A Paramount anunciou recentemente o leilão de peças de cenários e figurinos das últimas séries produzidas em Toronto, no Canadá — uma notícia que deixou os fãs apreensivos quanto ao futuro da franquia, especialmente em um ano tão simbólico: o de seu 60º aniversário
Ainda assim, as declarações do CEO David Ellison na divulgação dos resultados do primeiro trimestre de 2026 indicam que Star Trek segue nos planos da nova Paramount que ele quer consolidar.
A Paramount divulgou seus resultados financeiros nesta segunda e os números foram melhores do que o mercado financeiro esperava. A receita total atingiu 7,35 bilhões de dólares, alta de 2% em relação ao ano anterior. O grande motor foi o streaming, que cresceu 11% e chegou a 2,4 bilhões, com o Paramount+ adicionando 700 mil assinantes. Embora o comunicado oficial tenha destacado sucessos como as produções de Taylor Sheridan e o filme Pânico 7, foi na teleconferência com investidores que Ellison mencionou explicitamente Star Trek. Ao falar sobre o futuro do streaming, ele listou novas temporadas de várias séries para 2026, incluindo a franquia:
Para atingirmos nossos objetivos no streaming, precisamos investir, obviamente, em mais conteúdo na plataforma. Se você observar o que está por vir em 2026, verá que teremos novas temporadas de The Agency , Star Trek , Lioness , MobLand e Tulsa King . Dutton Ranch estreia neste verão, e Frisco King, de Taylor Sheridan.
Atualmente, franquia tem pela frente uma quarta temporada de Strange New Worlds (que chega em 23 de julho), e em 2027 terá sua quinta e última temporada, além de uma segunda e derradeira temporada de Starfleet Academy. Mas não há aceno do estúdio quanto as novas produções.
Quanto a produção cinematográfica, a Paramount confirmou que um novo filme de Star Trek está em desenvolvimento, mas os detalhes ainda são escassos. Até o momento, o projeto está nas mãos da dupla de roteiristas Jonathan Goldstein e John Francis Daley, conhecidos por Homem-Aranha: De Volta ao Lar e Dungeons & Dragons: Honor Among Thieves. Segundo o noticiário, o longa terá uma nova história independente, sem conexão com a linha do tempo Kelvin ou com as séries de TV atuais. Elenco, título e data de estreia seguem desconhecidos, e o estágio exato do desenvolvimento não foi revelado.
Quando questionado sobre a meta de lançar 30 filmes por ano após a conclusão da aquisição da Warner Bros. Discovery (prevista para o final do terceiro trimestre de 2026), Ellison voltou a citar Star Trek espontaneamente. Ele elencou as franquias que as duas empresas reunirão: Harry Potter, Top Gun, Star Trek, Game of Thrones e Yellowstone, chamando o conjunto de um “motor de conteúdo criativo incrivelmente empolgante”. A menção não foi casual. Em março, Ellison já havia sinalizado que Star Trek está entre as propriedades mais valiosas da companhia combinada, que deve ultrapassar 200 milhões de assinantes globais.
Uma peça importante, porém, ainda está por definir: o futuro de Alex Kurtzman, produtor responsável por conduzir Star Trek no streaming ao longo da última década, segue sem resposta oficial. Quem comandará a franquia daqui para frente é uma questão em aberto.
Mesmo assim, o cenário geral é mais promissor do que os rumores sobre o leilão de cenários faziam parecer. Aos 60 anos, Star Trek não é vista como uma relíquia do passado, mas como um ativo estratégico no tabuleiro da Paramount Skydance.
Fonte: TrekMovie
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