistos tripulantes fora da Enterprise usando o símbolo do Delta, o símbolo do Delta é a imagem de Star Trek perante ao mundo, jamais eles iriam deixar de utilizar o Delta somente por uma convenção simplista dessa.

  5. Vinicius Lourenço de Sousa | 16 de novembro de 2017 at 3:12 pm |

    Sobre o capítulo de TNG verei de novo, mas pelo que lembro a menção sobre a guerra é na versão dublada. Mas posso estar errado.

    Sobre The Cage a cor do uniforme do capitão Pike é amarelo como do Kirk em TOS no segundo piloto. No google existem até imagens mostrando isso. Existe uma versão com um colorido “tratado” onde o amarelo fica mais forte.

    O cinza azulado ou azuis cinza são tipos os “macacões” que eles usam para desembarque em Talos IV.

    A guerra se tornou cânone por simplesmente estar na série.
    Mas para mim DSC é uma realidade alternativa.

    Sobre Enterprise (Broken Bow), não esqueça que ela se passa em outra timeline. A série Enterprise é da timeline que foi criada no filme First Contact quando os Borgs voltam no tempo para destruir a Phoenix. Isso fica claro no capítulo da segunda temporada (Regeneration) quando Archer diz para T’Pol que Zephram Cochrane disse que foi ajudado por gente do futuro contra seres cibernéticos do futuro, mas que ninguém acreditou nele por estar sempre alcoolizado.

  6. Sim, esta é a teoria mais forte para o sumiço do Voq (o tal Klingon Albino), está sendo amplamente discutida entre os fãs, e há vários indícios nesta direção.

  7. Ah não gostei tanto assim de Voyager, se eu fizer uma lista com certeza vai estar em último lugar. Mas, a série tem alguns episódios interessantes, principalmente os episódios com os Borgs.

  8. Eu também acho que pelo que vimos dele sofrendo pela tortura e o abuso sexual de L’Rell, pode ser que é o Tyler com a mente de Voq a beira de vir a tona. Embora o Voq também tinha meio que uma aversão pela L’Rell, ela tava mais afim dele do que ele afim dela. Abusar do Voq em pele de Tyler é mais fácil prá aquela Klingon sinistra.

  9. Leandro Henrique Pereira Neto | 16 de novembro de 2017 at 5:48 pm |

    Antes de responder fui rever The Cage e First Contact. Sobre The Cage tem razão os uniformes são coloridos e me confundi com os uniformes do grupo avançado, principalmente porque assisti The Cage a primeira vez em preto em branco numa fita VHS.

    Sobre First Contact exatamente por volta de 32 minutos do episódio o Picard está conversando com o Chanceler e ele fala exatamente frase ” décadas de guerra “, isto em Inglês, na legenda do netflix ficou “uma longa guerra”. De qualquer forma a palavra War em inglês é bem clara.

    Ou seja a guerra Klingon / Federação já era cânone antes de DIS.

  10. Vinicius Lourenço de Sousa | 16 de novembro de 2017 at 5:55 pm |

    Show.

  11. Renan Cariolando Feitosa | 16 de novembro de 2017 at 8:25 pm |

    Perfeita colocação

  12. Renan Cariolando Feitosa | 16 de novembro de 2017 at 8:33 pm |

    Exatamente, a questão do delta virar oficial da frota é coisa do st continues, apesar que vimos a progressão natural da frota, que na primeira temporada nem existia, era união terrestre, algo assim, a primeira nave klingon a aparecer no show era um losango brilhante e colorido, a distância, a segunda vez que aparece, vemos a d7 que conhecemos, então tos em si se desrespeita canonicamente…
    Reclamar do spore drive todo mundo reclama, e do time warp? Ninguém nem menciono depois do piloto… Nem por isso tem mimi..

  13. João Luiz Silva Cruz | 16 de novembro de 2017 at 9:25 pm |

    Não vamos nem entrar no assunto da transdobra mencionada nos filmes… 😀
    Eu particularmente acho o esquema de do spore drive muito fiel a premissa de Star Trek, somente lembrando que o conceito de Warp na década de 60 era pura especulação também e só foi começar a ser estudado seriamente como teoria depois. Quem sabe o mesmo não acontece com a rede micelial quântica do spore drive 😀

  14. João Luiz Silva Cruz | 16 de novembro de 2017 at 9:32 pm |

    Particularmente não gosto de fã fic, por diversos motivos, mas quem fez esse está de parabéns, até porque deve ser um esforço enorme para produzir algo do nível sem $.

  15. João Luiz Silva Cruz | 16 de novembro de 2017 at 9:33 pm |

    Eu já acho que os atores são a alma dos personagens, estranhei demais esse fã fic, apesar de reconhecer que a qualidade é ótima.

  16. sem contar que a Atriz Rekha Sharma, que interpretou a comandante Landry, tambem participou de um episodio do star trek continues…

  17. Ô Cidadão! Por onde na “Deep-Web” que você andou lendo essas coisas??? :O !!!! Cê virou “Mâe Diná”??? Cê tá mais pra um “Oráculo” do que um Vulcano…. kkkkkkkkkk 😀 https://uploads.disquscdn.com/images/b2a59270c9ee43365bb7ff3b6f50f07b765d5f0d73d7ebe60cd6b6cd02e76eb9.jpg

  18. Antonio de Pádua | 17 de novembro de 2017 at 7:02 pm |

    Na minha opinião Stamets atingiu o mesmo estado físico que o tripulante Gary Mitchell atingiu no episódio de TOS “Onde nenhum homem jamais esteve”. Neste episódio a Enterprise atinge o que eles interpretaram como uma “barreira”, mas creio que na realidade foi um bolsão de massa negativa como Stamets descreveu a Lorca. Ainda lembrando, Lorca mencionou “o Sr. não é só um cientista, mas um explorador, e quer ir aonde ninguém jamais esteve”. Uma clara alusão a este episódio

  19. boa observação

  20. João Luiz Silva Cruz | 17 de novembro de 2017 at 9:08 pm |

    Boa teoria!

  21. assisti hoje. sensasional o episódio. valeu pelas dicas pessoal!

  22. Renato Naville Watanabe | 19 de novembro de 2017 at 4:29 pm |

    Concordo. No episódio de TOS é mencionado que a barreira tem densidade negativa, o que resultaria em massa negativa.

  23. Luiz Henrique Mendes | 19 de novembro de 2017 at 6:24 pm |

    Episódio simplesmente espetacular. Fechou com chave de ouro essa parte da temporada.

  24. Antonio de Pádua | 19 de novembro de 2017 at 7:27 pm |

    Sim, Spock menciona tudo isso ao analisar os seus sensores

  25. Cadê a resenha do Salvador?

  26. Luiz Castanheira | 20 de novembro de 2017 at 7:36 pm |

    Preservadores e a Grande Barreira estão “no ar” desde o ep3 …

  27. Seria legal saber da repercussão internacional deste episódio que já é um clássico.

  28. João Luiz Silva Cruz | 21 de novembro de 2017 at 4:28 pm |

    Vai ter live hoje?

  29. Ricardo Pinheiro | 23 de novembro de 2017 at 8:03 pm |

    É simples, Sandra.

    A maioria que reclama de Discovery está adorando The Orville. Dado q The Orville (c/ seus méritos e problemas) é uma série que se alinha mais com a Federação idealizada do século XXIV, concluímos que todos esses são viúvas do Picard.

    q. e. d.

    😀

  30. Ricardo Pinheiro | 23 de novembro de 2017 at 8:26 pm |

    Guinan, Rei Pingo ou o Kirk saído do Nexus me rendeu umas risadas aqui, ótimo! Gostei!

  31. Eu diria óbvio.

  32. Quanto ao cânone visual que tanto reclamam:

    Eu era chato a este respeito, mas com o tempo, as alterações que fizeram nas remasterizações de TOS e etc, eu relaxei.
    Na minha cabeça, a obra é literária e interpretativa.
    Eu me chateio muito mais com as explícitas formas de investir no novo, mas para garantir a audiência antiga, usa-se subterfúgios de roteiro e atores da safra antiga.
    O exemplo que mais me incomoda foi o Spock Prime e toda aquela baboseira de universo paralelo.
    Poderiam ter contado uma história original com os atores novos, um autêntico reboot.
    Evitaria muita encrenca.
    Quiseram ir em frente, mas tiveram medo e fizeram uma gambiarra danada.
    Dou mais 4 anos e ninguém se lembrará do JJ Trek.

  33. Eu não entendo como ainda tem gente que assiste TWD, a franquia virou um HQ televisivo, uma reprodução redundante de um gibi.

  34. João Luiz Silva Cruz | 25 de novembro de 2017 at 10:13 pm |

    Eu parei com TWD na sexta temporada, apesar de achar que ficou mais do mesmo ainda dá para assistir.

  35. Eu já não lembro do JJ Trek.

  36. João Luiz Silva Cruz | 26 de novembro de 2017 at 3:51 pm |

    JJ Trek é bang-bang no espaço. Pura e simplesmente “Money Grab”.

    A única questão visual de DSC que me incomoda são as naves Klingon, eles poderia ter feito algo mais próximo das naves que já conhecemos (BoP e D7 Cruisers) porque já são icônicos e não interfeririam no apelo visual. Com as naves da federação já vemos o padrão foi mantido, poderiam ter feito o mesmo com os Klingons. Na minha opinião faltou até inteligência da produção, porque com isso eles poderiam aproximar mais a série dos fãs que estão criticando esse tipo de situação.

  37. João Luiz Silva Cruz | 26 de novembro de 2017 at 3:54 pm |

    TB poderia criar um tópico único sobre os 9 episódios, mais como uma síntese. Para darmos também a nossa visão geral do que foi esse mid-season até agora, tipo questões como: Quem se destacou, quem mandou mal, qual o melhor personagem, pontos positivos e negativos, etc…

  38. Não sei se já foi comentado anteriormente mas para aqueles como eu que estava cético sobre Discovery assistir os nove episódios de uma vez ajuda muito a renovar a fé sobre a serie.

  39. Eu invejo vc!

  40. Eu lhe entendo, mas pense como se fosse um livro que foi novelizado.
    Eu parei de sofrer assim.
    Considere que muito da reclamação é de colecionador de memorabilia que se sentiu traído e obsoleto com uma nova estética.
    Outros, porém, são mais autênticos na demanda.
    No entanto, imagine quantas versões tivemos de clássicos ( bons até) como: Frankstein, Drácula, Moby Dick etc.
    O foco dos fãs deve ficar nas personagens e na narrativa.
    Grande abraço.

  41. Quando houve uma convergência para HQ, desisti.
    Não há razão para perder meu tempo em algo que já li.
    Fear TWD parece-me mais promissor, atualmente.

  42. Rs. Também esqueci de Star Trek V e Nêmesis.

  43. Eu relaxei a cabeça assim tb. Esses klingons são visualmente horríveis. Mas se focar só na interpretação melhora. Eu gosto de chamar esse universo de Prime Universe 2.0 Visual Update kkk

  44. Já esqueci também do Star Trek V e do Nemesis. Rs.

  45. Cadê a resenha do Salvador que num sai?

  46. Quanto ao último ponto, imagino que a Defiant já não mais estivesse lá, uma vez que foi capturada pela tripulação da NX-01 no episódio espelho de Enterprise.

  47. Ainda falta um elemento em Discovery para deixar os verdadeiros Trekers realmente fascinados pela nova serie não consegui até agora identificar o que pode ser , não gostei também da nova configuração do Trek Brasilis , a versão anterior era muito mais simples e pratica.

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