Bob Justman dá sua visão final sobre novo filme

bob-justman.jpgA recente edição da revista Star Trek Magazine, trouxe o que talvez seja a última das entrevistas com o falecido produtor da Série Clássica e de A Nova GeraçãoRobert H. Justman, ou Bob Justman, que deu o seu pensamento sobre o novo filme de Jornada nas Estrelas e sobre o ex-produtor Rick Berman. De acordo com o site SciFi Pulse, a entrevista ocorreu em 2006 e não foi publicada.

Para quem não sabe, Bob Justman foi um dos pioneiros de Jornada, trabalhando como produtor e supervisor na Série Clássica. Ele começou como diretor assistente nos dois pilotos da série original, The Cage e Where No Man Has Gone Before. Depois passou a ser o braço direito de Gene Roddenberry, que lhe incumbiu a tarefa de cuidar do orçamento, vestuário, equipamentos e demais elementos de produção. Saiu da franquia na metade do 3º ano devido ao descontentamento com o declínio da série. Colaborou com a série A Nova Geração em sua primeira temporada. Justman morreu em 2008 aos 81 anos.

Os comentários a seguir são parte de uma pequena entrevista feita pela revista, em 2006, e inédita até agora.

Quando perguntado a fazer reflexões sobre o novo filme, o produtor disse que não era muito familiarizado com J.J. Abrams, mas que desejou muito boa sorte na sua missão de revitalização de Jornada para a próxima geração, “Eu não conheço J.J. Abrams, e estou certo de que ele não me conhece, a menos que nós tenhamos nos reunido em algum lugar, que eu não me lembro. Mas estou entusiasmado com a possibilidade de revigorar Jornada, uma vez que o filme proporciona o valor (da franquia) de maneiras diferentes, e de formas que nós ainda não exploramos”.

“Eu não sei o que ele planeja fazer”, prosseguiu o produtor, “Mas se eu fosse fazer um filme eu faria alguma coisa de prequel e que teria a aventura que, infelizmente, foi deficitária em algumas tentativas pós-Nova Geração. Mas, para dar o seu devido valor a Rick Berman, fiquei satisfeito e feliz ao me aposentar no final da primeira temporada de A Nova Geração. Voltei para realizar essa série e fiquei emocionado de ter sido capaz de fazê-la”.

A respeito de seu trabalho em A Nova Geração, disse, “Tudo parecia, naqueles dias, cair no lugar certo quando foi requerido, e tudo funcionou para o benefício do que estávamos fazendo. Foi um momento emocionante para mim, gratificante”, comentou Justman que elogiou o trabalho de seu colega Rick Berman, “Fiquei satisfeito em ter deixado a franquia nas mãos de Rick Berman, que creio eu, e continuo a acreditar, que é um grande, grande produtor. Mas eu conhecia A Nova Geração. Conhecia-a por dentro e por fora. Eu estava entusiasmado em trabalhar com ele e em dar contribuições criativas para ela”.

Fonte: TrekWeb e SciFi Pulse

16 Comments on "Bob Justman dá sua visão final sobre novo filme"

  1. Elogiar Rick Berman!?!? Deve ter alguma coisa de errada con ele ou ele já deviar estar bem velhinho quando deixou a franquia….

  2. Sei que os xiitas fundamentalistas de direita vão reclamar, mas é inegavel que Rick Berman não é o bicho-papão que todo mundo diz, ele errou, e muito, mas comenteu alguns bons acertos. Star Trek enfrentou uma derrocada não somente pelo fato de Berman comandar o navio, mas por estar em um estúdio que explorou ao máximo a franquia em várias séries televisivas. Desgastando o programa de tv.

  3. ^2: Constâncio, não me considero xiita, mas B&B sofrem do mesmo mal dos jogadores do Brasil. Quando entram na seleção, são ótimos. Depois o interesse acaba (devido a $$) e tornam-se apáticos.

    Jornada estava batida, sim. Isto é fato. Porém VOY e ENT foram praticamente cópias uma da outra (em história) com roupagem diferente. Os filmes idem.

  4. Com altos e baixos, com certeza, mas Berman esteve por trás de TNG em sua melhor fase e em DS9. Não assisti muito a Voyager, na época não me interessou. Vou tirar o atraso com os dvds. E gosto de Enterprise, embora concorde que poderia ter sido melhor explorada (seria com certeza, se tivesse tido a chance de durar até a sétima temporada). O fato é que o povo se lambuzou de ST na era Bergman e depois que a coisa desandou um pouco, todo mundo caiu de pau em cima do cara. Quem garante que sem ele a franquia teria tido tanto fôlego?
    Quanto ao J.J., por exemplo, não fui seduzido por Lost, não consegui assistir nem o primeiro dvd da primeira temporada, mal passei do piloto. Francamente, achei uma bobagem. Não vi Missão Impossível nem nenhum outro filme dele, tb não me interessaram.
    Espero mudar a má impressão que fiquei em relação a Lost, quando me sentar no cinema e finalmente assistir ao filme mais esperado do século XXI. Abraços a todos.

  5. Eu vejo a ascensão do Rick Berman meio como a Revolução Francesa. Primeiro, revolucionou TNG, que nas mãos de Rondemberry, no primeiro ano, foi sofrível.

    O problema é que Berman tomou gostinho pelo poder, e passou a ser um verdadeiro ditador (tal como o Reino de Terror da revolução francesa), acabando ser prejudicial. O ápice do Berman foi ter virado escritor junto com o Braga…

    Sem o Berman, com certeza não existira o restante do TNG nem DS9 (que graças a Deus caiu na mão do Ira, alguém que nao levava mto a serio o poder do Berman). Mas em compensação não haveria Voyager, Enterprise, Insurection nem Nemesis.

    Essa é a visão que eu tenho dele. Ele foi importante por um tempo (e eu como todo fã, tenho dificuldade de admitir mas…), porém, foi responsável pelo fracasso dos últimos anos…

  6. A analogia do Hollander prossegue. O problema foi a crise intelectual de B&B. Mudanças são sempre boas para dar uma oxigenada (e por isso confio no trabalho de J.J. Abrams)

  7. A franquia caiu por causa de Voyager e Enterprise.

    Não porque a marca estava desgastada e tal, nada disso, todas as séries de sci-fi dos anos 90 só sairam do papel graças a TNG.

    Ou seja, se havia espaço pra outras séries, certamente também havia para Star Trek. O problema é que faltou mais “carinho”, com a franquia.

    A verdade é que, dentro do universo de fãs de sci-fi, Star Trek, é uma “série de massa”, e como tudo que é “de massa” impera a primazia “se ta dando certo, não muda”.

    Essêncialmente é isso que eles faziam, “repetiam” episódios, séries, enfim, mudavam os personagens e os conceitos ficavam os mesmos. Porque da primeira vez deu certo. E nessa, a franquia entrou pelo cano, ou melhor, pelo wormhole

  8. Em realidade, não sabemos se Berman foi um vilão ou não, mas comparar com Robbiespierre já é demais. Ele fez coisas boas e ruins, poderia ter feito coisa melhor, com certeza. Bob Justman pode ter feito média, mas ele sempre foi ponderado.
    A propósito, a reportagem é do Justman e falaram só mal do Berman.
    Gostaria de fazer uma homenagem a um dos grandes realizadores de ST que faleceu e que não deixou nenhuma dúvida de sua competência, amor pelo trabalho, particularmente por ST e que fez de tudo para que, com os parcos recursos da época, produzisse a melhor série de sci-fi até hoje produzido. Descanse em paz, Bob.

  9. bob justman foi mais que o braco direito de roddenberry, foi um dos pilares da serie classica e da nova geracao RIP bob

  10. Concordo com o Verde….deixo aqui minha admiração por Bob. Mas não posso deixar de comentar sobre R. Berman….não sou fã tradicionalista de direita como já citou alguém….gosto muito da nova geração às vezes mais que Tos e acho que não podemos ”malhar” o homem ( Berman) só por causa de Nemesis e Insurection….foi ruim sim….mas e as 7 ótimas temporadas da série…salvo a 1ª que foi meio estranha. Como disse o Sr. Madruga….sem a influência de TNG não haveria as outras séries.

  11. Eu não dou conta de odiar o Berman. Ele fez muitas cagadas, mas fez muita coisa legal também. Ele é humano e tem suas virtudes e seus pecados. Talvez o maior pecado foi acumular poder demais e ficar pensando que era perfeito. Se ferrou!!! Mas se não fosse por ele, não teriámos muitas coisas boas…..

  12. Johnatan frakes foi enfático ao dizer:

    “Eles enterraram Star Trek…”

  13. Eu diria que não foi só pelos filmes Nemesis e Insurection que eles enterraram. Mas foi também pelo filme Generation, por matar o kirk, por Voyager (acho a idéia fantástica da série), mas inventaram de colocar Neelix, colocaram o mala do Kim, uma nave que toda semana parecia novinha em folha, inimigos mais bobalhões que os Klingons (aqueles Keysons), um Chakotay que nao servia para nada, dificuldades hiper simples (para quem estava perdido a 75000 anos luz de distância, transformaram os Borgs em inimigos simples, e também pela série Enterprise (na qual, eu não esperava muito), mas gostei muito da temporada 3 e 4, mas inventaram uma porcaria de Guerra Fria Temporal, depois de enfrentar dificuldades varias dificuldades o Tuker corre que nem uma ameba, e toda aquela baboseira da 1 e 2 temporada.

    Apesar de tudo, B&B, tiveram bons momentos sim como: seven of nine, T-pal, sexta temporada de TNG (pra mim a melhor de todas), terceira temporada de TNG e DS9 uma das séries favoritas

  14. Acho o maior problema da Voyager e de Enterprise não é a premissa em si (muito interessantes por sinal) mas como se deu sua execução. Imagina se a Voyager fosse toda conforme o “Year of Hell”, fosse sendo destruída aos poucos… Ficou um pouco artificial, precisaria de uma abordagem mais realista…

  15. Se os episódios fossem tipo “Year of Hell” ou o 3o ano de Enterprise; ficaria fantástico. Mas fizeram o que fizeram….

  16. "Frank" Hollander | 19 de setembro de 2008 at 4:09 pm |

    nBSG – Cylons = O que Voyager deveria ter sido.
    4 temp. de ENT = O que toda ENT deveria ter sido.

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