Essa discussão contem SPOILERS do nono episódio da série, “Terra Firma, Parte 1”.
O tema central da terceira temporada de Star Trek: Discovery é, sem dúvida, a catástrofe cósmica conhecida como “The Burn” (“a queima”), que levou a escassez do dilíthium, ao posterior colapso da Federação e ao caos em várias partes da galáxia.
A “queima” aconteceu cerca de cem anos antes da chegada da nave Discovery ao século 32, quando o dilithium tornou-se instável repentinamente, resultando na perda da contenção de antimatéria, e destruição de muitas naves em dobra ativa. Antes da chegada da Discovery, toda a viagem em dobra com uso do cristal ficou prejudicada, assim como investigar o problema. Até aqui, tivemos poucas pistas para montar este grande quebra cabeças. Seria possível teorizar possibilidades?
O TB ao VIVO: Star Trek: Discovery – 3×08 – “The Sanctuary” trouxe uma boa discussão sobre o tema e teorias foram levantadas.
Antes de apresentarmos a teoria do TB, vamos primeiro dar uma olhada no que sabemos, de fato.
Uma investigação feita em algumas caixas pretas que restaram da época do evento acabou por provar que a destruição das naves não ocorreu em todos os lugares simultaneamente, mas de um ponto de origem específico – a nebulosa Verubin.
Um sinal de socorro da Federação foi captado vindo da nebulosa. Esse sinal foi distorcido pela interferência magnética da nebulosa e se tornou a base de uma melodia ouvida em várias partes da galáxia. A origem do sinal é de uma nave Kelpiana, a KSF Khi’eth, encarregada de investigar um depósito de dilithium no mesmo lugar onde a queima começou. A mensagem tem mais de um século e deve ser anterior a queima.
A conexão proposta no TB ao Vivo (pelo Salvador Nogueira) em relação a queima seria através do Short Trek: Calypso. E se a Discovery fosse a responsável pelo sinal que causou queima?
Lançado em 2018, “Calypso” é aparentemente ambientado mil anos depois que a tripulação da USS Discovery (sem o A) havia abandonado sua nave e deixado à deriva no espaço profundo.
Após o episódio “Scavengers”, em que a nave aparece, pela primeira vez com a letra A sofrendo um refit, os produtores tuitaram uma mensagem sobre Calypso.
Discovering a strange new ship. Stream Star Trek: #ShortTreks "Calypso" on @CBSAllAccess. pic.twitter.com/kh1n03k7v7
— Star Trek on CBS All Access (@startrekcbs) November 21, 2020
A aposta seria: Durante a passagem pelo buraco de minhoca temporal, uma Discovery duplicada emergiu em outro lugar do século 23, a nebulosa Verubin. A tripulação duplicada encontra um jeito de deixar a nave (ou morre tentando), mas com instrução da mesma ficar na nebulosa como visto em Calypso. Com o passar do tempo a inteligência artificial da nave se interliga com a esfera, transformando-se em Zora. Assim, ela encontra Craft. E sua solidão pela saída de Craft faz com que Zora emita um sinal para atrair alguém, uma transmissão sub espacial que estaria desestabilizando o cristal de dilithium.
Talvez Craft estivesse trabalhando para a Corrente Esmeralda e caiu na nebulosa, o que encaixa na sua guerra contra V’draysh. O personagem Zareh usou o termo V’draysh se referindo a Frota Estelar no episódio “Far From Home“.
Quem sabe, poderia ser até uma solução para Georgiou voltar a Seção 31. Se a tripulação consegue deixar a nave, Georgiou também conseguiria. A não ser que haja uma conclusão já no próximo episódio, através do portal em Dannus V.
O fato do sinal vindo da nebulosa não ser da Discovery e sim da nave Kelpiana, não descarta a possibilidade da própria Discovery de Zora ter transmitido ou alterado o sinal para se tornar uma música e atrair como na Odisséia de Homero, onde a ninfa Calypso canta para atrair Ulisses a ilha. Durante a apresentação do Short Trek, Michael Chabon revela que o episódio é uma referência a obra de Homero.
O que você acha desta teoria? Só os próximos episódios poderão confirmar ou não.
Se você tem alguma outra ideia sobre a origem da “queima” ponha aqui.
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