SNW 4×04: A Case of Chiaroscuro

Suspense traz film noir com sabor clássico, mas joga verossimilhança pela janela

Sinopse

Data estelar: 2122.4

A sonda não-tripulada da Federação Angelo-I inadvertidamente entrou em espaço klingon, e Una, M’Benga e Uhura são despachados em uma nave auxiliar para tentar recuperá-la numa incursão secreta. A região tem uma peculiaridade. Em razão da inusual radiação da estrela do sistema Mat’aar, todos enxergam em preto e branco. A sonda é reprogramada e colocada em curso para um encontro com a Enterprise em espaço federado. A nave auxiliar, por outro lado, é bloqueada por um cruzador D-7 e se vê obrigada a pousar no planeta Mat’aar XII para se esconder dos klingons.

Um sistema de monitoramento planetário detecta a chegada da nave. O planeta está ocupado, e a solução é esconder a nave auxiliar e se misturar à população local. Um homem, Roman, aborda Una e a chama de “chefe”, como se a conhecesse, perguntando por onde andou, há dois dias sem contato. Ela decide assumir o papel. M’Benga e Uhura se apresentam como recrutas, e o homem os leva ao Quartel-General – um café. Há uma mulher que supostamente faz parte de uma resistência e resiste em entregar seu cúmplice. Una diz que vai interrogá-la. M’Benga e Uhura discutem privadamente a situação em que se encontram, e são observados por Roman, que está desconfiado.

Na Enterprise, Spock e La’An analisam a sonda Angelo-I e descobrem indícios de que ela foi manipulada e há dados apagados. La’An acredita que pode ter sido algo doloso, talvez até feito durante o teletransporte por alguém a bordo.

No planeta, a moça é interrogada por Una e dá a entender que jamais revelaria nada. Parece que a pessoa por quem Una está se passando também tem laços com a resistência à ocupação. A detida usa um dente falso com veneno para cometer suicídio e diz que tudo agora depende de Una, indicando uma frequência: 34,6 megahertz. E eis que chega no bar o líder da ocupação klingon, comandante Kor. M’Benga o conhece, um descendente direto de Kahless, o Inesquecível.

Kor confronta Una – aparentemente seu alter ego também é uma colaboradora dos klingons. Com a integrante da resistência morta, eles precisam de outro meio para descobrir o tal cúmplice. De volta às ruas, o trio da Frota Estelar tenta deixar a cidade, mas há um controle de passagem. Um rebelde é morto, e uma batida klingon exige identificação de Uhura. Ela é detida. M’Benga e Una evitam se envolver, para não serem capturados, e o barman do café, Ja’Lem, se aproxima deles, revelando também ser da resistência e um associado de Nevette – a pessoa com quem Una se parece. Ele diz que os encontrará mais tarde no café e os ajudará a libertar Uhura.

Interrogada por Kor, Uhura nega envolvimento com a resistência. Ele decide usar sua sonda mental para extrair a informação, mas tem pouco resultado. Enquanto isso, no café, a resistência trabalha secretamente para obter cartões de identificação klingons falsificados. É como eles pretendem libertar Uhura. O barman indica a Nevette onde deve estar o dela, em seu escritório.

Na Enterprise, La’An recruta a cadete A’Sha para ajudá-la com a investigação, o que leva à descoberta de que transmissões estão sendo enviadas e recebidas de forma clandestina. Acaba que o responsável é Scotty, que desenvolveu um método para monitorar a posição do cruzador D-7 com as transmissões. Mas isso não tem relação com o mistério da Angelo-I. La’An continua convencida de que há um espião a bordo e consulta Spock. O vulcano acredita que a hipótese não é suportada por evidências e que ela está mostrando comportamento paranoico.

Una e M’Benga chegam ao escritório de Nevette e encontram informações sobre o trabalho dela com a resistência, mas não entendem por que ela desapareceu. Eles encontram um chip com as plantas da instalação de munições e descobrem que o plano da resistência é se apoderar de um detonador e realizar um ataque de pulso eletromagnético que desativaria toda a tecnologia klingon no planeta. Por fim, encontram o cartão de identificação e o cadáver de Nevette – ela está morta.

De volta ao café, Una tenta entender tudo. Ela acredita que a frequência de 34,6 megahertz é a do detonador capaz de disparar o pulso eletromagnético. Mas onde está? Ele deve estar ainda na instalação de munições.

Após fracassar em extrair informações de Uhura com a sonda mental, Kor indica que o cartão de identificação dela foi verificado e ela está livre para sair. Ao se reencontrar com Una e M’Benga no café, ela revela que os klingons pretendem fazer uma ocupação militar total em 24 horas. M’Benga sugere que partam o mais breve possível. Os klingons liderados por Kor chegam ao café entoando uma canção, o que é rechaçado pelos locais, que executam uma música local. Kor fica furioso. E Una se convence de que precisa ajudar a resistência a executar seu plano.

Kor deseja brindar com Nevette e parece convencido da lealdade dela. Após se despedirem, Una retoma a busca pelo detonador e, com ajuda dos mapas encontrados no escritório de Nevette, o encontra. Mas, se ela passar com ele por qualquer ponto de checagem, será descoberta. Antes que pudesse se dedicar a essa missão suicida, ela é rendida por Roman. Ele sabe que ela é uma fraude, porque foi ele quem matou Nevette. 

Os dois entram em combate corpo a corpo. Ela o desarma e tem a chance de matá-lo, mas decide dar a ele uma chance, pedindo que se junte à resistência. Ele se recusa e foge, com a intenção de delatá-la aos klingons.

Na Enterprise, La’An vai à enfermaria e quer que Chapel a examine, julgando estar paranoica. Chapel então revela que foi ela quem adulterou os dados da Angelo-I, para esconder uma entrada não sancionada da nave médica USS Yang em espaço klingon, atendendo a um pedido de socorro. Chapel servira com a capitão da Yang e se dispôs a ajudá-la, evitando que a informação chegasse à Frota Estelar. A enfermeira pede segredo, e La’An oculta a manipulação de Pike.

Em Mat’aar XII, Roman vai a um ponto de checagem e quer delatar a suposta Nevette aos klingons. Ao atravessá-lo, ativa o detonador que estava inadvertidamente em seu bolso – colocado lá por Una durante a luta. Toda a tecnologia klingon, inclusive o cruzador D7 em órbita, parou de funcionar. Una instiga Ja’Lem a liderar a resistência a partir de agora, e ele promove uma evacuação em massa do planeta, possível graças ao apagão, enquanto o trio da Frota Estelar volta à Enterprise na nave auxiliar.

Comentários

“A Case of Chiaroscuro” é mais um exemplo nesta quarta temporada de como o desejo de realizar um determinado formato se sobrepõe a qualquer esforço de mantê-lo dentro dos limites permitidos pela suspensão da descrença tipicamente exigida em Star Trek.

A história em si não é ruim, e poderia ter dado origem a um ótimo episódio, ainda que extremamente derivativo de antigas jornadas, se não houvesse esse imperativo a cumprir: em primeiro lugar, estamos fazendo um film noir em preto e branco. Num distante segundo lugar, estamos contando uma história de Star Trek.

Só isso pode explicar a patética explicação pseudocientífica que justifica o segmento todo ser em preto e branco. Não existe mágica que a torne razoável e talvez tivesse sido mais prático e corajoso, se esse era o desejo, fazer o segmento inteiro sem cores e nem mencionar isso. Seria meramente uma escolha estética, não um ponto da trama.

Melhor ainda seria não ter feito em preto e branco. O fetiche, nesse caso, pouco agrega, e criar a primeira de uma série de conveniências que vão se empilhando no episódio e prejudicando sua maior apreciação.

A maior delas, sem dúvida alguma, é a coincidência brutal de Una ser a cara de Nevette, algo que os roteiristas tentam contornar ao “pendurar uma lanterna” no absurdo, com M’Benga justificando o injustificável para Uhura numa fala que faz uma rima invertida com o que McCoy dissera a Kirk em “Balance of Terror”, da Série Clássica. Em vez de enfatizar que somos todos únicos num universo de infinitas possibilidades, como no segmento original, aqui M’Benga sugere que o universo é tão infinito em possibilidades que é surpreendente que não encontremos mais duplos de nós pela vastidão do espaço.

É um exemplo de como os responsáveis pela série realmente conhecem Star Trek – e muitas vezes não sabem usar esse conhecimento em favor das histórias. Nesse caso em particular, é acima de tudo uma oportunidade perdida. A história se tornaria muito mais interessante se Una tivesse sido especificamente recrutada pela Frota Estelar para ir a Mat’aar XII para substituir a desaparecida Nevette e completar os planos da resistência para a evacuação do mundo ocupado pelos klingons de forma secreta, sem revelar o envolvimento federado. Ornaria bem com outros eventos que vimos no século 23 durante a Série Clássica, como em “The Enterprise Incident”, em que Kirk força a entrada da nave em espaço romulano para roubar um dispositivo de camuflagem.

Talvez tenha faltado coragem na produção de retratar a Frota Estelar e a Federação como entes menos que perfeitos, com rachaduras nas quais se pode inserir elementos como a nefasta (e ao mesmo tempo pragmática) Seção 31. Mas, convenhamos, esse barco já zarpou em 1968, e esse é o tipo de coragem que faria bem a série, em forte contraste com a forma mais usual (e fútil) de bravata demonstrada pelos roteiristas nas últimas duas temporadas, em sacanear o formato e os personagens pelo puro prazer de chocar ou, sendo mais gentil, de “expandir o envelope” de Star Trek.

É uma escolha tão óbvia, na verdade, que é difícil acreditar que a história não tenha começado assim, com a ideia de ter Una como uma infiltrada que sabe onde está entrando. Aí não precisaríamos explicar de onde eles tiraram os trajes locais, como descobriram o que vestir a bordo da nave auxiliar e como se comportar entre os nativos.

O problema (para os produtores) é que essa versão, mais limpa e lógica, dispensaria completamente a trama B, em que La’An investiga a adulteração da sonda Angelo-I como forma de expor mais uma vez a ideia já cansada de “há algo errado com ela, mas talvez não”, algo que foi martelado nos três episódios anteriores. Também dispensaria, de forma menos contornável, a necessidade de quaisquer cenas a bordo da Enterprise, o que por sua vez eliminaria a participação protocolar do resto do elenco.

E mais: como a produção estava 100% comprometida com o tal film noir, as cenas da trama B, fosse o que fosse, precisariam manter o tom e a tensão da trama A, impedindo o recurso usual de resolver essa demanda com elementos mais leves, como feito em muitos episódios em que duas tramas paralelas têm tons bem diferentes (algo já feito inclusive em Strange New Worlds). Para preservar a forma, acabamos com o que parece ser uma obra mal realizada de engenharia reversa.

E como o roteiro justifica tantas escolhas que contrariam a lógica? Marretando pseudodesenvolvimento de personagens. A autêntica Uhura precisa aprender a fingir ser quem não é, os acostumados à vida dupla M’Benga e Una precisam mais uma vez lançar mão de seus talentos, enquanto se questionam sobre as escolhas que fazem, e La’An precisa questionar se sua paranoia recente é traço de personalidade ou influência nefasta de uma genética aumentada despertada.

Nada disso é particularmente inspirado, e dá para dizer que teria sido mais interessante se o dilema de Una tivesse sido o contrário – se a Frota Estelar tivesse expressamente ordenado Una a interferir com aquela cultura, e ela questionasse a decisão, tivesse dúvidas, pensasse na Primeira Diretriz e todo aquele jazz que faz parte dos grandes dilemas de Star Trek, antes de tomar sua decisão final de explodir a ocupação klingon.

Lembremos que Kirk e Spock, em “Errand of Mercy” (segmento da Série Clássica cujo enredo claramente inspira este aqui, misturado ao premiado filme Casablanca, de 1942), foram a Orgânia (outro planeta prestes a ser ocupado pelos klingons) para atrair os organianos (aparentemente uma civilização pré-dobra) à Federação. Ao serem surpreendidos pela invasão klingon, eles também cometem atos de sabotagem. E o desfecho lá é um plot twist genial, cortesia de Gene L. Coon: os organianos se revelam seres superiores e impedem klingons e federados de iniciar uma guerra interestelar, enquanto Kirk e o comandante klingon demandavam o direito de guerrear entre si, demonstrando que não eram tão diferentes afinal.

O nome do comandante klingon naquele episódio de 1967? Kor. E lá também ele também tinha uma sonda mental, que aplicou em Spock e não trouxe bons resultados, como aqui também não expôs Uhura, que quase se expôs sozinha numa sequência meio boboca em que ela admite que as árvores são verdes, antes de remendar sua mentira, porque ela supostamente é do planeta em que tudo é preto e branco. Não fica muito menos inspirado que isso.

Assusta aqui também a falta de reverência à introdução de um personagem clássico como Kor, originalmente interpretado por John Colicos. É difícil enxergar que esta nova versão, interpretada aqui por Demore Barnes, corresponde ao Kor da Série Clássica (e o problema nem está na testa). Mas é. Os roteiristas cuidaram de inserir referências suficientes para não deixar dúvidas. Os fãs que lutem para conciliar as duas versões.

Para resumir o que se depreende do episódio: o que é novo não é bom, e o que é bom não é novo. Exceto talvez pelo que costuma quase sempre ser muito bom em Strange New Worlds: o aspecto visual da série.

Não se pode negar que a fotografia em preto e branco é maravilhosa e não há disfarces para a estética film noir, com direito a trajes, automóveis e vielas com uma aparência dos anos 1930, numa mistura chocante e intrigante entre o tecnológico e o rudimentar (com elementos que vão desde zepellins voando pela cidade até os hologramas gigantes da ocupação klingon). O episódio é muito bonito, e as escolhas artísticas são maravilhosas. A ambientação combina bem uma vibe de gangsterismo combinada a França ocupada na Segunda Guerra Mundial, com um elemento klingon e o retrofuturismo para trazer à tona os aspectos sci-fi.

A direção entrega o que se espera do segmento, e talvez o menos brilhante dos aspectos, do ponto de vista técnico, seja a trilha musical. A compositora Nami Melumad, que costuma acertar na veia, parece estar contida aqui, numa escolha que, se partiu dos produtores, contradiz tudo que os pautou nos outros departamentos.

No fim das contas, “A Case of Chiaroscuro” é mais um exercício de forma em detrimento do conteúdo, no que vem se tornando por si só uma fórmula enfadonha e desgastante para a série. É certamente menos polêmico que outros segmentos a seguir a mesma receita, mas não menos falho em suas escolhas.

Avaliação

Citações

“Do not confuse yourself with the person you are pretending to be.”
(Não se confunda com a pessoa que você está fingindo ser.)
Joseph M’Benga

Trivia

  • Este é o primeiro roteiro de Skylar Ojeda, que foi assistente de Akiva Goldsman em Short Treks e Picard e depois fez o mesmo serviço para Henry Alonso Myers, em Strange New Worlds.
  • Ojeda assina o episódio com Dana Horgan, que escreveu outros cinco episódios antes desse (“Ad Astra Per Aspera” e “Subspace Rhapsody”, da segunda temporada, e “A Space Adventure Hour”, “Four-and-a-Half Vulcans” e “New Life and New Civilizations”, da terceira temporada).
  • É a estreia da diretora indiana-americana Meera Menon em Star Trek. Antes, ela já trabalhou com Ronald D. Moore nas séries Outlander e For All Mankind, além de ter trabalhado com Henry Alonso Myers (co-showrunner de Strange New Worlds) na série The Magicians: Escola de Magia, entre outros créditos notórios.
  • O episódio foi acidentalmente lançado na plataforma Apple TV em 30 de julho de 2026, duas semanas antes da estreia oficial.
  • Na pintura e na fotografia, a expressão italiana chiaroscuro denota uma forma de arte que usa o contraste entre luz e sombra para compor imagens.
  • O episódio é praticamente todo em preto e branco, excetuando-se a sequência de abertura e a cena final, em que a nave auxiliar deixa o sistema Mat’aar e os personagens voltam a enxergar em cores.
  • O episódio tinha o número de produção 403, embora tenha sido o quarto a ser exibido e possivelmente o quinto a ser gravado. As filmagens ocorreram em maio de 2025, e foram usadas locações na Cotton Factory, antigo complexo industrial em Hamilton, Ontario. O episódio usou ambientes internos do complexo e um beco, além de usar dois caminhões com design dos anos 1930.
  • A explicação “científica” para os personagens verem em preto e branco é totalmente sem sentido.
  • Não é a primeira vez que Star Trek brinca com film noir ou com o PB. No começo de A Nova Geração, o escritor Tracy Tormé tomou o gênero como inspiração para criar a história de Dixon Hill, em “The Big Goodbye”. Ele queria ter feito as sequências no holodeck em preto e branco, mas o produtor Rick Berman não autorizou, alegando irrealismo. As aparições subsequentes de Dixon Hill na série continuaram em cores, mas Berman acabou cedendo ao conceito em Voyager, e as aventuras do Capitão Próton no holodeck foram em preto e branco. Mas, claro, nunca o conceito foi executado de forma tão completa quanto neste episódio.
  • A fala de M’Benga para Uhura sobre as chances de Una ser confundida com uma residente de Mat’aar XII é basicamente o inverso da fala de McCoy para Kirk em “Balance of Terror”, da primeira temporada da Série Clássica. Enquanto aqui M’Benga enfatiza que, num espaço tão vasto, é incrível que eles não tropecem em döppelgangers com mais frequência, McCoy diz a Kirk que em toda a vastidão do espaço só há um igual a cada um de nós.
  • O veneno alcaloide usado pela integrante da resistência capturada, segundo M’Benga é extraído da planta bórgia, mencionada antes em “The Man Trap”, da Série Clássica.
  • M’Benga escolhe o nome falso Joseph Ruik, provavelmente uma referência à sua filha Rukiya, já que ele recomenda a Uhura que escolha um nome falso que a remeta a algo próximo. Ela adota Nyota Nakuru, local de nascimento de M’Benga no Quênia.
  • O comandante Kor, vivido aqui pelo canadense Demore Barnes, foi visto pela primeira vez em “Errand of Mercy”, da primeira temporada da Série Clássica, o episódio que introduziu os klingons no universo de Star Trek. Ele voltaria em “The Time Trap”, da Série Animada, e em três episódios de Deep Space Nine, “Blood Oath”, “The Sword of Kahless” e “Once More Unto the Breach”. O ator a originar o personagem foi o inesquecível John Colicos.
  • A canção klingon entoada no café apareceu pela primeira vez no episódio “The Way of the Warrior”, da quarta temporada de Deep Space Nine. O Doutor e Sete de Nove também a cantaram em “Barge of the Dead”, da sexta temporada de Voyager, e Neelix puxaria o coro em “Prophecy”, da sétima temporada.

Ficha Técnica

Escrito por Skylar Ojeda & Dana Horgan
Dirigido por Meera Menon

Exibido em 13 de agosto de 2026

Título em português: “Um Caso em Preto e Branco”

Elenco

Anson Mount como Christopher Pike
Ethan Peck como Spock
Jess Bush como Christine Chapel
Christina Chong como La’An Noonien-Singh
Celia Rose Gooding como Nyota Uhura
Melissa Navia como Erica Ortegas
Babs Olusanmokun como Joseph M’Benga
Martin Quinn como Montgomery Scott
Rebecca Romijn como Una Chin-Riley

Elenco convidado

Demore Barnes como Kor
Albert Chung como Ja’Lem
Andy McQueen como Roman
Jess L. Callaghan como colaborador mat’aarano 1
Bao Quoc Huynh como colaborador mat’aarano 2
Alex Kapp como computador da Enterprise
Ewa Kasp como traidor
Zemeta Ketema como cliente do café
Bianca Nugara como A’Sha
Diego O’Brien como garçom
Raj Paul como guarda klingon 1
Jamillah Ross como operadora klingon
Alex Spencer como comunicador klingon
Jordan Till como homem mat’aarano

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