Starfleet Academy estreia encontrando equilíbrio entre o teen e o Trek
Sinopse
Data estelar: 853724.6
Anos após a queima, a Federação tenta se reerguer. Em um posto avançado, o jovem Caleb Mir e sua mãe, Anisha, conversam. Ela havia se envolvido com o pirata Nus Braka em um esquema de roubo de suprimentos. A última empreitada havia terminado mal, com a morte de um oficial da Frota. A capitão lanthanita Nahla Ake julga o crime. Braka é preso e Anisha é enviada a uma colônia de reabilitação. Antes da ser levada, ela diz ao filho para nunca confiar neles. O garoto Caleb é acolhido por Ake, que abraça o garoto — e então ele rouba a insígnia dela e foge, para desespero da capitão.
Quinze anos depois, Caleb se tornou um rebelde com um longo histórico criminal. Durante uma transferência prisional, ele consegue vencer os guardas e tenta invadir sistemas para localizar sua mãe desaparecida, mas é capturado novamente. Ao mesmo tempo, Ake vive afastada da Frota Estelar, dando aulas para crianças em Bajor. Sua aposentadoria termina quando o almirante Charles Vance a convoca para liderar a reabertura da Academia da Frota Estelar em São Francisco e formar uma nova geração baseada nos valores seculares da Federação. Ela em um primeiro momento recusa, mas quando Vance diz que o garoto Caleb está vivo, ela muda de ideia e topa a empreitada. Então Nahla Ake vai até onde o garoto está preso e o apresenta uma proposta inesperada: ingressar na recém-reaberta Academia como cadete. Em troca, ela promete ajudá-lo a encontrar sua mãe.
Relutante, Caleb aceita e é levado para a USS Athena, uma enorme nave transformada em campus da Academia. Ali ele conhece vários colegas: o klingon Jay-Den Kraag, a holograma SAM, primeira cadete holográfica da Frota, a dar-sha Genesis Lythe, e o arrogante khioniano Darem Reymi, que começa a se apresentar como um rival. O clima inicial é tenso para Caleb, corte de cabelo instantâneo, exames médicos, tarefas básicas e um mundo totalmente diferente que ele havia conhecido. Caleb acaba fazendo uma amizade improvável com o klingon Jay-Den, e quando Darem Reymi chega com amigos e arruma briga com Jay-Den, é defendido por Caleb. A briga só não piora porque o Doutor aparece para acalmar os ânimos.
Enquanto Ake assume o comando da Athena e faz seu primeiro discurso para os novos cadetes, a nave é atacada por piratas da facção Venari Ral, liderados por Nus Braka. Usando tecnologia de matéria programável, eles desativam sistemas vitais e ameaçam roubar o núcleo de dobra. Caleb então tem uma ideia brilhante: criar um algoritmo para reprogramar a matéria inimiga e restaurar os controles da nave. Ele propõe a solução à capitão Ake, que, mesmo sob advertência dos perigos da operação por oficiais da ponte, aposta na ideia do cadete.
Seus colegas são forçados a agir pela primeira vez como equipe real. Jay-Den ajuda a salvar a comandante Thok, híbrida jem’hadar/klingon que atua como primeira oficial e mestre dos cadetes, que ficou gravemente ferida. SAM consegue ligar alguns sistemas, porém Genesis descobre que o ataque só foi possível porque Caleb tentou enviar uma mensagem clandestina para sua mãe, o que rende um embate do garoto com Darem. Os dois são acalmados por Genesis. Alguém precisa fazer uma caminhada espacial, mas eles não têm acesso a trajes extraveiculares. Darem então, por ser khioniano, capaz de sobreviver por um tempo limitado exposto ao vácuo, se oferece para ir e escanear a matéria programável em busca de um código que Caleb precisa. Ele tem sucesso, com a ajuda de Genesis e do Doutor. Enquanto isso a capitão Ake ganha tempo enganando os piratas com um falso alerta de falha no motor. Em meio ao confronto, Caleb e Braka se enfrentam novamente, reabrindo velhas feridas. Com o plano funcionando, a Athena recupera energia e expulsa os invasores. Braka escapa, mas a nave e a tripulação são salvas graças ao trabalho dos jovens cadetes.
A Athena finalmente chega à Terra e pousa na histórica sede da Academia em São Francisco. Mesmo responsabilizado por ter facilitado o ataque, Caleb recebe uma segunda chance por ter demonstrado liderança e ter tido iniciativa. O preço: terá de ficar 90 dias restrito ao campus e cumprir uma série de trabalhos braçais. Ele decide permanecer como cadete, mas ainda motivado pela busca por sua mãe.
Comentários
Starfleet Academy estreia realizando um conceito que passou quase quatro décadas circundando a franquia, passando de gaveta em gaveta, de produtor em produtor, sem jamais ter se concretizado. Isso dá uma dimensão do tamanho do desafio imposto ao piloto “Kids These Days”. Ele se propõe a algo que a franquia nunca explorou com tanta profundidade: olhar para dentro da Frota Estelar a partir do ponto de vista de quem ainda está aprendendo a ser parte dela. Em vez de começar com uma tripulação formada, composta por heróis consolidados, que já descobriram quem são, a série aposta em mostrar o processo de construção desses futuros oficiais, ambientando a história no distante século 32, um período em que a Federação ainda tenta se reconstruir após décadas de crise e isolamento por causa da Queima.
A Queima, aliás, era um problema a ser resolvido pelo roteiro. Era suficientemente importante canonicamente para ter de ser discutida e suficientemente ruim para incomodar. A resolução do arco da Queima da terceira temporada de Discovery foi considerada problemática por muitos, mas, para uma série que se passa no século 32, com a Federação ainda se reerguendo depois dela, não havia como o tema passar incólume. A solução foi elegante: resumir a um prólogo narrado por Holly Hunter, contextualizando onde estamos nessa quadra da história, e as próximas referências à Queima são todas periféricas, apenas para fazer alusões ao fato sem entrar nos pormenores das explicações inexplicáveis dela.
“Kids These Days” tinha uma missão comum em séries de Star Trek, porém não menos desafiadora: apresentar uma penca de personagens, fazer a gente entender quem é quem, nos importarmos com eles, apresentar o mundo, apresentar a nave, apresentar o cenário, a premissa. Olhando por esse ângulo, foi um sucesso. Conseguimos ter uma boa noção dos cinco cadetes principais, das suas personalidades, da sua vibe. Embora eles sejam muito montados sob arquétipos de séries teens, ou seja, o valentão, a mocinha, o amigo desajustado do protagonista, em nenhum momento esses clichês incomodam. Primeiro porque o elenco é carismático o suficiente para dar vida própria aos personagens, o que é meio caminho andado. Segundo porque o episódio tem consciência do que está fazendo: ele não tenta vender esses jovens como heróis prontos, mas como gente em construção. E terceiro porque ser adolescente muitas vezes é isso mesmo, não dá para fugir disso. A série não se envergonha de ser teen, de ser leve quando tem que ser, em ter personagens que são um pouco clichês de séries jovens, porque ela quer a todo momento ser uma série jovem, alegre e viva. Um perigo muito real para essa série era tentar transformar um monte de jovens cadetes em oficiais prontos, sem dúvidas, sem desvios, e tentar transformar uma série que em tese era feita para jovens em mais um produto Trek que fala com as mesmas pessoas. Esse é o primeiro acerto mais notável da série: o tom. Ele é leve, mas não se ausenta da seriedade quando a trama pede, acha perfeitamente o equilíbrio entre o ímpeto e a vibe juvenil, com momentos de drama e tensão.
Esse equilíbrio é representado principalmente pelos experientes Holly Hunter e Paul Giamatti, que roubam a cena do episódio. A oscarizada Holly Hunter está absolutamente divina como a capitão Nahla Ake. Ela simplesmente se torna a dona de qualquer cena de que participa, consegue contrastar ternura e poder como poucos capitães conseguiram até agora em Jornada, seja na ternura em uma conversa com Caleb, seja na forma cool em que senta na cadeira de capitão, ou em como enfrenta Nus Braka. Ela revela uma personagem de mil faces já no piloto.
Paul Giamatti, duas vezes indicado ao Oscar, não deixa por menos e também chama a atenção no episódio. Embora tenha uma atuação exagerada, Giamatti constrói um vilão com identidade própria, um tipo que você realmente percebe cada vez que entra em cena. Também no elenco experiente, Robert Picardo, o eterno Doutor, que parece ser já um arroz de festa dessa terceira era televisiva, faz o seu arroz com feijão de sempre do personagem, que agrada a todos, especialmente a gente que é trekker e o ama há tanto tempo.
O peso do protagonismo também recai sobre o jovem Sandro Rosta, que interpreta Caleb Mir, e a experiência nesse primeiro episódio foi bem sucedida. O ator parece ser sóbrio, sem apelar para atuações mais exageradas, mas ao mesmo tempo sem nunca perder de vista um jovem cheio de traumas e de medos, mas também sonhador, com um olhar distante para o futuro. Tudo isso está na atuação de Sandro, que parece ainda ter muito a entregar.
A chegada de Caleb à Academia serve como porta de entrada para conhecermos o novo ambiente da série. O campus em São Francisco e a nave-escola USS Athena são apresentados com um visual tentando misturar tradição e futurismo, herdando uma missão de Discovery de como apresentar um universo de tecnologias 800 anos após o nosso último contato com o universo. Mesmo com a Queima, sempre foi algo meio difícil de construir, e aqui a princípio atinge sua melhor versão. Aos poucos vamos sendo introduzidos aos outros cadetes: um grupo propositalmente diverso, incluindo humanos, alienígenas e até um holograma adolescente experimental. A vibe do episódio lembra, como já discutido, em alguns momentos, histórias de formação típicas de dramas juvenis, mas sempre temperadas com o espírito de Star Trek.
Depois de ocupar o foco no treinamento e nas relações pessoais, o episódio não demora a lembrar que estamos em Star Trek. Uma ameaça externa surge do nada e coloca a USS Athena em situação de risco, obrigando os cadetes a enfrentarem um teste real muito antes do previsto. Esse conflito funciona menos como uma grande trama de ficção científica e mais como um catalisador para o desenvolvimento dos personagens. A necessidade de já no primeiro episódio apresentar um grande conflito real é bem questionável, e a quantidade de clichês trekkers que ele carrega também não ajuda: a nave atacada tem incontáveis tripulantes, mas são os nossos cadetes que se obrigam a resolver tudo; a nave está sozinha no quadrante e a nave mais perto está na distância exata que o roteiro exige; e o jovem genial é quem tem a solução de todos os problemas. Por essas e outras, a segunda metade do episódio é inferior à primeira, mas ainda muito longe de representar algo que realmente deponha contra.
Passado isso, um dos grandes méritos de “Kids These Days” é o equilíbrio entre o velho e o novo, entre drama pessoal e o contexto maior do universo. A relação entre Caleb e Ake é o maior emblema disso. Ele nunca apresenta um como superior ao outro em qualquer aspecto, nunca transforma nenhum dos dois em herói ou vilão. Ela é apresentada como alguém que tomou uma decisão difícil dentro de circunstâncias difíceis, e ele como alguém que sofreu as consequências dessa decisão. Isso é muito humano, mas é muito Star Trek, que sempre apresentou dilemas onde as circunstâncias colocavam os personagens em situações em que a solução é difícil e o risco, alto.
No frigir dos ovos, “Kids These Days” cumpre muito bem sua função de piloto. Estabelece personagens interessantes, apresenta um novo recorte dentro do universo de Jornada e deixa claro qual será o tom da série, menos focada em batalhas intergalácticas que resolvam o destino do espaço-tempo e da raça humana, e mais interessada em explorar o que significa, de fato, tornar-se parte da Frota Estelar. Ao final do episódio, fica a sensação de que estamos diante do começo de uma jornada promissora. Starfleet Academy tem tudo para se tornar uma parte muito interessante dessa franquia, a essa altura sexagenária.
Avaliação




Citações
“Attention, all personnel, the mess hall is now open. Make sure to visit because sometimes hanger is the greatest enemy of all.”
(Atenção, pessoal, o refeitório está aberto. Não deixem de visitar, pois às vezes a fome é o maior inimigo de todos.)
Anúncio do reitor digital dos estudantes
“We will ask you to give more of yourselves than you knew you had. But one thing is for sure. Whatever challenges came before today ed you to this moment. And now you decide if they define you. It’s time to build the future.”
(Pediremos que vocês deem mais de si mesmos do que sabiam que podiam. Mas uma coisa é certa. Quaisquer desafios que surgiram antes de hoje, trouxeram vocês até este momento. E agora vocês decidem se isso define vocês. É hora de construir o futuro.)
Capitão Nahla Ake aos cadetes.
Trivia
- O episódio é precedido por uma nova animação do universo Star Trek comemorando o 60º aniversário. A animação apresenta a maioria das naves espaciais heroicas da franquia: a Enterprise original, a Enterprise-A, a Enterprise-D, a USS Defiant, a USS Voyager, a Enterprise NX-01, a USS Discovery, a Enterprise de Strange New Worlds e a nova USS Athena.
- O episódio foi escrito pela criadora da série, Gaia Violo, que é a primeira pessoa a receber o crédito exclusivo de “criado por” para um programa de Star Trek em live-action desde Gene Roddenberry, que assinou sozinho A Nova Geração em 1987, depois de um crédito igualmente solo pela Série Clássica, em 1966.
- Este episódio não inclui a sequência do título principal vista a partir do segundo episódio; os créditos principais vêm no fim.
- O prólogo deste episódio se passa na data estelar 853724.6. Usando a fórmula estabelecida em A Nova Geração, isso colocaria os eventos da prisão de Anisha Mir no ano 3176. O retorno da Academia da Frota Estelar em São Francisco ocorre 15 anos depois, ou seja, por volta de 3191.
- O cenário do átrio da USS Athena é o maior já construído para uma série de Star Trek e ocupa toda a área do estúdio de 4.264 m2 dos Pinewood Studios Toronto, que também é o maior do Canadá.
- Diferentemente das demais séries em live-action da terceira era televisiva, Starfleet Academy é transmitido no formato de tela 1:1,78 (preenchendo a tela inteira), e não na proporção 1:2,35 (com barras pretas na parte superior e inferior).
- A série tem 11 produtores executivos, um recorde para a franquia.
- Os créditos incluem muitos que trabalharam em Discovery, incluindo o co-showrunner Alex Kurtzman, a produtora executiva Michelle Paradise, o diretor de produção Olatunde Osunsanmi, o compositor Jeff Russo, a figurinista Gersha Phillips, o produtor de efeitos visuais Jason Zimmerman e o designer de maquiagem Glenn Hetrick.
- Robert Picardo retoma seu papel como o Doutor. Ele é o primeiro ator a ser creditado como membro do elenco principal em três séries diferentes de Star Trek, após suas atuações em Voyager e Prodigy. Ele se junta ao grupo de atores que apareceram em quatro séries diferentes da franquia (com uma participação no episódio “Doctor Bashir, I Presume”, de Deep Space Nine, além de uma participação especial no filme Jornada nas Estrelas: Primeiro Contato).
- Explicando a passagem do tempo, o Doutor de Robert Picardo adicionou, cerca de 500 anos antes, um programa de envelhecimento à sua matriz “para deixar os orgânicos à vontade”, economizando milhões (em dólares e “vales da estranheza”) em CGI de rejuvenescimento.
- O fato de o Doutor receber o tipo errado de tricorder é uma referência à sua primeira ativação, cerca de 800 anos antes, quando Harry Kim lhe entregou por engano um tricorder em vez de um tricorder médico em “Caretaker”. Ele também recita aqui sua famosa frase de inicialização: “Por favor, informe a natureza da emergência médica.”
- Oded Fehr retoma seu papel de Charles Vance, originado na terceira temporada de Discovery.
- Outros membros do elenco de personagens principais apresentados neste episódio incluem alguns representantes notáveis de espécies alienígenas:
- Nahla Ake (Holly Hunter) é a primeira personagem principal que é uma híbrida lanthanita e a segunda personagem lanthanita importante, depois de Pelia (Strange New Worlds).
- Jay-Den Kraag (Karim Diané) é o terceiro personagem principal klingon (depois de Ash Tyler e Worf).
- SAM (Kerrice Brooks) é a terceira personagem principal fotônica (depois do Doutor e da holograma Janeway).
- Lura Thok (Gina Yashere) é a segunda personagem principal híbrida klingon (depois de B’Elanna Torres), e a primeira com ascendência jem’hadar.
- Darem Reymi (George Hawkins) é a primeira personagem principal khioniana e Genesis Lythe (Bella Shepard) é a primeira personagem principal dar-sha. Ambos são também os primeiros representantes das suas respetivas espécies a aparecerem numa série de Star Trek.
- O elenco também inclui David Benjamin Tomlinson, que interpretou o sauriano Linus em Discovery, interpretando um sauriano diferente em Academy, creditado como “Oficial da Frota Estelar” (é o que classifica os cadetes em suas várias divisões).
- A escola Pequenas Flores (Little Blooms) em Bajor foi filmada no Jardim de Pedras do Jardim Botânico Real do Canadá, em Hamilton, Ontário.
- O registro da USS Athena é NCC-392023.
- Quando Braka embarca na USS Athena, ele está assobiando uma melodia desconhecida, mas no primeiro trailer lançado na San Diego Comic Con 2025 ele estava assobiando o tema da Série Clássica, que Paul Giamatti revelou ser apenas uma improvisação que ele sabia que não seria usada na série.
- Braka, que é meio klingon e meio telarita, refere-se a si mesmo como um “klingarita”.
- Ake usa óculos de leitura, mas não se sabe se é devido a uma alergia semelhante à de Kirk ou a uma preferência pessoal, semelhante à de Kovich.
- Quando a USS Athena chega à Terra, é tocada uma versão da música “San Francisco (Be Sure to Wear Flowers in Your Hair)”, com interpretação de Rufus Wainwright. A versão original é de 1967, de Scott McKenzie.
- Embora a música e toda a discussão fossem sobre São Francisco, o campus da Academia está localizado do outro lado da ponte Golden Gate, no condado de Marin, conforme estabelecido por A Nova Geração.
- Marc Okrand, que criou originalmente a língua klingon durante a era dos filmes da Série Clássica, é creditado como treinador de klingon.
- A mãe de Caleb foi presa na data estelar 853724.6, uma época em que os uniformes da Frota Estelar apresentavam túnicas cinzentas com listras codificadas por cores — como visto durante a terceira temporada de Discovery.
- A Escola Militar da Frota Estelar é onde os oficiais estudaram nas décadas após a Queima, respondendo à pergunta: “Como ainda pode haver uma Frota Estelar ativa se a Academia da Frota Estelar está fechada há 120 anos?”
- Os créditos do episódio incluem um “pequeno suliban”, o menino pintado de laranja no Centro de Educação Infantil Pequenas Flores, onde Ake é professora
- Assim como a USS Discovery reformada, a USS Athena (NCC-392023) possui um defletor triangular — e a nave é considerada uma nave estelar da classe Academy, conforme detalhado na placa vermelha de dedicação mostrada ao lado do turboelevador da ponte.
- Os comunicadores da tripulação da Athena, assim como dos cadetes da Academia a bordo, têm o formato do desenho da nave.
- Apresentados em Discovery, os robôs flutuantes DOT-23 povoam a Athena e são codificados por cores a bordo da nave. Há também pelo menos um robô Exocomp, espécie cibernética introduzida em “The Quality of Life”, de A Nova Geração, e revisitada em múltiplos episódios de Lower Decks.
- A população diversificada de cadetes da Academia da Frota Estelar inclui um humano usando um hijab amarelo — como um oficial em Lower Decks —, além de alienígenas conhecidos, como um kelpiano, um orion e um cheroniano, entre outros.
- A capitão Ake revela todos os nomes dos oficiais da ponte da Athena: a oficial tática tenente Mackenzie Ya (a lutadora Becky Lynch), o oficial de operações, tenente Hayden Thriss (Ken Barnett), a oficial de comunicações, tenente Astrid Atlee (Nicole Dickinson), a oficial pedagógica, tenente Rork (Tricia Black), o oficial de ciências, alferes Weldu (Joseph Chiu), e o oficial de leme, tenente Dandrid (Michael Brown).
- A voz do computador da USS Athena é de Brit Marling, estrela e força criativa por trás de vários filmes e programas de sucesso do gênero, incluindo The OA, Another Earth e A Murder at the End of the World.
- Como porta-voz da escola, o apresentador Stephen Colbert impressiona como o reitor digital dos estudantes, com uma série de bem-humoradas instruções.
- A comandante Lura Thok — da casa klingon de Dak’Hatas e da linhagem jem’hadar de Kah-Baj — diz a Jay-Den: “Estou morta. Vou para a batalha para recuperar minha vida”, citando o mantra jem’hadar ouvido pela primeira vez em “To the Death”, de Deep Space Nine.
- As inscrições para as atividades do clube acontecem no Átro Sato— batizado em homenagem a Hoshi Sato, de Enterprise. Nele, vemos estandes de inscrição para a Sociedade da Ópera da Academia, Conversação Klingon, um jogo chamado Calica (sobre o qual veremos mais adiante), Mestres do Xadrez e Quadros Parisses (Parisses Squares), jogo mencionado pela primeira vez na primeira temporada de A Nova Geração.
- SAM conhece o histórico de serviço do Doutor, mencionando não apenas seu tempo a bordo da USS Voyager, mas também suas interações com os jovens da Protostar, citando nominamente Dal, Murf e a capitão Gwyndala, dando pistas do futuro dos personagens após a segunda temporada de Prodigy.
- Quando Genesis trabalha para encontrar equipamentos médicos para salvar Thok, os monitores do corredor mostram citações dos capitães históricos da Frota Estelar, dentre elas uma de Jean-Luc Picard: “É possível não cometer erros e ainda assim perder. Isso não é uma fraqueza; isso é a vida”, dita em “Peak Performance”, da segunda temporada de A Nova Geração. Também há menção às três regras de Kathryn Janeway para capitães de naves estelares, listadas em “Dark Frontier”, da quinta temporada de Voyager.
- O tenente Atlee menciona que a USS Discovery está passando por uma reforma e não está disponível para resgate no momento, o que não é surpreendente após a batalha com os breens no final da série, “Life, Itself”.
- A verdadeira aparência khioniana de Darem Reymi — que lhe permite sobreviver à exposição limitada ao vácuo do espaço —, inclui pele roxa e escamosa e características semelhantes às de um peixe.
- Para confirmar sua identidade quando assume o comando da USS Athena, a capitão Nahla Ake é examinada de três maneiras: verificação de entrelaçamento quântico, sequenciamento de DNA e reconhecimento da retina, semelhante ao exame da retina de Kirk em Jornada nas Estrelas II: A Ira de Khan.
- Os vermes pulmonares orillianos, como o que estavam nos intestinos de Caleb Mir, foram originalmente apresentados em “Fair Trade”, de Voyager, onde Neelix usa o termo para insultar Tovin no clímax do episódio.
Ficha Técnica
Escrito por Gaia Violo
Dirigido por Alex Kurtzman
Exibido em 15 de janeiro de 2026
Título em português: “A Garotada Hoje em Dia”
Elenco
Holly Hunter como Nahla Ake
Sandro Rosta como Caleb Mir
Karim Diané como Jay-Den Kraag
Kerrice Brooks como SAM
George Hawkins como Darem Reymi
Bella Shepard como Genesis Lythe
Oded Fehr como Charles Vance
Gina Yashere como Lura Thok
Brit Marling como computador principal (voz)
Stephen Colbert como reitor digital dos estudantes (voz)
Robert Picardo como Doutor
Elenco convidado
Tatiana Maslany como Anisha Mir
Paul Giamatti como Nus Braka
Rebecca Quin como Ya
Ken Barnett como Hayden Thriss
Michael Brown como Dandrid
Nicole Dickinson como Astrid Atlee
Tricia Black como Rork
Avaah Blackwell como Haile
Joseph Chiu como Weldu
Raffa Virago como Pickford
David Benjamin Tomlinson como oficial da Frota Estelar
Scott Gemmell como membro da turma de Darem
Mia Yaguchi-Chow como membro da turma de Darem
Ritchie Lawrence como membro da turma de Darem
Luciano Fernandez como jovem Caleb
Atlas Blu Klamer como Scrap (voz)
Solen Morales como pequeno orion
Kenzyn Hoffman como pequeno suliban
Ian Busher como guarda sênior torothano
Lynn Anne Zager como computador do centro de detenção (voz)
Darren Richardson como computador da nave torothana (voz)
Brian David Gilbert como DOT (voz)
Jeremy Culhane como DOT (voz)
TB ao Vivo
Enquete
Citações, Trivia, Ficha Técnica, Elenco e Elenco Convidado por Maria Lucia Rácz
Próximo episódio
Descubra mais sobre Trek Brasilis
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.




