Starfleet Academy equilibra romance e construção de mundo e acerta em “Beta Test”
Sinopse
Data estelar: desconhecida
Na abertura do ano letivo, a capitão Nahla Ake, em seu discurso inaugural na Academia, fala aos cadetes e enfatiza que a reconstrução da Federação após a Queima depende de pequenas ações individuais que, juntas, sustentam algo maior, comparando esse processo à confecção de uma tapeçaria. As aulas na Academia começam de vez, incluindo a aula de xenobiologia, com o Doutor, e a aula de mecânica temporal, com Jett Reno, engenheira da Frota Estelar do século 23 deslocada no tempo.
Caleb Mir descobre então que seu colega de quarto será seu rival, Darem Reymi, o que o leva a pedir à chanceler Ake uma mudança de alojamento. O pedido é negado, e ela explica que a Academia não evita conflitos interpessoais, pois eles fazem parte do processo formativo. Em seguida, chega ao campus da Academia uma delegação oficial de Betazed, planeta que deixou a Federação após a Queima e se isolou por meio de uma barreira psíquica. A visita tem como objetivo discutir o retorno do planeta à Federação. Apesar do voto contrário da Escola de Guerra, Ake decide que os cadetes participarão como anfitriões do encontro.
Na aula de Jett Reno, Caleb confronta a professora, e um recipiente contendo um organismo de muco é acidentalmente derramado sobre ele, exigindo um procedimento imediato de descontaminação conduzido por um holograma — uma cena constrangedora. Em razão disso, Caleb tenta deixar o campus, e é interceptado por uma jovem betazoide. Eles começam a conversar, mas o clima é interrompido quando ambos são convocados para a reunião diplomática, momento em que se revela que a jovem é Tarima, filha do presidente de Betazed, Sadal. Durante o encontro oficial, Sadal se mostra absolutamente rígido diante das tentativas do almirante Vance de negociar o retorno de Betazed à Federação.
Encerrada a reunião inicial, Tarima pede um tour pela Academia e escolhe Caleb como guia. Ele tenta usar a situação a seu favor e negocia com Ake acesso ao laboratório de cartografia estelar, para continuar a busca por sua mãe. Ake concorda, mas tenta fazê-lo entender que as decisões tomadas naquele contexto terão impacto direto sobre vidas e sobre o futuro da Federação.
Caleb e Tarima fazem o tour juntos e, à medida que o passeio se estende, vão ficando mais próximos. Durante a conversa, Caleb compartilha sua busca pela mãe. Para ajudar, Tarima fornece mapas estelares confidenciais de Betazed, permitindo que Caleb identifique a localização de Goja V, um asteroide oculto atrás da barreira psíquica do planeta, onde supostamente estaria sua mãe.
Caleb leva Tarima a um aquário subterrâneo da Academia, onde ela conhece uma baleia-jubarte grávida. Os dois se abrem um para o outro e desabafam sobre o sentimento de estarem presos a estruturas que limitam suas escolhas. O momento é interrompido pela chegada do presidente Sadal, acompanhado por Vance e Ake. Sadal percebe a proximidade entre os dois e não gosta da cena — repreende Caleb por conduta imprudente e desrespeitosa. Ake também o recrimina e afirma que a missão diplomática não pode ser conduzida em função de interesses pessoais.
À noite, uma recepção diplomática é realizada, com direito a música operística cantada pelo Doutor. O ambiente é muito tenso entre as partes. Caleb tenta se aproximar novamente de Tarima, mas o encontro se torna briga quando ela questiona suas motivações, acreditando que Caleb a estava usando para encontrar a mãe. No encontro diplomático seguinte, o embate entre Sadal e Ake se intensifica, levando o presidente betazoide a anunciar sua saída das negociações sem acordo. Após o impasse, Ake e Caleb conversam sobre o fracasso, e ela tem um lampejo que a faz formular uma nova proposta. Ela pede que Caleb convença Tarima a interceder junto ao pai, abrindo espaço para uma última reunião. Nela, Ake propõe que a nova sede do governo da Federação seja estabelecida em Betazed, em vez de voltar a Paris, simbolizando uma nova era de reconstrução conjunta. A proposta altera a posição de Sadal, que aceita retornar à Federação. Ake informa a Caleb que a Frota Estelar investigou Goja V e obteve uma pista concreta sobre o paradeiro de sua mãe. Com a reintegração de Betazed, Tarima decide ingressar na Frota Estelar, optando pela Escola de Guerra, enquanto seu irmão vai para a Academia e passa a dividir o alojamento com Caleb e Darem Reymi.
Comentários
Starfleet Academy dá sua segunda carta com “Beta Test”, um episódio menos preocupado em apresentar sua premissa e mais interessado em testar, na prática, se sua proposta se sustenta além do encantamento inicial. O equilíbrio entre o teen e o Trek, principal desafio dessa série, é feito de forma brilhante aqui. O episódio consegue sincronizar um acordo político de alta tensão com um romance teen de forma muito orgânica, sem nunca parecer que estão enfiando um elefante num fusca.
O episódio consegue ser autocontido, o que é um baita de um elogio. Mesmo tratando de um tema de suma importância para o universo, ele nunca parece maior do que deveria ser, porque olha para os personagens com mais calma, e com um olhar mais atento para a vida comum, para o prosaico, para as pequenas fricções dos jovens. O cara que não quer dividir o quarto, a nova moça do pedaço, o episódio condensa tudo isso, mesmo quando discute temas geopolíticos.
Holly Hunter segue sendo a dona da série, absolutamente dominante em cena, mas agora com uma paleta de ações ainda mais ampla. A capitão Ake é cheia de nuances, de peculiaridades (como andar descalça!). e é absolutamente original. Ake não lembra nenhum outro capitão de Jornada, o que, para uma franquia de 60 anos, é um feito a ser muito festejado e aplaudido. Existe nela algo que foge completamente do arquétipo tradicional de capitão da Frota Estelar. Ela não lidera só para comandar, ela lidera para cuidar, para escutar, e com uma convicção quase teimosa de tirar o melhor das pessoas. Não olha para a tripulação só para o fim da missão designada da semana, mas com a meta de justamente olhar para as pessoas e extrair o melhor delas. Essa dualidade entre a líder forte e a educadora, entre a capitão que confronta e a capitão que anda de pés descalços na Academia, é o que faz Ake se destacar tanto. Holly Hunter entende isso com precisão rara, além de parecer estar totalmente à vontade no papel, curtindo fazer, se divertindo e, por consequência, divertindo a todos nós. Talvez a capitão Ake seja o grande acerto da série nesses dois primeiros episódios.
Caleb também vive na dicotomia e na sua busca por equilíbrio. Ele continua obcecado por rastrear o paradeiro da mãe, colocando essa busca acima de sua vida como cadete. Essa insistência começa a gerar atritos reais com a Academia e com quem não compra sua rebeldia como virtude. Porém, a série nunca passa a mão na cabeça dele, o que às vezes é um erro comum em séries e filmes do tipo. Caleb não é o rebelde genial que sempre tem razão. Ele é um jovem muito ferido, muito inteligente e talentoso, mas ainda bem imaturo, e o roteiro não se esquiva de colocá-lo em seu devido lugar quando necessário.
Sua relação com a Tamira é totalmente baseada nos clichês mais tradicionais de comédias românticas, ou seja, o começo doce, idealizado, paixão à primeira vista, como manda o manual do gênero. Para Caleb, fechado e desconfiado, Tamira surge como alguém que finalmente o entende, que o permite baixar a guarda. Mas, como em toda boa comédia romântica, a aproximação inicial logo dá lugar a cizânia. Eles brigam por qualquer bobagem, e depois voltam a se reaproximar, fechando o ciclo clássico: aproximação, ruptura e reaproximação. A série acerta ao não concluir esse arco de forma plena ou resolutiva. Não há declaração grandiosa nem solução final para a relação; pelo contrário, ela fica em aberto, ainda mais com a escolha de Tamira pela Escola de Guerra.
Um olhar mais crítico diria que Star Trek está enveredando demais pelos clichês românticos típicos de séries juvenis, e que estaria fazendo um Malhação in Space, mas essa leitura ignora o aspecto central da proposta, que é realmente encarnar as atrações juvenis dentro do universo de Star Trek. E isso jamais isso suaviza o episódio, pelo contrário, serve para tensioná-lo, lembrando que a Frota Estelar sempre foi um espaço onde emoções humanas coexistem, nem sempre de forma confortável, com dever, hierarquia e responsabilidade. Riker e Troi, Picard e Crusher, Worf e Dax, Odo e Kira, sempre houve um bocado de romance em Jornada, e sempre serviu para tensionar a trama, nunca para pôr açúcar.
Outro tensionamento interessante é a rivalidade entre a Academia e a Escola de Guerra, que começa a ganhar forma aqui, com ambas dividindo o mesmo campus. Existe um contraste claro entre o idealismo da Frota e o pragmatismo militar, e é um tensionamento que acontece em todos os níveis, inclusive entre o chanceler da Escola de Guerra e a chanceler Ake, que comandam as duas instituições e discordam sobre os métodos e formas um do outro. A série parece bem interessada em usar esse embate como metáfora para discutir quais valores a Frota Estelar realmente tem, após décadas de discussão entre os fãs sobre o militarismo, em falta ou excesso, na Frota, principalmente em um contexto de reconstrução, após décadas em modo de sobrevivência. Embora essa dinâmica ainda seja apresentada de maneira, admitamos, um pouco caricata, especialmente na figura da Escola de Guerra, o conceito tem força e dialoga bem com debates históricos da própria franquia, e também com os temas atuais que ocupam o noticiário.
Outra óbvia referência contemporânea é a questão dos muros, e é onde mora a metáfora social mais potente do episódio. O muro que cerca o planeta conversa muito com os temas que afligem o mundo de hoje, porém o episódio é inteligente ao não tratar esse isolamento como egoísmo e muito menos tenta parecer panfletário. Betazed não é apresentado como vilão. Pelo contrário, o discurso político que permeia as negociações deixa claro que o fechamento foi uma resposta ao trauma, à perda e à necessidade desesperada de autopreservação. O conflito e o drama, que conversam com muitos do mundo atual, estão justamente aí: até que ponto sobreviver justifica abandonar os valores que antes definiam aquela sociedade para se salvar. Tudo isso, no fim das contas, é muito Star Trek, que sempre usou seus episódios, com temas supostamente muito distantes da gente, para discutir dilemas éticos contemporâneos. Aqui, ele não apresenta resolução fácil nem dedo na cara, mas mostra que tempos difíceis provocam sociedades complexas.
As comparações com Harry Potter são inevitáveis e até admitidas pela produção. Há um campus dividido, as rivalidades das casas em Harry Potter aqui são da Academia com a Escola de Guerra, jovens em formação sendo classificados, testados e moldados para um universo muito maior do que eles. A aula do Doutor se assemelha demais às aulas de poções de Hogwarts, as noções de convivência dentro do campus também remetem à escola de bruxos, e Starfleet Academy acerta na mosca em todas essas semelhanças, que nunca parecem imitações. Qualquer série que se propõe a ser teen e é comparada com Harry Potter recebe, com certeza, um elogio.
Visualmente, o episódio é lindo. A Academia é grande, mas nunca parece impessoal, e o visual mais claro, em contraste com a escuridão da televisão contemporânea, dá uma sensação de esperança, o que é fundamental numa série que fala de jovens. A direção de Alex Kurtzman está particularmente afiada neste episódio, sobretudo nas cenas de Caleb e Tamira. Na primeira em que ela aparece, a cena é feita apresentando-a quase como uma personagem etérea, com a luz explodindo ao fundo, e o episódio todo brinca com os dois, com iluminação e composição de cores mais suaves, sempre baixando o ritmo dos encontros, sem nunca transformar a relação deles num frenesi. Isso é outro ponto a favor da direção. Apesar de a série ser voltada para o público jovem, a direção evita exageros estéticos típicos de séries teens. Não há cortes frenéticos, nem correria que às vezes parece mais um videoclipe do que um episódio, tentando artificialmente criar tensão. O episódio confia no roteiro que tem e na maturidade do público para acompanhar um ritmo mais cadenciado (cadenciado em comparação com séries teen do século 21, não é Ben-Hur).
No fim, “Beta Test” é um episódio brilhante, com quase nada que deponha contra. Ele acerta novamente no equilíbrio entre o teen e o Trek, conseguindo ao mesmo tempo nos apaixonar com um romance juvenil e nos fazer refletir sobre o que acontece quando uma civilização traumatizada precisa decidir entre se fechar atrás de muros ou reaprender a confiar. Em uma franquia que sempre nos disse que o futuro pode ser melhor, discutir muros, medo e reconstrução talvez seja a versão de Star Trek que precisamos hoje, ao mesmo tempo em que relaxamos curtindo romances adolescentes.
Avaliação




Citações
“Children are our ambassadors to now.”
(As crianças são nossos embaixadores para o presente.)
Capitão Nahla Ake para Kelrec, comandante da Escola de Guerra
“Being a cadet in Starfleet means being open to the people around you.”
(Ser cadete da Frota Estelar significa estar aberto às pessoas ao seu redor.)
Jett Reno para os estudantes
“Progress is the acceptance of identity, not the negation of it.”
(Progresso é a aceitação da identidade, não a negação dela.)
Almirante Charles Vance para o presidente de Betazed
Trivia
- Este episódio foi dirigido pelo co-showrunner Alex Kurtzman e escrito pela produtora executiva da série e co-showrunner Noga Landau, e pela roteirista de Picard Jane Maggs.
- Depois de abrir o primeiro episódio com a frase “o espaço, nossa fronteira final”, em seu monólogo inicial, a capitão Ake dá as boas-vindas aos alunos em um discurso no início, dizendo: “Audaciosamente indo aonde ninguém jamais esteve.”
- O segundo episódio é o primeiro a incluir a nova sequência de créditos da série, com trilha sonora principal do compositor Jeff Russo.
- Os robôs DOTs aparentemente têm nomes; Ake se dirige a Carl, Stanley e Larinda, dublados por Brian David Gilbert, Jeremy Culhane e Rekha Shankar.
- A Academia inclui pelo menos um estudante em cadeira de rodas.
- Ake toca a música dos anos 1930 “My Blue Heaven” em seu velho fonógrafo Victrola.
- Assim como a comandante Pelia em “The Sehlat Who Ate Its Tail”, de Strange New Worlds, a capitão Nahla Ake parece ser fã da banda Grateful Dead, pois tem, em seu escritório, cópias dos álbuns Aoxomoxoa e Wake of the Flood, além de uma réplica do pôster do show no Avalon Ballroom.
- O comandante da Escola de Guerra Kelrec é interpretado por Raoul Bhaneja, que tem uma banda: Raoul and the Big Time. No mês passado, Robert Picardo se juntou a ele no palco para cantar um dueto de “Blues in The Night”.
- Os uniformes da Escola de Guerra têm um emblema com um padrão camuflado discreto, realçando seu estilo militar, semelhante aos uniformes MACO de Enterprise.
- Há um jogo de xadrez com peças angulares de vidro/cristal nos aposentos dos cadetes Mir e Reymi. As peças são semelhantes às dos aposentos de Picard e cadetes da Base Estelar Earhart em “Tapestry” de A Nova Geração.
- As bandeiras na parede da ala Gideon S. Turner do Pavilhão James T. Kirk parecem indicar que o mascote da Escola de Guerra são os mugatos, um grande carnívoro com chifres semelhante a um macaco, nativo do planeta Neural, que tinha a “força de dez homens” e uma mordida venenosa para a maioria dos humanoides, vistos em “A Private Little War”, da Série Clássica, e em “Mugato, Gumato”, de Lower Decks.
- O mascote da Academia da Frota Estelar são os laplings, que foram vistos em “The Most Toys”, de A Nova Geração, como uma criatura pequena e indefesa e espécie em extinção na coleção de Kivas Fajo..
- O presidente de Betazed, Emerin Sadal, foi interpretado por Anthony Natale, que é surdo.
- Esta é a primeira apresentação da Língua Americana de Sinais (ASL- American Sign Language) na longa história da franquia Star Trek.
- Seu tradutor foi interpretado pelo dublador Piotr Michael, que dublou o computador da nave em Discovery, além de interpretar o embaixador Spock no jogo Star Trek: Resurgence.
- O emblema betazoide, que pode ser visto no broche do intérprete do presidente Emerin Sadal, foi apresentado pela primeira vez no primeiro episódio “Remembrance”, de Picard, em um dos troféus vistos nos arquivos quânticos de Jean-Luc.
- A cadete que corre de medo de Thok (Katie Nora Ready-Walters) foi creditada como “cadete aterrorizada”.
- Durante a cena do turboelevador, no início do episódio, podemos ver brevemente outra fonte de inspiração diária… e esta é do capitão Benjamin Lafayette Sisko. Ele diz essas palavras a Worf no final do episódio “Way of the Warrior”, de Deep Space Nine: “Fugir pode ajudar por um tempo, mas, mais cedo ou mais tarde, a dor vai te alcançar, e a única maneira de se livrar dela é permanecer firme e enfrentá-la.”
- Quando Ake, Thok e o Doutor saem do turboelevador, o exocomp vermelho, chamado de Cesta de Amêndoas (Almond Basket) diz “Ok, tchau!” com uma voz feminina exatamente igual à da Cesta de Amendoim (Peanut Hamper) de Lower Decks, pois os dois são dublados por Kether Donohue.
- A maquiagem ferengi da nova era, introduzida na quarta temporada de Discovery, retorna na forma de um cadete com listras vermelhas.
- A capitão Ake usava óculos em “Kids These Days” e agora vemos cadetes com óculos neste episódio.
- O seminário tático chuvoso de Thok acontece sob um pavilhão no Boothby Memorial Park. Boothby foi um humano que trabalhava como zelador-chefe na Academia da Frota Estelar em São Francisco, na Terra, durante o século 24. Foi visto em “The First Duty”, de A Nova Geração, e em “In the Flesh”, de Voyager.
- Os clubes e eventos do campus incluem a Associação de Cadetes Cardassianos, o Clube de Neurociência, algo chamado “Escape Starships”, o Clube de Ciências da Terra, a Sociedade de Filosofia, o Clube de Diplomacia da Federação Modelo e muito mais.
- A área de estar onde acontecem as negociações betazoides é chamada de Pavilhão Uhura.
- Em uma maravilhosa referência a Prodigy, um grande cadete brikar rochoso caminha pelo corredor logo após os créditos de abertura — com uma cor um pouco mais alaranjada, mas com o mesmo desenho da espécie de Rok-Tahk da série, vestindo o mesmo estilo de macacão. Esta é a primeira vez que uma espécie alienígena originária de Prodigy é vista em uma série live-action.
- Embora não seja uma coleção tão eclética quanto a de Pelia em Strange New Worlds, a longeva chanceler Ake tem muitas relíquias de seus séculos de vida no Quadrante Alfa.
- Tig Notaro reprisa seu papel como Jett Reno em algumas cenas inspiradas como instrutora do curso, incluindo um momento em que ela chama o jovem Caleb Mir com: “Sim, sim… você é um gênio que possui todo o sofrimento.”
- Ela pergunta a Caleb Mir: Qual é o nome desta cadete? O nome dela é Pickford, conforme revelado nas legendas do episódio anterior, “Kids These Days”, durante o ataque de Nus Braka.
- A Escola de Guerra é liderada pelo comandante Kelrec (Raoul Bhaneja), outro personagem recorrente que veremos mais vezes na série.
- Tarima tem uma joia em seu dente representando o Olho Sagrado de Naxia, concedido ritualmente à primeira filha da Primeira Casa quando ela atinge o Fluxo Lunar e se torna guardiã do Santo Hantel de Betazed. Parece muito descrição de Lwaxana Troi: filha da Quinta Casa, detentora do Cálice Sagrado de Rixx, herdeira dos Anéis Sagrados de Betazed, mas talvez até um pouco mais impressionante.
- O anúncio de Tarima de que uma das baleias-jubartes nas entranhas da Academia da Frota Estelar, conectada à Baía de São Francisco, está grávida é uma bela referência à declaração semelhante de Spock de que “Gracie está grávida”, em Jornada nas Estrelas IV: A Volta para Casa.
- O irmão solidário de Tarima, Ocam (Romeo Carere), está sempre à espreita durante grande parte do episódio, zelando por sua irmã e observando que Caleb “se sente seguro” com ela. Na cena final, ele se junta alegremente à Academia da Frota Estelar e passará a dividir o quarto com Mir e Reymi.
- Na recepção diplomática, Nahla Ake e o presidente Sadal de Betazed entram em uma discussão enquanto debatem as opções para que seu planeta volte a fazer parte da Federação. Isso acontece justamente quando o Doutor e sua parceira de dueto cantam “Jetzt, Schätzchen, jetzt sind wir allein”, da única ópera de Beethoven, Fidelio, no idioma original. A ária inclui a frase “Wann wirst du das Jawort mir geben?” (Quando você vai se casar comigo?) que termina sem conclusão, assim como o presidente Sadal interrompe as negociações e se retira.
- Quando Nahla Ake e o presidente Sadal de Betazed estão discutindo sobre seus queridos filhos. o Doutor (Robert Picardo) faz uma belíssima interpretação da famosa ária “Pa-Pa-Pa-Papagena” da ópera A Flauta Mágica (Die Zauberflöte) de Wolfgang Amadeus Mozart. Essa opera inclui as palavras “So liebe Kinderlein” (Oh, vocês, queridas criancinhas).
- Ele canta ao lado da talentosa cantora de ópera Jamie Groote, que foi maquiada com o incrível desenho de maquiagem “caranguejo-eremita” da alienígena Natalia, criado por Joel Harlow e visto originalmente em Star Trek Sem Fronteiras.
- Os figurinos de Gersha Phillips neste episódio são impecáveis, com destaque para os saltos com mola que desafiam a gravidade usados por Tarima quando a vemos pela primeira vez.
- “A maioria das pessoas quer progresso, mas não quer realmente mudar.” Talvez seja uma pequena dica para aqueles que relutam em aceitar o conceito da série Starfleet Academy.
Ficha Técnica
Escrito por Noga Landau e Jane Maggs
Dirigido por Alex Kurtzman
Exibido em 15 de janeiro de 2026
Título em português: “Teste Beta”
Elenco
Holly Hunter como Nahla Ake
Sandro Rosta como Caleb Mir
Karim Diané como Jay-Den Kraag
Kerrice Brooks como SAM
George Hawkins como Darem Reymi
Bella Shepard como Genesis Lythe
Zoë Steiner como Tarima Sadal
Oded Fehr como Charles Vance
Gina Yashere como Lura Thok
Brit Marling como computador principal (voz)
Stephen Colbert como reitor digital dos estudantes (voz)
Tig Notaro como Jett Reno
Robert Picardo como Doutor
Elenco convidado
Raoul Bhaneja como Kelrec
Anthony Natale como Emerin Sadal
Jamie Groote como a Diva
Romeo Carere como Ocam Sadal
Cecilia Lee como Ozolo
Tabitha Tao como holo-guia
Scott Yamamura como Tinn Valaak
Marcia Adolphe como intérprete
Piotr Michael como chip de voz do Presidente Sadal (voz)
Kether Donohue como Cesta de Amêndoas (voz)
Joseph Messina como Holloway
Raffa Virago como Pickford
Graham Nox como Oren
Scott Blachar como Sullivan
Katie Nora Ready-Walters como cadete aterrorizada
Ashley Poulin como cadete muito pequena
Scott Gemmel como turma de Darem
Mia Yaguchi-Chow como turma de Darem
Ritchie Lawrence como turma de Darem
Brian David Gilbert como DOT (voz)
Rekha Shankar como DOT (voz)
Jeremy Culhane como DOT (voz)
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Citações, Trivia, Ficha Técnica, Elenco e Elenco Convidado por Maria Lucia Rácz
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