O primeiro painel da STXP, convenção realizada no último dia 2 de maio pelo Trek Brasilis, no Teatro Cásper Líbero, em São Paulo, já mostrou logo de cara a que veio. Star Trek: 60 anos de legado lembrou de que são feitos os trekkers, celebrando a duradoura influência da franquia criada por Gene Roddenberry e destacando que a saga vai muito além das telas, influenciando vidas e carreiras. Confira a seguir o vídeo completo.
Conduzindo o bate-papo, a engenheira Mariana Gamberger abriu os trabalhos lembrando a vastidão desse universo que hoje conta com nove séries live-action, animações e 14 filmes, além de todo o universo expandido, “que, embora não seja canônico, nos presenteia com livros, manuais técnicos e histórias em quadrinhos”, afirmou Mariana, que se define hoje como uma trekker completa, após anos como niner, ou seja, com dedicação especial à série Deep Space Nine.
A trajetória profissional dos palestrantes também foi moldada pelas estrelas. Paulo Maffia, jornalista com décadas de carreira no mercado editorial e de quadrinhos, atribuiu seu sucesso profissional diretamente à paixão pela série. Ele relembrou os tempos em que os fãs precisavam “lutar” para consumir conteúdo, desde captar sinais de satélite até buscar fitas VHS importadas. “Eu devo 31 anos de carreira no jornalismo de cultura pop, que nem tinha esse nome ainda, a Star Trek“, declarou Maffia, ressaltando ainda o peso emocional da obra ao citar que seu filme favorito é Além da Escuridão, por ter sido o último que assistiu no cinema com seu pai.
César Lima, que iniciou sua jornada como fã em Belém do Pará na era do videocassete, destacou o aspecto humano e as conexões geradas pela franquia. Ele relembrou o “tráfico de VHS” entre cidades e como conheceu sua esposa, Fátima, em um evento de fãs. Para César, a marca de seis décadas representa a cronologia dos próprios espectadores: “Não é 60 anos de história de uma série de ficção, é 60 anos de história das nossas vidas. Cada um de nós tem uma história que a gente sabe que é especial.”
A plateia participou ativamente, comprovando como a ficção científica inspirou carreiras reais. O professor e físico Adilson de Oliveira relatou que se tornou cientista graças à inspiração de Spock e de Data. Outros depoimentos emocionantes incluíram o de Álvaro Monteiro, fã desde a estreia da série nos anos 1960, e o de Rosália, nutricionista que maratonava episódios durante a gravidez de seu filho, hoje engenheiro civil influenciado pelos valores da saga. Houve ainda menções ao trabalho árduo de fãs como Marcelo Daniel, que coordenou a tradução de legendas para mais de 700 episódios quando o acesso era escasso.
O painel encerrou-se com uma reflexão sobre a importância das ciências humanas e da esperança no futuro, com o relato de Tupá Guerra, uma historiadora que se sentiu representada ao ver o capitão Picard praticando arqueologia. Entre histórias de amizades de “mais de duas décadas”, casamentos e vocações profissionais, o evento deixou claro que o legado de Star Trek é mantido por uma comunidade vibrante que, como destacou Gamberger, permanece unida independentemente das mudanças da vida.
Fique ligado no Trek Brasilis para saber tudo que rolou no evento que celebrou no Brasil os 60 anos de Jornada nas Estrelas, com a participação especial da atriz Robin Curtis (Saavik nos filmes Star Trek III e IV).
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