Frakes: bastidores de Jornada, Star Trek e série TV
O ator e diretor Jonathan Frakes, concedeu uma entrevista ao site UGO e e respondeu às perguntas dos internautas no site Current.com, onde lembrou os momentos bons e ruins nos bastidores da série A Nova Geração, comentou sobre o filme de Abrams, Star Trek, e até revelou sobre uma proposta de uma série da franquia para a emissora CBS.
O último trabalho de Frakes foi na direção da série de ficção científica Bar Karma (“Three Times a Lady”), um bar místico onde tudo pode acontecer no espaço tempo. O projeto é um novo experimento de entretenimento, onde as histórias são criadas por uma comunidade de fãs de ficção. Os roteiros são transformados em episódios de 30 minutos e produzidos por equipe e atores profissionais. A série está disponível no Current.com.
Para promover o episódio dirigido por ele na série Bar Karma, Frakes concedeu entrevista ao site UGO e o Current TV ofereceu aos fãs a chance de fazer perguntas sobre seu trabalho, incluindo as relacionadas a Jornada. Abaixo os trechos mais importantes de seus comentários.
Como você se sente sobre o espírito da atual fantasia e ficção científica, com todos esses épicos de fantasia enormes como Avatar, ou mesmo de Star Wars, contra a mais fundamentada e estruturada, talvez até mesmo a mais nobre Jornada?
“Muito boa pergunta. Especificamente com Jornada, fiquei realmente impressionado com o reboot de J.J. (Abrams) na nossa franquia, achei que ele foi leal com a filosofia de Roddenberry. A dimensão do show foi espetacular, o elenco e a história. Ao contrário de alguns da família de Jornada, fiquei encantado com o que J.J. fez com a franquia. Eu estava vendo algumas reprises de Firefly, porque estava fazendo Castle com Nathan Fillion e sempre fui curioso para ver o que era. E eu tenho um memorando de Will Wheaton, que está trabalhando em Eureka, que também é do estilo scifi. É um gênero que sempre precisa ter uma vida na televisão. Tinha ávidos fãs, para ambos da ficção científica sombria e da scifi fantasia e eu não acho que vai a lugar nenhum tão cedo. É como as séries médicas e processuais, são parte do que o público espera em seu menu.”
Eu ouvi você falar sobre seus filhos lentamente desenvolverem um interesse em sua Jornada, que foi atrativa no filme de Abrams? Será que eles acham mais acessíveis para eles?
“[Risos] Eu não acho que meus filhos vejam assim. Quero dizer que eles ainda não viram os meus filmes de Jornada. Eu continuo achando que vão encontrar algum interesse e ver que Star Trek VIII: Primeiro Contato foi realmente muito bom.”
Já faz alguns anos que Jornada se foi na TV. Quanto tempo você acha que retornará para o meio em que teve início?
“Eu tive uma série de Jornada que desenvolvi para a televisão, e nos foi dito em termos inequívocos, que eles disseram “não” a série de Jornada para TV de Bryan Singer, que disseram “não” a uma série de Jornada de William Shatner. Sentiram na CBS Paramount que não queriam cometer o mesmo erro que foi feito antes, que foi enfraquecer a marca por ter uma série na TV e um filme. Foi o que aconteceu com Star Trek: Nemesis, e é por isso que eu acho que Star Trek: Enterprise não terminou da maneira que esperavam. Foi a ganância corporativa clássica do tipo ”se há algo que temos de bom, então vamos explorar”, e nós exploramos tanto que os fãs não tinham apetite para um filme. Então eu acho que o que eles fizeram, foi dar tempo de folga antes da Jornada de Abrams, e eles estão fazendo isso novamente porque nem sequer começaram a filmar o segundo que é um plano de negócios muito mais inteligente. Muito para o meu desgosto! Não que não adoraria a Titã, ou Riker no espaço, ou de qualquer desses programas no ar.”
Uma pergunta (via Facebook): Qual é sua lembrança favorita de seus anos de envolvimento com Jornada? Qual foi a mais triste de memória também? Eu sou o criador do U.S.S. Titan, e foi uma honra ter meu desenho escolhido como o desenho vencedor.
“Todas as manhãs, não importa qual seja a hora, acordava ansioso para ir onde ninguém tinha ido antes. A empresa, em ambos os lados da câmera estava cheia de homens e mulheres inteligentes, talentosos e engraçados. Naturalmente, lamentamos a morte de Gene Roddenberry, após a 3 ª temporada … a propósito um dos grandes funerais de todos os tempos. Quando eu estava em Londres, recebi um telefonema sobre a morte trágica de Jerry Fleck nosso primeiro diretor assistente do programa e de meus dois filmes de Jornada. Nós também ficamos muito tristes quando Denise Crosby (Tenente Tasha Yar) deixou a série … ambos personagens e atores … parabéns ao design TITAN …. Nave de Riker !!!!!”
Fonte: TrekWeb
16 Responses to “Frakes: bastidores de Jornada, Star Trek e série TV”
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Que negócio é este de Titan?
Titan seria mais uma “Voyager” da vida, precisamos de algo novo.
Titan seria mais uma “Voyager” da vida, precisamos de algo novo.
Trekker, Titan foi o nome dado a nave na qual Riker será o capitão. Isso foi no fim de Nemesis. Chegaram a publicar novels com as histórias de Riker no comando da Titan.
De certa forma concordo que é mais inteligente manter o foco só no filme e não disperçar esforços nele e também na TV. Porém discordo que os trekkers se “esgotaram” de tanta Jornada. Creio na verdade que eles se cansaram de tantos roteiros fracos e óbvios.
Eu, por exemplo, já passei várias horas assistindo a Jornada nas Estrelas e não me sentí exausto dela, cansado fisicamente apenas, mas havia um padrão, só assistia aos bons filmes e e bons episódios. assim a hora passava e gostava ainda mais da franquia.
Ou seja, precisa-se de uns 250 milhões de doletas para salvar um roteiro fraco. E se já tem tanta gente reclamando do roteiro do último filme com o Boborci e Kurtzmané com eles só se concentrando nele imagina tendo que dividir sua atenção com uma série na TV. U?ma, só daqui uns dez anos.
Eu acho que em algum momento lá na frente depois dos filmes, Jornadas volta para a TV, e então a discussão vai ser sobre qual estória os trekkers vão querer ver!
Para mim, Nemesis deveria ter um enredo audacioso. Faltou muito disso nos filmes. Uma guerra contra uma frota de cubo borgues contra uma frota de naves da federação da Classe Galaxy lideradas pela Enterprise E. Uma trilogia com uma história porreta. Faltou eles serem audaciosos, explorarem a mitologia da série até a ultima gota, e não voltar ao começo com preguiça ou medo de divergir com algo que já foi mostrado na série, trazer velhos inimigos e por um fim neles.
E a terceira parte da entrevista com o Nimoy?
Para mim, esse negócio de batalha e luta é contra a filosofia de Roddenberry. Ter cenas de batalhas é uma coisa, ser outro Star Wars é completamente diferente. Não sou contra SW, mas espero mais de ST, coisa que faltou ao último filme.
Enfim, busines é busines, como já disse o filósofo Juca Chaves …
Verde, concordo plenamente. A militarização total de ST vai completamente contra a proposta da franquia, deixando de lado a exploração, a busca por novas vidas, etc. A tentativa de adequar a franquia para as necessidades do público atual (muita correria, muito barulho, muitas explosões, etc) vai acabar por descaracterizar totalmente Star Trek.
VERDE e Antônio de Pádua: nem sonho com um negócio destes, pois foi justamente a militarização, entre outros fatores, que fez ENT naufragar. Vamos torcer pra não ser assim, pois vcs estão certos…
Eu acho que por hora é melhor focar apenas nos filmes para o cinema. Ter uma série de TV e uma franquia no cinema com atores/e ou tripulação diferentes só iria atrapalhar a performance de ambos. Acho que é melhor criar uma nova série depois de quatro ou cinco filmes. Ou então criar uma animação com a tripulação da Enterprise cujas histórias se passem entre os filmes, estilo Clone Wars…!!
Kiko, sua observação procede. Tivemos problemas com nossos arquivos no wordpress, mas a terceira parte da entrevista com Nimoy já está saindo. Obrigado.
Uma série em CGM seria legal e poderia “trazer” os atores originais de TOS. A filosofia dos roteiros, no entanto, tem que parecer mais com os filmes do que com os desenhos.
Pena que ST não tenha este tipo de apelo com o público, pois SW está cheio de lançamentos novos neste formato.
É Trekker, concordo. O 3º ano de ENT afundou a série. Depois que perceberam a besteira que fizeram tentaram consertar na 4ª temporada mas não deu mais tempo. Perderam a audiência tanto dos velhos quanto dos novos fãs.
Engraçado, meterão um monte de cenas de ação, acabaram com as “tecnobable” nesse novo Star Trek e não vi ninguém reclamando. Muito pelo contrário, acabam chamando esse de um “Filme maravilhoso”.