TOS 1×16: The Galileo Seven

Episodio põe Spock em destaque

Sinopse

Data estelar: 2821.5

A caminho de Markus 3, onde irá entregar suprimentos médicos, a Enterprise para, a fim de investigar uma formação quasar conhecida como Murasaki 312, sob os protestos do alto comissário Ferris, que está a bordo para supervisionar a entrega dos remédios. O capitão informa o comissário que tem ordens permanentes de estudar esse tipo de ocorrência e decide mandar uma nave auxiliar para investigar o fenômeno, pois haveria tempo para isso sem prejudicar a missão. A bordo estão Spock, McCoy, Scott e os tenentes Boma, Gaetano, Latimer e Kelowitz, além da ordenança Mears.

Durante o voo, a forte interferência gerada pelo quasar interfere com os instrumentos da nave auxiliar Galileo, fazendo com que ela se perca e acabe caindo em um planeta daquele sistema. Com as comunicações também sob interferência, a Enterprise não consegue receber clareza as coordenadas da nave auxiliar no momento do acidente e, além disso, as mesmas radiações tornaram inúteis os sensores do da Enterprise, deixando-a cega e acabando com sua capacidade de busca. Uhura consegue determinar que existe somente um planeta capaz de sustentar vida na região do quasar, Taurus II, e Kirk, então, leva a nave para lá.

Enquanto isso, na superfície do planeta, Spock e a tripulação da nave acidentada começam a despertar da inconsciência causada pelo impacto da queda e, felizmente, não houve nenhuma baixa. Após constatar que eles não podem se comunicar com a Enterprise e que o exterior da nave pode sustentar vida, o vulcano ordena que Scott comece a trabalhar nos reparos e que Latimer e Gaetano montem guarda do lado de fora. Longe da Enterprise, perdidos, sem comunicação e sob influência da forte interferência do quasar, Spock não tem esperanças de que eles sejam encontrados se permanecerem na superfície.

No espaço, Kirk fica ciente de que os sensores continuam inúteis, assim como o teletransporte, o que o obriga a enviar a outra nave auxiliar, a “Columbus” para realizar a busca. O alto comissário está a seu lado e cobra uma posição de Kirk, que diz que pretende procurar por seus tripulantes até o ultimo minuto possível. Ferris deixa claro que não irá estender este prazo por motivo algum.

Na superfície, McCoy conversa com Spock a respeito de, apesar das circunstâncias, aquela ser uma chance de Spock comandar de forma lógica. O vulcano afirma ser, sim, uma pessoa lógica, mas que está ciente de que precisará mais do que lógica para tirar todos dali e que, apesar da ideia de assumir o comando exerça algum fascínio sobre ele, isso não lhe dá medo nem prazer e que Spock simplesmente a aceita, uma vez que tal possibilidade existe.

Scott termina sua avaliação do estado da nave, que não é boa. Esta não poderá alcançar velocidade para fugir da órbita do planeta e, mesmo assim, para manter órbita, precisará se desfazer de algum peso, que Spock calcula ser o equivalente a três homens adultos. McCoy argumenta que eles poderiam deixar algum equipamento para trás, mas Spock responde que isso não é possível, pois todo o equipamento a bordo é vital para a operação da nave, o que leva o tenente Boma a concluir que o imediato pretende deixar três pessoas para trás, se necessário, pessoas essas que ele mesmo irá escolher, de forma lógica. Tal ideia não deixa os membros do grupo muito confortáveis.

Enquanto isso, Latimer e Gaetano estão explorando a área ao redor da nave, quando ouvem algo. Eles parecem estar cercados, mas não conseguem ver pelo quê. Antes que isso seja possível, Latimer é atingido e morto por uma lança rústica, usada por uma das criaturas que habitam o planeta. Spock e Boma, atraídos pelo grito de Latimer, chegam ao local mas nada podem fazer. Spock identifica a lança usada como semelhante a usadas por culturas indígenas da Terra, mas Boma, consternado pela perda do companheiro, fica ainda mais irritado ao ouvir as considerações técnicas dele sobre o caso. Boma e Gaetano levam o corpo de Latimer de volta à nave.

Enquanto isso, as buscas prosseguem, mas sem resultados, deixando Kirk cada vez mais deprimido e pressionado por Ferris. Com o tempo passando rápido, o capitão ordena que a Columbus abra mais o arco de procura a cada volta, permitindo que uma área maior seja coberta a cada passagem, mas tornando ainda mais difícil a localização do grupo. O comissário lembra que faltam apenas 24 horas para que a nave tenha que deixa o local.

Na Galileo, enquanto Scott e Spock trabalham nos reparos e os outros membros do grupo tentam retirar peso da nave, a discussão sobre ter que deixar alguém para trás prossegue quando Boma chama a tripulação para o funeral de Latimer. Spock resiste à ideia, pois acha melhor concentrar o tempo nos reparos da nave e pede que McCoy tome seu lugar como capitão na cerimônia improvisada. Tal atitude também não é muito bem vista pelo grupo, principalmente pelo médico.

Apesar dos esforços de Spock e Scott, algo dá errado durante os reparos e o combustível restante se perde deixando a situação ainda mais complicada. Para piorar, Spock percebe que os nativos que mataram Latimer estão se movendo em direção à nave, possivelmente para atacá-los. Mesmo assim, Spock pretende fazer o possível para não matar nenhuma das criaturas, o que mais uma vez provoca protestos dos membros do grupo. Apesar dos protestos, ele concebe um plano que pretende apenas assustar os nativos e, com isso, mantê-los longe. Tal plano é executado aparentemente com sucesso.

Spock deixa Gaetano de guarda e retorna com Boma para a Galileo, onde Scott espera com uma nova ideia: usar a energia dos fêiseres como fonte de energia para os motores da nave. Scott acha difícil, mas que pode ser feito, o problema é que isso deixará o grupo sem defesa alguma. O engenheiro acha que poderá fazer a nave alçar voo com todos a bordo, mas que não poderão mantê-la por muito tempo. Entretanto, Spock lembra que isso não é tão importante, uma vez que, em 24 horas, a Enterprise terá que ir embora, deixando o grupo entregue à própria sorte. Eles começam a trabalhar na ideia de Scott. Em órbita, a equipe técnica da Enterprise consegue fazer os transportes funcionarem, permitindo que Kirk envie grupos de busca à superfície, mas isso aumenta muito pouco as chances de sucesso.

Gaetano é atacado durante sua patrulha e o grupo perde mais um membro. Spock, McCoy e Boma chegam ao local onde ele deveria estar e encontram apenas seu fêiser. Então, o vulcano manda que McCoy e Boma retornem à nave, levando a arma que era de Gaetano e a sua própria para Scott possa usá-las, enquanto ele pretende descobrir o que aconteceu ao oficial desaparecido, mas tudo o que encontra é o corpo de Gaetano, que ele carrega de volta a nave.

Na nave auxiliar, Spock parece desorientado por seu plano para amedrontar os nativos não ter funcionado tão bem como ele havia planejado, o que leva a outra discussão com Boma e McCoy, que é interrompida pelo ataque das criaturas, que começam a tentar abrir o casco da Galileo com pedras, outra ação não antecipada, deixando Spock ainda mais confuso.

Com o grupo sob ataque, McCoy e Boma passam a ser ainda mais hostis com relação à abordagem lógica de Spock, que tenta entender por que, apesar de todo o seu curso lógico de ação, eles teriam chegado a tal ponto: dois homens mortos, a fúria dos nativos contra a nave e a irritação de seus comandados contra ele. O 1 º oficial parece prestes a se desfazer e perder totalmente o controle da situação.

Na Enterprise, Kirk está cada vez mais irritado, pois os sensores voltam a funcionar lentamente e as esperanças ainda residem na Columbus e nos grupos de busca que estão na superfície, enquanto Ferris continua infernizando a vida do atribulado capitão, que, por sua vez, tem cada vez menos paciência com o comissário.

Na superfície, justamente quando tudo parecia perdido, Spock tem um surto de inspiração – conforme sugeriu a ordenança Mears. Ele manda Scott usar a energia restante das baterias para eletrificar o exterior da nave. O choque assusta e afasta momentaneamente os atacantes da Galileo, dando a eles mais algum tempo. Dessa vez, contudo, o 1 º oficial acha que eles voltarão em breve. Ele manda, então, que todos chequem as avarias e deixem a nave pronta para partir assim que o engenheiro concluir seu trabalho.

Novamente, Boma insiste em realizar um funeral, dessa vez para Gaetano, do que Spock discorda, por expor os sobreviventes, mas o tenente, insiste chegando próximo à insubordinação. Uma nova discussão se inicia mas, desta vez, Spock a interrompe, cedendo ao desejo de Boma, desde que as condições de segurança permitam que se realize a cerimônia.

A bordo da Enterprise, os grupos de desembarque estão retornando da superfície, onde encontraram as mesmas criaturas com as quais o grupo de Galileo havia se confrontado com resultado não muito melhor. O tenente Kelowitz, líder de um dos grupos, reporta um morto e dois feridos. Ele tenta dizer a Kirk que, se o grupo de Spock se encontrou com essas criaturas, não teria como ter sobrevivido, mas Kirk não parece querer ouvir esse tipo de informação. Ele também não quer ouvir mais Ferris fazer questão de informar que o tempo acabou e que eles precisam partir. O capitão se ainda faz menção a se negar, mas o comissário usa de sua autoridade e ordena a partida imediata da nave. A contragosto, mas sem alternativas, Kirk é obrigado a trazer de volta suas equipes de busca.

Na superfície, o grupo está prestes a realizar sua tentativa de decolagem. Spock manda Boma e McCoy aproveitarem os minutos antes da decolagem para realizarem o funeral de Gaetano e se oferece para ajudá-los. Enquanto isso, no hangar da Enterprise, a Columbus acaba de retornar e todos os grupos de descida estão a bordo, não deixando mais nenhum pretexto para que Kirk possa atrasar a partida. Ele ordena que partam em força de impulso, apesar de a velocidade de dobra estar totalmente disponível e manda que todos os sensores continuem apontando para Taurus II, enquanto a nave se afasta.

No planeta, o grupo é atacado ao término do enterro de Gaetano. Durante o ataque, Spock fica preso por uma rocha atirada contra eles. Apesar dos protestos do vulcano, Boma e McCoy voltam para buscá-lo. Assim que os três estão a bordo, Scott tenta lançar a nave, mas esta não sai do solo, pois é segura pelos nativos da Taurus. Spock usa os propulsores para dar mais potência à nave. A estratégia funciona e eles atingem a altitude desejada, mas elimina qualquer possibilidade de a nave manter uma órbita controlada, ou de um pouso seguro, não deixando outro destino a não ser, em aproximadamente 45 minutos, queimar na reentrada, uma vez que a Enterprise a aquela altura já deveria estar seguindo viagem para Markus III.

Spock tenta mais uma vez contato com a Enterprise mas não obtém nenhuma resposta. Então, observando os instrumentos, ele aciona uma espécie de queimador, incendiando o combustível restante e deixando todo grupo atônito com tal atitude, pois agora a nave aguentará apenas mais seis minutos, no máximo, antes de cair. Porém, a Enterprise enxerga a faixa flamejante em Taurus, e Kirk imediatamente ordena o retorno da nave. Na Galileo, ainda sem saber que o capitão está voltando, Scott percebe que Spock tentou mandar uma espécie de sinal visual e, apesar de achar arriscado, o cumprimenta pela tentativa, mas mesmo o vulcano não parece ter muita esperança.

A órbita começa a decair e a nave auxiliar a queimar, enquanto McCoy faz questão de lembrar a Spock que a última ação de sua vida pode ter sido um ato totalmente humano. A fumaça começa a sufocá-los mas, na última hora, eles são transportados a bordo da Enterprise. Uhura dá a notícia a Kirk de que cinco pessoas foram trazidas a bordo. Ele, aliviado, ordena a Sulu que retome o curso para Markus III.

Algum tempo depois, já com todos bem e de volta às suas funções, Kirk interpela Spock a respeito de sua reação emocional na Galileo, quando queimou as reservas que combustível apostando em um plano que ele mesmo achava que não daria certo. Teimoso, Spock tenta a convencer aos presentes que sua ação é logicamente explicável, sem muito sucesso e arrancando gargalhadas de todos os presentes.

Comentários

A observação mais óbvia e necessária que podemos fazer sobre “Galileo Seven” é que este é um segmento concebido como veículo para Spock, personagem que, apesar do destaque que teve em todos os episódios até aqui, sempre esteve à sombra do capitão Kirk, o que, em última análise, nunca o colocava realmente na posição de tomada final de decisão. O acidente da Galileo 7 cria um momento raro e importante que altera de forma significativa a dinâmica de como a série vinha se apresentando até aqui.

A experiência proposta é descobrir como o primeiro oficial age não só em comando, mas em uma situação de crise totalmente inesperada e fora do seu domínio, no caso a USS Enterprise. Esse episódio oferece uma oportunidade para que o vulcano coloque à prova todos os axiomas que aprendemos (ou inferimos) sobre a filosofia vulcana de lógica e razão absolutas e inquestionáveis. Seria o todo maior do que a soma nesse caso?

É lógico se perguntar se Spock, como segundo em comando, já teria essa responsabilidade, o que é fato, mas, ao se ver no solo de Taurus II, sem a presença de Kirk, toda a relação dele com essa responsabilidade muda drasticamente e o vulcano, pelo menos de início, parece extremamente à vontade com essa tarefa.

Mas, como podemos acompanhar ao longo da história, essa experiência do comando (ou gestão de pessoas) não foi exatamente suave para os envolvidos. A abordagem draconiana do primeiro oficial baseada unicamente em fatos e dados, ignorando as nuances emocionais que compõem cada indivíduo e suas complexidades, se mostra um fracasso e, se isso é obvio para nós, para Spock não parece fazer sentido.

Ao tomar suas decisões ancorado na lógica pura, Spock não consegue atingir os resultados esperados nem em eficiência nem em comprometimento da equipe com essas decisões, pelo simples fato de que a Humanidade é mais complexa do que isso e precisa, muitas vezes, mais do que apenas a razão para sobreviver. Para superar as adversidades é preciso acreditar.

Fica claro que, em um ambiente não controlado e com variáveis fora de seu controle, a total falta de preparação de Spock para esse tipo de problema resulta na falta de empatia para com os demais camaradas e comandados, que são seres humanos, e, como tais, precisam de encorajamento, proteção e companheirismo numa situação de crise atípica, elementos que Spock não é capaz de fornecer simplesmente por que não os julga necessários. Trata-se de um excelente microestudo do comportamento humano e suas relações. O líder aqui espera simplesmente que sua liderança seja aceita e seguida, mas a liderança não se alcança por decreto e sim pela capacidade de inspiração, como diz Mears, quando a nave começa a ser atacada pelos nativos: “Poderíamos usar um pouco de inspiração”. Touché.

Não temos aqui somente um estudo genérico da natureza humana, mas também da própria natureza do nosso primeiro oficial favorito. Spock assume a responsabilidade com confiança e certeza de que estava pronto, toma as decisões de forma o mais assertiva possível, porém, à medida que se vê encurralado pela realidade dos resultados das decisões, para, reflete, pondera e aprende. Ainda que de forma tímida e incipiente, ainda que relutante, ele aprende e aprender será, sem dúvida alguma, a sua maior jornada nesse universo: “A lógica é o princípio da sabedoria, não fim” diria o vulcano em “Jornada nas Estrelas VI”, mas certamente podemos considerar “Galileo Seven” o início do caminho que levaria Spock a ser o personagem que amaríamos. Sem dúvida, a pedra fundamental sobre a qual seria edificada a eterna dualidade de Spock entre razão e emoção.

Para além de Spock, McCoy tem grande destaque, formando mais uma vez um belo dueto com o vulcano. O médico com frequência questiona Spock e o confronta quando necessário, mas nunca fica contra ele. Ao contrário, intercede quando necessário, quando por exemplo, Boma desafia a autoridade do vulcano, mostrando mais uma vez o caráter do personagem. McCoy não se intimida, mas, em vários momentos, atua como pacificador, dando, mesmo que de forma sutil, um importante e necessário suporte ao seu amigo, se mantendo ao lado de Spock quando necessário.

Kirk, impotente dessa vez, é mero coadjuvante. Um fato curioso é que esse é um dos raros episódios da primeira temporada em que a Enterprise está envolvida em algum tipo de exploração cientifica e aparentemente em um momento bem inapropriado. Talvez aí resida o maior problema desse roteiro: para criar uma necessidade de partida urgente da nave, obviamente uma necessidade para dar dramaticidade ao final do segmento, foi necessário sacrificar um pouco a reputação do capitão. Esse era um elemento fundamental, caso contrário, a Galileo simplesmente seria resgatada ao entrar em órbita e o assunto estaria resolvido.

A questão é que, com uma situação crítica e urgente, o óbvio e lógico a fazer era deixar a exploração do Murasaki para outra nave, ou para outro momento. A decisão de Kirk aqui (ele que, por diversas vezes chutaria o regulamento segundo a sua conveniência), embora ancorada nos regulamentos, fica parecendo apenas teimosia arrogante do nosso amado capitão, que acaba custando três vidas e a própria Galileo. Apesar do alto comissário Ferris ser bem irritante (o que seria o protótipo do burocrata padrão da Federação) e demonstrar um certo prazer ao constatar o erro de Kirk, infelizmente ele sempre esteve certo e, nesse caso, nosso capitão não ficou com saldo muito positivo para frustração de seus fãs. Felizmente, ele teria outras oportunidades para provar sua competência.

Destaque para participação de Uhura, que aparentemente ocupa o lugar de Spock na ausência deste, mostrando grande profissionalismo. Ela, que já havia assumido a navegação em “The Balance Of Terror”, agora está ao lado de Kirk, fazendo as vezes de oficial de ciências. Do elenco convidado, Don Marshal aparece muito bem com o tenente Boma, fazendo o contraponto com Spock numa atuação muito boa, que levaria o staff da série a cogitar a volta do ator. Marshal, porém, receberia um convite para um papel na série “Terra de Gigantes”, de Irwin Allen, e não retornaria mais à Série Clássica em função desse compromisso.

Mas, no quesito competência, mais uma vez é de chocar um pouco o despreparo dos oficiais da Frota Estelar para lidar com qualquer situação um pouco mais adversa. Nesse caso, até é possível dar um desconto, pois o plano não era cair num planeta desconhecido e sem recursos, mas podemos nos perguntar por que Scott (que fez o de sempre aqui, sem grande destaque) e McCoy foram selecionados para esse tipo de missão, que, a principio, era de pesquisa de um corpo celeste. Enfim, coisas da Frota Estelar.

A direção de Robert Gist traz algumas opções interessantes tanto a bordo da Enterprise com algumas tomadas pouco convencionais da ponte, assim como em terra, sabendo utilizar muito bem o cenário da Galileo 7, com boas escolhas, que conseguiram valorizar o investimento nesse cenário. A Galileo, aliás, é a outra grande estrela desse episódio em sua primeira aparição na série.

Infelizmente, não há como salvar o planeta de papel machê nem as criaturas do planeta e as lanças inverossímeis, que, num momento, atravessam um oficial (Latimer) e depois parecem ricochetear em Spock, passando para lá e para cá, sem causar grandes problemas. Problemas de um baixo orçamento.

Ao final, a cartada emocional de Spock (que queima o combustível que não devia mais existir) dá o fechamento mais do que apropriado a esse segmento, que termina com a dose habitual de humor da Série Clássica. Um grand finale para um episódio que, além de ser uma ótima aventura, tem grande importância na construção de um dos personagens mais queridos da franquia.

Avaliação

Citações

“There are always alternatives.”
(Sempre existem alternativas.)
Spock

“Life and death are seldom logical.”
(Vida e morte raramente são lógicas.)
McCoy

“There are always alternatives.”
(Sempre existem alternativas.)
Spock

“I’m frequently appalled by the low regard you Earthmen have for life.”
(Eu frequentemente me assusto com a baixa consideração que vocês da Terra têm para com a vida.)
Spock

Trivia

  • Essa foi a primeira aparição dos shuttlecrafts (ou naves auxiliares) na série. Aqui vemos a Galileo e a Columbus.
  • Dan Marshal, o tenente Boma, ficaria mais conhecido por seu papel em “Land of the Giants” onde viveu um dos protagonistas da série, o piloto Dan Erickson entre 1968 e 1970.
  • S. Bar David, que também assina como Shimon Wincelberg seria convidado a escrever um dos roteiros planejados para Star Trek Fase II. Ele participou ainda da Série Clássica, escrevendo a história de “Dagger of the Mind”
  • Gene Winfield, responsável pela construção do modelo da Galileo, seria o designer dos veículos do clássico Blade Runner.
  • Na versão original, o hangar da naves auxiliares era uma maquete construída para harmonizar com o cenário do deque de observação, visto em “The Conscience of The king”.

Ficha Técnica

História de Oliver Crawford e S. Bar-David
Dirigido por Robert Gist

Exibido em 05 de Janeiro de 1967

Títulos em português: “O Primeiro Comando” (AIC-SP), “O Primeiro Comando” (VTI-Rio)

Elenco

William Shatner James Tiberius Kirk
Leonard Nimoy como Spock
DeForest Kelley Leonard H. McCoy
James Doohan como Montgomery Scott
Nichelle Nichols como Uhura
George Takei como Hikaru Sulu

Elenco convidado

Don Marshall como tenente Boma
John Crawford como alto comissário Ferris
Peter Marko tenente Gaetano
Phyllis Douglas ordenança Mears
Reese Vaughn tenente Latimer

Revisitando

Enquete

Edição de Carlos Henrique B Santos
Revisão de Nívea Doria

Episódio anterior | Próximo episódio

Be the first to comment on "TOS 1×16: The Galileo Seven"

Leave a comment

Your email address will not be published.


*