Roteiristas citam influências para série da Seção 31

Star Trek encontrou o seu novo lar na plataforma de streaming. E o evento ViacomCBS’s investor day reforçou a estratégia da empresa de ampliar este universo da franquia no Paramount+. Junto com Prodigy, Discovery e Lower Decks, o Paramount+ também está na espera da segunda temporada de Picard (que no Brasil passa no Amazon Prime) e da nova série Strange New Worlds.

Mas um projeto ainda encontra-se em compasso de espera, a conhecida Seção 31. A série foi anunciada pela primeira vez em janeiro de 2019, tendo a atriz Michelle Yeoh, como protagonista, no papel de Philippa Georgiou. As roteiristas Erika Lippoldt e Bo Yeon Kim foram contratadas para o desenvolvimento do roteiro. Depois disso, a série passou por um silêncio, sem informações adicionais.

Enquanto aguardamos mais novidades a respeito, temos alguns comentários recentes das roteiristas sobre o que esperar da série Seção 31. Em uma entrevista conjunta com a Gravity City Magazine, elas começaram elogiando o trabalho de escrever para uma nova área do universo de Star Trek.

Star Trek é uma acumulação de tudo o que amamos, e trabalhando na Seção 31, podemos fazer muito naquele programa. Não há muito que não possamos fazer na Seção 31 que estaríamos morrendo de vontade de fazer em outro lugar.

Ao comentarem sobre as influências de sua escrita, Boey e Erika citaram Battlestar Galactica de Ronald D. Moore. Kim disse que seu objetivo de longo prazo após Star Trek seria “criar algo como Battlestar“. Na verdade, ela disse:

Battlestar é o que me fez querer escrever para a televisão. Eu era uma grande fã de Deep Space Nine (onde Ronald D. Moore trabalhou) … Foi realmente Deep Space Nine que me levou ao mundo de Star Trek.”

A dupla também citou Stargate SG-1 como uma grande influência, uma série com um visual e tom muito mais leve do que as sombrias Battlestar e Deep Space Nine. Mas quando a série Seção 31 foi anunciada pela primeira vez, Boey enfatizou que elas não estão procurando fazer algo que se afaste do otimismo de Star Trek. A própria Yeoh disse à Newsweek que a série seria “menos intensa e mais divertida. Visitando mais planetas. Resgatando pessoas do nosso próprio jeito”.

A Seção 31 é uma organização secreta da Frota Estelar. Não há menção de quando foi criada, mas pelo que foi visto na série Enterprise, ela pode vir de período anterior à própria Federação. Essa organização foi apresentada aos fãs, pela primeira vez, em Deep Space Nine, durante a Guerra do Dominion. Na série Discovery, tivemos o seu ressurgimento, numa uma cena bônus lançada após o término da primeira temporada, na qual a imperatriz Georgiou é recrutada por Leland.

Na mesma entrevista a Gravity, as escritoras revelaram que a história no Universo Espelho em Discovery, não foi planejada, no início, para se conectar a Seção 31. De acordo com Lippoldt:

O Universo Espelho sempre foi incorporado ao conceito de maneiras diferentes. Mudava à medida que avançávamos, mas sempre faria parte do programa, enquanto a Seção 31 é algo que surgiu mais tarde no processo … Muito cedo, quando foi decidido que Georgiou morreria no final do segundo episódio, e sempre soubemos que queríamos usar o Universo Espelho para trazê-la de volta porque dois episódios não eram suficientes para Michele Yeoh e precisávamos mais dela. Então isso foi muito intencional, que usássemos o conceito de universo paralelo para trazer uma versão de Georgiou de volta.

… Foi no final da primeira temporada que decidimos que faríamos da [Seção 31] o foco da segunda temporada. E, como você sabe, a Seção 31 oferece tantas oportunidades de história que, ao pensar na segunda temporada e no que pode ser um grande impulso para o arco da temporada, percebemos o potencial da Seção 31 e que realmente vamos nos concentrar nisso. Mas isso foi mais tarde no processo.

Embora, a Seção 31 tenha se apresentado, de fato, no fim da primeira temporada de Discovery, tivemos um vislumbre de seguranças federados com emblemas pretos (mas não explicados) a bordo da USS Discovery, no episódio 3 “Context Is for Kings”. Quando perguntadas, as escritoras confirmaram que, na verdade, não estavam pensando neles como a Seção 31.  Bo Yeon Kim disse à Gravity:

“Na verdade, houve uma espécie de uma atualização, depois”.

A executiva da CBS, Julie McNamara disse, recentemente, ao site Variety que, assim como a Seção 31, há outros programas de Jornada em desenvolvimento, mas não serão anunciados até que, pelo menos, uma das séries em andamento termine.

O produtor Alex Kurtzman também falou ao The Hollywood Reporter, explicando que ainda estão conversando a respeito de produzir mais séries, além daquelas em andamento, e que o objetivo não é a quantidade e sim serem fiéis à maneira como construíram até aqui.

Cada programa é incrivelmente diferente, oferece uma coisa específica, nem todos são direcionados ao mesmo público – mas, curiosamente, eles tendem a atrair o mesmo público. É difícil fazer algo para todos. Você acaba fazendo algo por ninguém quando adota essa abordagem.

Quero ter certeza de que, enquanto construímos isso, estamos pensando em criar um arco-íris de cores realmente interessante, que cada programa seja diferente e você não pense: “Posso assistir Picard e não assistir os outros”. Porque são todos muito diferentes.

Isso para nós é mais importante – permanecer fiel a essa abordagem.

Discovery está em produção de sua quarta temporada e é possível que tenhamos uma quinta temporada em discussão. Quando anunciou sua série, Patrick Stewart observou que Picard duraria três temporadas, no máximo. Já temos uma já concluída e a segunda em produção. A série Strange New Worlds já iniciou suas filmagens para a primeira temporada.

Enquanto aguarda o sinal verde de sua série Star Trek, a atriz Michelle Yeoh estreará o novo filme da Marvel chamado Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis. O filme está previsto para ser lançado em 09 de julho.

Fonte: TrekMovie.

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