O que teremos da série original em Star Trek?

orci-alexOs roteiristas Roberto Orci e Alex Kurtzman concederam uma entrevista ao site SciFi Wire, onde descreveram alguns eventos e expressões da série original que ressurgirão na nova produção de Star Trek, outras poderão ficar para depois. Eles também falaram da ausência de William Shatner, da justificativa para uma viagem temporal e do cânon.

Orci e Kurtzman disseram que incluíram algum material canônico que os fãs muito esperam, mas a incorporação foi feita de uma maneira bem natural. “A chave consiste em introduzir essas coisas (do canôn) de uma maneira muito orgânica, para que o público não se sinta com a impressão de – “Oh, esta é a cena em que eles criaram isso”, disse Kurtzman, acrescentando: “É mais sobre como criar uma história para que todas essas coisas que você está esperando ver nos personagens aconteçam”.

Alguns exemplos?

“Bem, você tem uma lista? Porque eu aposto que cada fã tem uma lista”, brincou Orci.

OK, o que McCoy costumava dizer como, “Droga, Jim, eu sou um médico, não um pedreiro”.

Kurtzman: “Você tem que ter um pouco disso de algum modo”.

OK, como Scotty  dizendo do tipo “eu estou dando tudo que posso, Cap’n … “?

Kurtzman: “Claro”.

Orci: “Você certamente necessitará de um engenheiro para lutar contra uma lei da física”.

Kirk trapaceando no cenário do Kobayashi Maru?

Kurtzman: “Isso é definitivamente um”.

Orci: “Isso estaria na nossa lista também (como fã). Muito famoso”.

Existirá algum tipo de luta de insultos entre McCoy e Spock?

Kurtzman e Orci: “Certamente, que haverá também”.

Orci: “Como você vê, isso escreve por si. Na verdade. É um grande show”.

Kurtzman: “Nós realmente não precisamos fazer nada”.

Orci: “Basta colocar tudo na ordem correta, e está feito”.

Existem coisas que vocês quiseram pôr e não puderam encontrar um local para a história?

carol-marcusOrci: “Sim, há algumas poucas coisas. Você sabe, em um primeiro rascunho queríamos estabelecer potencialmente as bases para a amizade de Kirk com a Carol Marcus (introduzido em Star Trek II: A Ira de Khan), que acaba no original sendo a mãe de seu filho. No primeiro projeto ela estava e, em seguida, literalmente, devido à natureza da história introdutória e para garantir que nosso grupo de personagens tivesse a quantidade adequada de história que eles merecem, ela entrou para um futuro projeto”.

Os roteiristas contestam o rótulo de remake dado para essa nova produção, “São 43 anos de material, várias séries de televisão, 10 filmes”, disse Orci, “E quando voltamos a olhar para tudo isso, percebemos que ninguém nunca tinha feito antes, pelo menos em qualquer das séries ou filmes, a primeira aventura da forma como a tripulação chegou a se reunir. Portanto, quando constatamos esse espaço, … nós percebemos que vai ser o caminho para agradar os fãs, que têm acompanhado esta franquia há muito tempo, porque é uma história que nunca tinha sido vista antes, portanto, não é simplesmente um remake”.

O que, em termos gerais, foi crucial para manter o sentimento de Jornada, e aquilo que fez você achar que pode mudar ou alterar ou se livrar e não perder o que foi Jornada?

Kurtzman: “O tom foi uma grande parte disso. … Houve alguns elementos que pareciam muito universais em todas as iterações de Jornada que sentimos, precisavam de ser representados em nossa versão. Certamente, a ponte da tripulação como uma família foi uma delas”.

Orci: “Quer dizer, também, os seus personagens específicos. Nós sentimos que não podíamos mudar muito seus personagens. Spock teve de ser Spock, Kirk teve de ser Kirk, Magro teve de ser Magro, Uhura teve de ser Uhura, Scotty Scotty, Chekov Chekov. … Portanto, a questão era só como manter o mesmo personagem em uma situação nova”.

Kurtzman: “Também, em todas as formas, apesar da imersão em algo sombrio aqui e ali, Jornada é, em última instância, uma visão muito otimista do futuro, e isso é algo que nós sentimos que precisávamos de preservar”.

Houve uma dificuldade inerente, naturalmente, na fase inicial da premissa que Gene Roddenberry definiu, a qual é: se você tem uma sociedade terrestre utópica, você não tem oportunidades para muito conflito dramático, a menos que você tope com hostis extraterrestres ou algo parecido. Você encontrou o mesmo tipo de problema ao abordar este tipo de história?

corvette-kirkOrci: “Bem, o mundo que nós apresentamos em termos de tornar o que vivemos como Star Trek, penso eu, é na nossa versão, um pouco mais próxima do nosso mundo de hoje e não é uma utopia. Agora, isso não significa que não é otimista, mas não penso que ele seja tão utópico como ele foi imaginado em algumas iterações. E todo o cânon você pode ver que a utopia é invocada em diferentes graus, e às vezes não em todos, por meio do cinema. Portanto, gostaríamos que o mundo em que o nosso filme começa – e você pode ver isso através de alguns dos trailers que foram selecionados, com a idéia de Kirk jovem dirigindo um carro na estrada – com a imagem que faz você não ter certeza, se está no futuro por um minuto. Então, foi muito conscientemente tentando tornar o mundo tão próximo quanto possível com o nosso, você sabe, significativos avanços em direção a utopia, mas não utopia”.

Mais alguma coisa?

Kurtzman: “Sim, bem, o maior é a ausência Shatner no filme. Houve uma série de debates sobre isso. … Nós realmente tentamos muito arduamente pegá-lo de uma maneira que sentíssemos orgânica, mas o problema foi que ele morreu por causa da continuidade (em Star Trek: Generations), … Eu acho que isso pareceu um pouco embaraçante, mas é o que todos nós decidimos. E, você sabe, nós realmente lutamos com essa idéia, porque escrevemos uma cena que realmente gostávamos, e, em última análise, acho que poderia ter sido como uma extensão. Considerando que na nossa história, sem dizer muito, Spock (Leonard Nimoy) é uma parte crítica dela literalmente, e que a história não poderia ser contada sem ele”.

Vocês aceitam o rótulo de reboot para o filme e que ele não segue o que já foi feito antes?

Oric: “Não poderíamos imaginar que não tivéssemos este filme alguma coisa dentro de uma certa continuidade. Nós não aceitamos a palavra reboot (reiniciar). “Reinicializar” realmente não descreve o fato de que este filme não seria possível sem os 10 filmes que vieram antes dele. Os próprios eventos do filme são causados por Leonard Nimoy como o Sr. Spock e sua história, que pega essencialmente após o último filme, Star Trek Nemesis. … Então, o nosso filme é tanto um prequel e um sequel. É um sequel, se você for um fã, bem como um prequel se você não for”.

Porque é a viagem no tempo um elemento necessário?

Orci: “Penso que não se enquadra na definição clássica de uma reinicialização. Então era necessário isso. E é também necessário para conectar ao mundo original de Jornada, mas em seguida, dar-nos a licença dramática e os dramáticos desafios para termos um futuro desconhecido no filme”.

Kurtzman: “Sim, a coisa maior que eu acho que todos nós enfrentamos, apenas conceitualmente, foi que sabemos como eles morreram, sabemos o que aconteceu com eles. E quando você sabe isso, é muito difícil colocá-los em perigo, de uma forma que sintamos algo novo ou original. Como você teria o seu verdadeiro desafio para os personagens?”.

Orci: “Nós não queremos que pareça apenas um documento histórico”.

Isso também permite que você convenientemente viole o cânon, tal como está, se necessário.

Orci: “Bem, mais uma vez, é uma continuação do cânon. Se palavras têm significado preciso, não é tecnicamente uma violação do cânon”.

Kurtzman: “Existe também uma enorme quantidade de crossover. Vai ser um grande mundo identificável de Jornada. Com traços de personagem e de situações e backstories que são quase idênticas”.

Orci: “Mas o espírito do que você está dizendo é verdade. A viagem no tempo liberta-nos dos rigores de sua história conhecida. Sem necessariamente termos de nos afastar para longe de tudo. Você sabe, existem largas seções do filme que nós diríamos serem verdadeiras … tanto na continuidade quanto no novo”.

J.J. disse no passado que ele foi inicialmente mais um fã de Star Wars do que Jornada. E houve algum rumor de que ele estava tentando trazer alguns elementos dessa franquia para o filme Star Trek. O que levanta a pergunta: Qual é a diferença entre Star Wars e Jornada na sua mente, e como você usa um para informar o outro? Que elementos de Star Wars você vê são adequadas para pôr em Star Trek?

Orci: “Bem, minha breve resposta é que Star Wars tinha um pouco mais de um arquétipo, estrutura mitológica. Isso diferenciou, de um certo grau, de Jornada, que foi um pouco mais de ficção científica clássica. Star Wars é fantasia, na verdade”.

Então, como resultado da sua fantasia, a história, eu acho, foi um pouco mais mitologicamente desenhada.

Kurtzman: “Creio que o que sabemos sobre Jornada é que refere-se a batalhas navais, e o melhor, é sobre pensar no seu oponente. … Mas há uma realidade para o modo como as pessoas vêem filmes de hoje… um garoto de 12 anos vai para um cinema e assiste a duas horas muito lentas de batalha naval. Isso não irá funcionar. Especialmente no Verão (americano), quando Transformers: Revenge of the Fallen está saindo um mês mais tarde. Tem de haver uma atualização. E você ainda tem que ficar inteiramente fiel ao espírito de Jornada. Portanto, o desafio transforma-se em:  “Como você casa as duas coisas?” E da maneira que nós pusemos isso, há uma abundância de batalhas navais de uma forma que é familiar e de uma forma que parece muito Jornada. Mas … a diferença entre Star Trek e Star Wars é que Star Wars sempre foi cerca de velocidade. … É cão de briga batalha de caças versus lentas batalhas de naves navios”.

Batalhas de submarinos.

Kurtzman: “Exatamente. Portanto, nosso objetivo era tentar casar as duas de uma forma que realmente não sintamos como se o filme fosse violar Jornada e também não sintamos que fôssemos estimular o pessoal, de certo modo, para Star Wars. E Star Wars, os originais, inicialmente foram de alguma maneira mais acessíveis, eu acho, o resultado de um ponto de entrada de um rapaz do campo. Você sabe, não importa onde ele esteja, é uma espécie extremamente conectável com o ponto de entrada, que não acho que Jornada sempre teve. E assim, que foi definitivamente, aplicável em termos de como você verá os elementos da infância de Kirk e Spock e de como eles acabaram do modo como acabou. … Você começa com eles muito acessíveis a partir de um local, antes de sairem em sua aventura. Então … eram importantes todas estas coisas”.

Existem alguns pontos no filme que os fãs parecem considerar como cânon imutável. Um deles é a Enterprise sendo supostamente construída no espaço, e não em terra. O que dizer com isso?

enterprise-kirkOrci: “As coisas são construídas no espaço quando o gasto para levar ao espaço é difícil. Mas quando você tem uma nave que pode literalmente cruzar a galáxia mais rápido do que a luz, ficando a 100 milhas (ou 160.000 Km) acima da atmosfera não é particularmente caro. Número dois, … uma das razões para construir coisas no espaço é que não é necessário uma gravidade, porque serão frágeis, como construir satélites que são bons para o espaço, porque eles não precisam de uma gravidade. Mas porque todos sabemos que a velocidade de dobra em si é o dobramento do espaço, o que equivale a gravitação, então você quer ter a certeza da Enterprise poder realmente sustentar-se [que]. … Não é uma nave cruzeiro de passeio”.

Outro comentário que eu tenho visto a partir de nossos fãs é que era suposto ser construída em São Francisco, e não em Iowa.

Orci: “É discutível no cânon se foi ou não realmente construída em São Francisco. Mas certamente os eventos do nosso filme, quando você ver a Enterprise sendo construída, [que terá lugar] após a incursão temporal, para eventuais diferenças serão explicadas pelos acontecimentos do filme”.

Fonte: TrekMovie

28 Comments on "O que teremos da série original em Star Trek?"

  1. Meio que off-topic pero no mucho: assistam Fringe, o noovo seriado do JJ Abrams e do Orci na Warner. Assistam sim, É MUITO BOM, vale só pelo Dr. Bishop, um dos personagens mais bacanas e doidaços da história da televisão. FC de qualidade é coisa rara, principalmente aqui na Banânia. Prestigiem colegas

  2. Rodrigo Bruno | 2 de abril de 2009 at 11:17 pm |

    EU HÁ MESES VINHA AVISANDO ! STAR TREK 2.0 não vai se passar num universo alternativo, – mesma coisa, dia diferente – e vai ser fiel o máximo que é póssivel ao canon existente da TOS !!! sinceramente como fã de TOS, eu sempre quis algo novo da clássica atualizado e com novos atores em clássicos personagens, devido ao ridiculo dos filmes da TNG no CINE. JJ , BURK, LINDELOFF, KURTZMAN E PRINCIPALMENTE NOSSO COLEGA TREKKER ORCI, TIVERAM A CORAGEM DE FAZER !!!

    QUE Berman & Braga q se danem !!! tô pouco me lixando !!!

    Abs.

    Viva STAR TREK 2.0 !!!

  3. Rodrigo Bruno | 2 de abril de 2009 at 11:21 pm |

    ^1 ricardão velho companheiro ! tava sentido sua falta amigo ! vamos tirar a desforra de B&B ! Somos Românticos Clássicos ! já viu a Oriana Gostosona do filme ? pois é se fosse B&B ia ser aquela 100% silicone de [email protected]$TYAGER, 7 de ZERO !

    Jenn Morrison Linda ! TE AMO !!!

    Abs.

  4. Rodrigão, parafraseando o Obama: “você é o cara!”Como sempre, acertaste na mosca. A turma do JJ Abrams tem bom gosto para escolher mulheres bonita pros seus elencos. Bonitas MESMO. É só ver Alias, MI III, mesmo o Cloverfield, debaixo de todo aquele poerão e prédios desabando, redimiu os filmes de montros ao mostrar atrizes mais bonitas da temporada de 2008. Assim, até eu queria estar no meio do ataque de um Godzilla.

    O lance da Oriana foi 10, meu! Vai ter muito neguinho que vai demorar 1000 anos para cair a ficha. E escreve ai camarada: vamos ter vários comentários do tipo “Putz! Aquela mina verde parece que saiu do palácio do Jabba.”

  5. Rodrigo Bruno | 3 de abril de 2009 at 2:27 am |

    Poís é ricardão ! com certeza vai ter a turma da “paranóia star wars”, procurando pêlo em ovo, daqui à pouco esse pessoal vai dizer q STAR TREK 2.0 deveria se passar debaixo d’agua, pois SW se passa no espaço, doideira total !

    É a volta revigorada dos bons tempos, Cap Kirk mulherengo, O grande Magro dizendo: “Droga Jim, eu sou um médico, não um capitão de nave estelar, assuma o comando da enterprise” – e a bela “telefonista” da nave Zoe Saldaña – tipica mulata brasileira q nasceu em New Jersey.

    B&B devem estar se remoendo em LA, depois acho q vão entrar num estado psicotico tipo Borg Zureta de First Contact. rsrsrsrs

    E o melhor A DIVERSÃO ESTÁ APENAS COMEÇANDO…

    Abs.

  6. Gostei muito do que li, concordei com todas as mudanças/atualizações ditas por ele, porém o que me preocupa é até onde vai a parte da sociedade humana, uma das coisas que eu mais gostava em Jornada era a utópica sociedade, coisa que não acho que seja tão utópica assim no futuro.

    Espero que eles matenham a falta do preconceito e tratamento igual dado aos outros que sempre foi algo único me Jornada.

  7. Tenho refletido sobre muitas das mudanças do filme, e percebi que esse é um ponto que muito me incomoda. Utopias de lado, sempre vimos preponderar em Jornada a valorização da meritocracia, a exemplo de Kirk, um oficial talhado pela experiência em outra nave, pelo esforço individual, e graduado com louvor na academia, recebendo o comando da nave capitânea da federação.

    Sei que há imperfeições, por exemplo, na meritocracia brasileira, mas vemos sempre um esforço louvável de depuração de modelos, mesmo notando que outros países estão em estágios bem mais avançados. Podemos até sonhar, com isso, que a meritocracia será um ponte forte da sociedade humana do futuro.

    Criou-se, já a partir da Ira de Khan, uma falsa noção de que Kirk teria burlado, fraudado o teste do Kobaiashi Maru, embora nenhuma linha de diálogo daquele filme diga expressamente isso. Falou-se em solução inovadora do Kirk, mais nada.

    E o que vemos nesse novo filme? Um Kirk totalmente diferente, extremamente problemático e indisciplinado. Alguém que mereceria, sim, todas as chances de redenção, mas nunca ser agraciado tão abruptamente com o comando de uma nave na qual entrou de penetra. Francamente. E a opção do Pike de colocá-lo como imediato do Spock, por mero capricho ou preferência pessoal, subvertendo toda uma cadeia lógica de hierarquia já existente… Isso é destruir um grande pilar de Jornada. A meritocracia, ideia que lhe caía tão bem, simplesmente deixou de existir nela, dando lugar a critérios de pessoalidade.

  8. Mas porque todos sabemos que a velocidade de dobra em si é o dobramento do espaço, o que equivale a gravitação, então você quer ter a certeza da Enterprise poder realmente sustentar-se [que]. … Não é uma nave cruzeiro de passeio”.

    É discutível no cânon se foi ou não realmente construída em São Francisco. Mas certamente os eventos do nosso filme, quando você ver a Enterprise sendo construída, [que terá lugar] após a incursão temporal, para eventuais diferenças serão explicadas pelos acontecimentos do filme”.

    É, eles juntaram as duas causas em uma só, ou fora uma resposta clássica para agradar um mundo de fãs, após a furada histórica????????

    GRAVIDADE e INCURSSÃO TEMPORAL NERÔNICA.
    Resultaram em explicações plausíveis convencedoras. Será??????

    🙁

  9. Será que no século 23 eles não tem todas as informações necessárias para construir uma astronave em órbita a ponto de resistir a uma dobra espacial????

    Como fica o seriado ENTERPRISE, uma vez que a NX-01 fora constrída em órbita e sua estrutura suportou todas as viagens de dobra realizadas?

    Será que eles regrediaram tecnológicamente?

    Será que a incurssão temporal NERÔNICA ocasionou um atraso tecnológico, afetando todo conhecimento humano diminuindo seus QI’s?????

    Será que os efeitos de BATTLE STAR GALACTICA afetou ST onde aquele velha nave de batalha se desmantelar literalmente após inumeros saltos no hiperespaço???? Vejam o ultimo capítulo da série.

    Eu, em.

    😆

  10. Desculpem a grafia.

    Corrigindo: Será que os efeitos de BATTLE STAR GALACTICA afetou ST, onde aquela velha nave de batalha se desmantelou literalmente após inumeros saltos no hiperespaço???? Vejam o ultimo capítulo da série.

  11. Para assistirmos esse filme teremos que ter a mente aberta para as novas oportunidades, não podendo eles recontar a estória que nós todos conhecemos, precisamos de novidades!!!

  12. POST 5

    HAHA, é mesmo. Olha, se colocassem ST debaixo d’água, ainda assim ia ter gente para dizer “Viu? Só falta a cidade dos Gugans”

    Essa questão da tal utopia também é algo que nunca foi bem esclarecido na franquia, como bem disseram os roteiristas. Na época de TOS, a questão da utopia ficava presente pelo fato de mostrar que a humanidade havia sobrevivido a sí mesma. Isso era claro, pois tinhamos uma nave estelar com uma tripulação pertencente todos os povos da Terra e de fora dela. Mostrar um russo dentro da ponte, naquela época de guerra fria, era realmente chocante. Mas isso NUNCA implicou em dizer que o ser humano estava agora livre das suas imperfeições. Em TOS, nunca tivemos um vislumbre da sociedade humana na Terra. Acompanhávamos o comportamento de uma tripulação de profissionais em um ambiente totalmente adverso.

    Ai veio TNG e o que tivemos? A visão da dupla B&B dessa tal “utopia”: um troço completamente amorfo, mal explicado e totalmente deslocado da nossa realidade. De fato, se trocassem os humanos por qualquer outro “humanóide da semana” não faria diferença nenhuma, tal a artificialidade sobre a qual a condição da evolução da civilização na Terra foi colocada. E como essa tal “evolução” se refletiu em TNG? Simples: tripulantes babacas, oficiais que recitam Byron enquanto a nave é atacada e uma Frota Estelar que parecia a turma do Bozo. Por querer alcançar a condição humana, o Data era o mais humano dessa turma toda.

    É CLARO que 200, 300 anos vão mudar o comportamento das sociedades.É CLARO que o homem vai continuar convivendo com suas mazelas. Só pelo fato de continuar a defender a idéia de que ainda estaremos lá dentro de 2 ou 3 séculos já torna ST XI extremamente otimista e utópica para mim. Se não totalmente utópica, pelo menos a caminho de ser, o que é bem mais realista.

  13. esqueçam Bill Shatner, afinal ele esqueceu dos fãs de jornada qdo aceitou matar seu personagem daquela forma…Vida Longa a Jornada 2.0

  14. Jorge Rodrigues | 3 de abril de 2009 at 9:35 am |

    Para ajudar em futuras traduções:

    “É cão de briga versus lentas batalha de naves”. Dogfight é o termo em inglês, desde a primeira guerra mundial, para batalhas de caças. A comparação é entre batalhas de caças e batalhas entre navios.

    Post. 7 – Concordo com seu ponto de vista e estou bastante cético quanto a pegar a carreira do Kirk e jogar no lixo. Apenas fiquei em dúvida quanto ao Kobayashi Maru do Kirk. Não corri para o DVD, mas pelo que me lembro o cara explicita que alterou o programa da simulação.

  15. Existem tecnobaboseiras para explicar as baboseiras tecnicas. Deveria existir BABOBABOSEIRAS, para explicar as baboseiras bobas e babantes que este pessoal do JJ fala nas entrevistas. SAMBA DO CRIOULO DOIDO é ficha perto confusão que armaram: canon sem ser canon, futuro alternativo/mesmo dia coisas diferentes. Explicam o inexplicavel: nave construida na superficie para testar resistencia de materiais.
    Ler estas entrevistas é um exercicio de paciencia e uma tentativa de se obter informações que nunca são dadas com alguma lógica.
    Como disse o grande general/imperador romano JÚLIO CESAR: ” a sorte está lançada”. Aguardemos o dia fatídico da explicação ou não, final, 08 / 05 / 2009, o dia ”D”.

  16. Incrível! Para apedrejar o JJ Abrams, desde sempre a Geni da franquia, agora temos o REESCREVENDO A HISTÓRIA.

    De acordo com essa linha “revisionista”, ST nunca teve tecnobaboseiras, Kirk era congregado mariano e discípulo da Madre Teresa de Calcutá, B&B foram os melhores roteiristas da franquia, Voyager e Enterprise foram as melhores séries e ST nunca teve alusão ao sexo.

    Como diria o Padre Quevedo: “Izto non ecsiste!”

  17. ^14: Quem jogou Starfleet Academy sabe como foi o Kobaiashi Maru de kirk. Apesar do jogo não ser canônico, as referências são claras e óbvias.

    Kirk sabotou o simulador (salvo engano com a ajuda de Carol Marcus) para que, ao certo comando, o capitão da frota Klingon temesse e respeitasse Kirk.

    Quando ao termo em inglês, obrigado.

    Aqui está o link para comparar o Kobaiashi da Saavik com o do novo filme:
    http://video.google.com/videosearch?hl=pt-BR&q=kobaiashi+maru&um=1&ie=UTF-8&ei=uwjWScKQOOCrtgfc0bzhDw&sa=X&oi=video_result_group&resnum=4&ct=title#

  18. post 14. Obrigado Jorge.

  19. só um comentario off topic já que comentaram sobre a dupla B&B…

    O Brannon Braga foi trabalhar na série 24 horas e está co-escrevendo os episódios e produzindo junto com o Manny Coto. Bem, no último episódio buscando candidatos ao posto de secretário de estado (que se demitiu nos episodios anteriores) eles cogitam… “Rick Berman” hehehe…

    Só uma pequena curiosidade 😉

    Abraços a todos

  20. Rodrigo Bruno | 3 de abril de 2009 at 1:02 pm |

    ^12, ^16 – poís é ricardão, na TOS a sociedade do futuro é utopica , mas não o ser humano, em The Balance of Terror um pers foi declaradamente racista, e reprendido por Kirk, no filme II, Kirk diz que enganou o computador, o filho dele diz rindo: “Ele trapaceiou”, em TOS Kirk, Spock e Mccoy se comportavam como profissionais, mas principalmente como seres humanos, mostraram falhas o tempo todo, sentimento de amizade, não eram os burocratas de TNG ou [email protected]

    Resumindo em TOS, a futuro a sociedade útopica mas não o individuo, vimos criminosos (Herry Mudd), vimos hospicios, vimos Kirk lamentar q era apaixonado por sua ordenança linda, mas sua paixão maior era a nave, vimos Kirk dar bronca injusta na tripulação e depois pedir desculpas…e assim vai…

    Em TNG Roddenberry já mal de saúde (e de cabeça) inventou q o ser humano ia ser utópico tbm, com Berman ao seu lado e após sua morte, a coisa se estragou e vimos com (poucas exceções) tecnocratas e não o humanismo positivista da TOS.

    Ira Behr disse em entrevista q quando era roteirista da TNG ODIAVA AQUILO TUDO, e teve a sorte de ser tranferido pra DS9, ai sim fez o que era certo ! humanos e aliens e federaçãos FALHAS !!!

    por isso Ds9 é a filha legitima da TOS ! sua verdadeira continuação !!!

    quanto as naves serem construidas em Terra , uau como a explicação é fácil, nesse periódo a federaçã tá em expansão na galáxia, na sua maior fase, um império se consolidado, haja docas pra construir tantas naves ! então se constroi em orbita, em orbita de marte, solo de marte, e p q não em solo na terra ? nossa é necessário indústria pesada pra manter uma gigantesca frota federada, a tecnoilogia ´e a mesma, só muda a logistica !!!

    se a Enterprise não pode aguentar a gravidade 1.0 da terra, como pode aguentar a gravidade do sol ! na viagem no tempo naquele epis de TOS ??? Alôooo????

    Abs.

  21. ^19: Aguarde para breve, Jack Bauer NÃO CONSEGUINDO resolver um problema em 24 horas e retornando no tempo algumas horas para completar a missão.

  22. Nada tenho contra viagens temporais, mas esta linha narra o encontro da tripulação, narração esta, influenciada pela interferencia do Nero.
    Não é o que realmente aconteceu antes de TOS.

    O segundo filme da série poderia contar a aventura do encontro dentro da linha original do tempo.
    Algo como “relembrando o passado”.

    Memórias de Spock, talvez…

    Afinal, Star Trek sempre deu partida mesmo no segundo piloto/filme.

  23. Acho que eles estavam dando respostas muito decoradas. Estavam dizendo coisas para proteger o seu filme tanto para atrair os fãs quanto aos não fãs.
    Sobre as diferenças de ST e SW eles nunca falariam que misturaram as franquias.
    Sobre as batalhas eu fiquei muito decepcionado. Em primeiro eles disseram que uma criança de 12 anos precisava entender as batalhas, e por isso elas tinham que ser simplificadas. E que SW tinha batalhas extremamente básicas e sem veracidade por que é infantil. Para mim isso é dizer que o filme é para crianças, que usar estratégia realista (dentro do contexto tecnológico criado para o filme) não é desnecessário.
    Se for analisar todas as batalhas, combates e duelos de SW Clone Wars (a série digital) e ter mais de 15 anos vai dizer que qualquer amigo deles tomaria decisões muito mais inteligentes.
    Agora dizer que a Edselprise vai ser construida na terra por que as mudanças temporais de Nero modificaram a estratégia da frota é ridiculo, isso só aconteceu por que a cena seria legal. As disculpas só vieram por que isso caiu na boca da turma do contra. Que falo cada vez mais parte.
    Sinceramente acho que o filme não vai atrair muitos fãs novos e vai provocar a reação negativa dos fãs. E nem me venham dizer que o egundo filme já está encomendado por que já vi varias “franquias prometidas” de um filme só. E nem me venham chamar de Xiíta por que não estou vendo nada de unanimidade em nada desse filme, ou seja, tem gente que gosta apenas algumas das mudanças, mas sempre tem gente que não gosta de nada.
    Portanto acho impossível que o filme faça sucesso, ainda bem, por que se for só razuavel teremos mudanças de novo, e quanto maior for o número de mudanças, maior a chance deles acertarem. Mas concordo que acho horrivel a situação se o filme for ruim, mas infelismente acho essa possibilidade muito plausivel.

  24. Post 23, você já soube da recepção de Watchmen? eu gostei muito, mas para o grande público foi uma decepção, e por que? porque além de confuso (pra eles) é lento, não tem ação!!!!

    O que os caras quizeram dizer é que SW é combates aereos (passa no History channel) e Jornada como era, está mais para Caçada ao outubro vermelho.
    Ambos podem ser inteligentes, um não exclui o outro, mas eu prefiro ver um F14 Tomcat em ação, como em Top Gun.

    Ter a Jeri Ryan em Voyager era como ter uma Jena Jameson em cada episódio. B&B sabem das coisas, a mulher tinha mais curvas que a serra do rio do rastro, era uma boazuda enxuta!

    Eu acho que tecnobaboseira é indispensável para o gênero, portanto como falar da construção da Enterprise , de velocidade de dobra, phaser, buracos negros, sem entrar nesses assuntos?

    Battlestar Galáctica quis fugir tanto desses assuntos, (quis ser tão diferente), que quase foi parar na Terra Média. Starbuck anjo que o diga.

    Sobre a construção da nave, eu acho perfeitamente lógico. Se a tecnologia da época permitia construir uma nave no espaço ou no solo, por que todo o trabalho de levar equipamentos e pessoal para o espaço? Por que trabalhar em gravidade zero em vez do nosso ambiente? Não vi o episódio de Enterprise, mas é mencionado o motivo da construção da NX-01 no espaço? Como Enterprise é antes de TOS, pode ser que simplesmente na época era mais vantajoso a construção no espaço.

    Por outro lado… tem aquela cena épica no final de Ataque do clones, com os destróiers levantando vôo rsssss que cáspita, mesmo sem ser minha intenção, (não estou procurando cifre em cabeça de cavalo, Rodrigo Bruno), sempre tem algo semelhante com a franquia rival.

  25. Se vocês repararam nas imagens onde Kirk se apresenta a Mc Coy, pouco depois eles estão olhando uma janela. É muito provável que a cena reflete a mesma cena de ST III, quando Mc Coy e o rebaixado capitão Kirk olham pela janela e vê a nova Enterprise surgindo por trás da Excelsior.

    Portanto, eu creio que a Enterprise vai ser construída em solo, vai ser rebocada para órbita e vai ter o polimento no casco nas instalações orbitais. Isso seria plausível com o sacro-santo-todo-poderoso-salve-salve-canon.

  26. A única justificativa plausível para construção da Enterprise em solo é a presença de uma nave hostil no quadrante, incapaz de ser identificada por qualquer nave da Federação.
    Isso poderia ser muito bem justificável através da nave de Nero que pelo que até agora se sabe, fez um grande estrago com a frota Klingon no século 24 e no século 23 com a Kelvin e vai lá saber com o que mais.
    Qualquer outra explicação dada pela “Suprema Corte” é violação do canôn, visto o que fora apresentado no seriado ENTERPRISE, seriado este confirmado como canônico pela alegações neste filme a respeito do cachorro de Archer.
    😉

  27. POST 19: Putz! Eu acompanho 24 Horas e vi aquilo! Estava bebericando uma “cervejinha malzebier” genérica quando esta vendo a cena e quase cuspi de volta em cima do meu monitor 22″ ( tipo desenho animado ).
    Mas gente, acho que a desculpa da tal cena é não só pelo apelo visual com o jovem Kirk mas também para servir de MERCHAN para os escritórios de recrutamento da Frota Estelar ( rsrsrs… ). Tipo uma imagem vale por mil palavras para impressionar os candidatos nos Escritórios de Recrutamento da Frota

  28. Minha política é: uma obra prima é algo que, sempre que a vemos de novo, descobrimos nela algo de novo. Geralmente, surpreendente.

    Outras coisas vemos duas vezes: uma para descobrirmos que não é obra prima, e outra como pura diversão, passa-tempo.

    O resto só se vê uma vez e depois, lixo.

    Star Trek TOS é obra prima. Tem seus defeitos e obsolecências, mas nenhuma outra série de Sci-Fi se lhe igualou. E, na época, foi uma revolução de conceitos em Sci-Fi E em narrativa dramática. É só lembrar da contemporânea Perdidos no Espaço, para vermos o quanto Star Trek TOS era Sci-Fi e avançada ao lidar com questões como preconceito racial, ideológico, etc.

    Esse novo filme, por conseguinte, é lixo. Nada tem a acrescentar, e desconfio que para nós fãs de Star Trek TOS, não vai servir nem para diversão. A gente vê uma vez só para os diretores ganharem uma bilheteria suficiente, depois esquece.

    P.ex.: construir a Enterprise no solo é um absurdo, uma vez que a própria Estação Espacial Internacional atual foi – e ainda está – sendo montada no espaço… Ora, construir a Enterprise no espaço seria mesmice PARA QUEM NÃO CONHECE OU NUNCA ENTENDEU o universo de Star Trek TOS, e provocaria o efeito de “pow, mas isso a NASA já faz!”. Ou seja, essa polêmica sobre a construção em solo é só pra gerar impacto visual, os diretores do filme sabem muito bem disso…

    Eu acho que o primeiro movie de Star Trek no cinema já foi suficiente pra mostrar as dificuldades de se levar um seriado de TV para o telão, principalmente sendo Sci-Fi. Não precisávamos de outro Tour-de-Force para explicar o que 40 anos de seriados e filmes já fizeram – ou desfizeram.

    Haja vista os absurdos de um gênio como o Spielberg, com as idiotices de Transformers e, muito pior que isso, Guerra dos Mundos. Obs: isso sim é uma obra prima absoluta, o LIVRO Guerra dos Mundos.

    Tubarão é uma obra de arte, Transformers é lixo. Isso, pra citar só um diretor-produtor… e para citar uma época (esses nossos primeiros anos do século XXI) onde a revisitação de temas (Homem-aranha, Hulk, etc.) é pura falta de idéias de uma indústria “making money machine” como a indústria de hit-movies atual.

    Eu entendo que os caras da entrevista são feras em sua arte. Porém, o comentário simplista sobre batalhas navais revelou a verdadeira intenção deles: ganhar dinheiro. Eu explico: se analisarmos as batalhas em Star Trek TOS, veremos que a ação e os efeitos especiais são secundários. O que vale ali é a tensão psicológica, que é por sinal excelente na série: faz o espectador ficar totalmente ligado no roteiro. Ora, se os caras acham que um garoto de dez anos pode fazer melhor, é somente por um motivo: o roteiro deles não é capaz de manter essa tensão, e por conseguinte não tem densidade. Daí, é um passo para estamos dentro de filmes no estilo parque-de-diversões, como por exemplo, os filmes do Swargeneger.

    Mais ou menos como comparar o original A Última Esperança da Terra com o derivado Eu Sou A Lenda.

    Eu só espero uma coisa. Que esse Star Trek seja uma grande homenagem, com respeito e humildade, à série original. Mais não posso esperar.

    PS: há uma publicação (estou sem saco de ir no armário e conferir a editora) traduzida para o português inclusive, que conta a história completa de Kobayashi Maru. Kirk não é o único a fazer o teste. E Kirk trapaceia, sim, e por um motivo totalmente coerente com tudo que é legítimo na série. Quando arguído sobre o porque de ter alterado a programação original do computador, ele diz explicitamente: “não acredito em situação sem solução”.

    Kirk não joga batalha naval. Ele joga poquer com a Morte, e ainda tem a coragem de blefar. Esta frase do Kobayash Maru é praticamente o lema de Star Trek. Duvido que encontremos algo parecido no novo filme.

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