Produtores explicam a escolha de Starfleet Academy ambientada no século 32

A nova série Star Trek: Starfleet Academy, que estreia em 15 de janeiro de 2026 no Paramount+, poderia ter sido ambientada no século 25, logo após os eventos de Star Trek: Picard ou conectando-se diretamente com as séries do século 24. No entanto, os produtores optaram por um futuro mais distante: o século 32, logo após o fim de Star Trek: Discovery. Em entrevista à revista SFX, os produtores executivos Alex Kurtzman e Noga Landau revelaram os motivos por trás dessa decisão, enfatizando o foco em cima do público jovem e de temas atuais.

A ideia de uma série ambientada na Academia não é nova. Após o fracasso de Star Trek V: The Final Frontier, a Paramount desenvolveu um roteiro chamado The Academy Years/The First Adventure, que contaria a origem de Kirk e Spock como rivais na faculdade. O projeto foi arquivado em favor de Star Trek VI: The Undiscovered Country, mas sobreviveu em romances, videogames e chegando a ser tema no filme do universo alternativo de J.J. Abrams, Star Trek 2009. Agora, a série Starfleet Academy preenche essa lacuna na histórica da franquia, como explica Kurtzman.

Em todos os outros programas de Star Trek, a tripulação já sabe quem eles são. Eles já passaram pela Academia e tomaram decisões sobre suas carreiras. Mas esses cadetes ainda estão descobrindo isso, passando por uma notável jornada de autodescoberta ao longo dos quatro anos – como qualquer estudante universitário.

Ambientada no século 32, logo após os eventos de Discovery, a série acompanha os primeiros anos da reconstrução da Frota Estelar pós-“Queima” – a catástrofe que impediu viagens em dobra por 120 anos. A Federação é revitalizada e reabre a Academia em seu campus clássico. A co-showrunner Noga Landau destaca a inovação:

Nunca fomos tão longe no futuro em Star Trek, o que nos permite criar e revisitar quase 1.000 anos de história, celebrá-la e desvendá-la. Os cadetes refletem um mundo pós-crise: um garoto arrogante criado em uma nave de sucata, um Klingon pacifista aspirante a médico, uma holográfica “photônica” de apenas quatro meses (apesar da aparência adolescente), além de jovens de campos de refugiados ou de planetas privilegiados com dilítio raro. Eles não cresceram em abundância e paz, mas em desespero.

Kurtzman completa:

Star Trek sempre foi um espelho que reflete o momento em que cada série é produzida. A Federação está tentando retornar às suas raízes e abraçar seus princípios fundamentais, mas o momento que estamos vivendo agora é um mundo de jovens que herdam muitos danos e muito caos, e cabe a eles descobrir como construir um futuro melhor a partir disso. Então, nos pareceu que, se ambientássemos a Academia da Frota Estelar nos tempos áureos da Federação, seria uma fantasia encantadora, mas não refletiria realmente o que os jovens estão vivenciando agora. Pareceu-nos muito oportuno e relevante ambientá-la no século 32

A nova Academia da Frota conta com retornos de personagens já conhecidos da franquia: Robert Picardo como o Doutor Holográfico de Voyager, Tig Notaro como Jett Reno, Mary Wiseman como Sylvia Tilly e Oded Fehr como Almirante Vance de Discovery. Kurtzman enfatiza que os retornos tem propósito narrativo:

Eu amo nossos atores de Discovery, mas quando você traz de volta um personagem amado, tem que haver uma razão específica na narrativa. Não pode ser apenas fan service.

Kurtzman otimista sobre o futuro da franquia

Com a estreia de Star Trek: Starfleet Academy, Alex Kurtzman alcança a marca de sete séries live-action, animadas ou audiodramas lançadas sob sua supervisão como produtor executivo (com Discovery, Picard, Lower Decks, Prodigy, Strange New Worlds e Khan), além de um telefilme, Seção 31, e duas séries de curtas, Short Treks e Very Short Treks (a infantil Scouts, para o YouTube, é a única que não tem ligação com ele desde a volta da franquia à TV, em 2017). Questionado sobre o que vem pela frente, Kurtzman evitou entrar em detalhes, mas deixou transparecer um clima de otimismo em relação ao futuro de Star Trek:

O objetivo, ao longo do tempo, é desenvolver séries diferentes para públicos distintos, partindo do princípio de que cada uma delas pode funcionar como uma porta de entrada para o universo de Star Trek. Essa abordagem é especialmente positiva, pois transforma a franquia em uma fonte praticamente ilimitada de histórias.

Mantendo o mistério no ar, Kurtzman concluiu:

Há muitas coisas interessantes em desenvolvimento neste momento, mas não vou dizer mais nada.

Premiere no Museu Americano de História Natural

Ontem, a série ganhou uma grande pré-estreia mundial no Museu Americano de História Natural, em Nova York. O evento reuniu elenco, produtores e convidados especiais em um local que combina ciência, história e exploração. A apresentadora foi a atriz Celia Rose Gooding, conhecida por interpretar Nyota Uhura em Star Trek: Strange New Worlds. Ela conduziu entrevistas exclusivas com os convidados.

O evento teve também a presença de convidados especiais como Kate Mulgrew (capitã Janeway de Voyager), Melissa Navia (tenente Ortega) de Strange New Worlds, David Ajala (Booker) de Discovery e Tawny Newsome de Lower Decks.

Também estiveram presentes  Chris Parnell, vice-presidente executivo da Paramount+ Originals e Jane Wiseman, vice-presidente executiva e chefe de originais da Paramount.

Novo vídeo

O Paramount+ divulgou nesta semana um vídeo promocional inédito intitulado “Carregue o Legado e Crie o Futuro que começa a introduzir o público à nova série dentro do universo de Star Trek, buscando inspiração em alguns dos heróis mais lendários da Frota Estelar.

Star Trek: Starfleet Academy estreia dia 15 de janeiro pelo Paramount+, com dois episódios. A primeira temporada terá dez episódios.

Fonte: TrekMovie e SFX

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