Orci, Kurtzman e as lições para o próximo filme
Roberto Orci, Alex Kurtzman e Damon Lindelof ainda não mergulharam no script para a continuação de Star Trek, mas eles têm até o Natal para entregá-lo. Os roteiristas concederam algumas entrevistas, onde fizeram um balanço desse primeiro trabalho, e revelaram que lições tiraram para a produção do segundo e quem sabe do terceiro. Veja um resumo do que foi dito.
Lições de Star Trek.
Orci e Kurtzman disseram ao Scifi Wire que no acompanhamento inicial do filme pareceu que ele poderia ficar aquém das expectativas, mas na última hora houve um aumento que eles atribuíram ao boca a boca.
Kurtzman: “…não sabíamos como as pessoas iriam reagir ao filme. … A última versão de Jornada (Nemesis) foi muito mal sucedida na bilheteria, e, … em falando das pessoas, havia um tal estigma contra Jornada. E, geralmente, em nossa experiência, as previsões (de bilheteria) costumam ser extremamente precisas, dentro de uma margem de dois milhões de dólares de diferença. É muito próximo. Então, fomos informados de que o filme, provavelmente estaria no bom caminho e, assim, faria uma semana com 50 milhões de dólares o que, francamente, seria uma decepção para o estúdio. E, você sabe, ficamos deprimidos. O filme foi um trabalho de amor, para nós, e nós tentamos com muita dificuldade fazê-lo funcionar.
À noite antes do filme estrear, literalmente horas antes, houve um aumento de 36 por cento nas previsões. Foi, assim, chocante. E, de repente, … todos ficamos boquiabertos. Agora não tínhamos nenhuma idéia que número (de bilheteria) iríamos ter naquele fim de semana.
Para Orci, os fãs ajudaram a alimentar a boa estreia com um boca a boca, fazendo de Star Trek o sucesso de bilheteria que foi:
Foi a primeira vez que vimos o boca a boca em ação, de modo que foi fascinante. E estamos muito agradecidos pela maioria da base dos fãs ter ficado aberta a isso, e que as novas pessoas estavam dispostas a arriscarem entrar em uma sala com pessoas que falam Klingon.
Orci também falou sobre algumas lições que aprenderam.
Acho que a grande lição que aprendemos é que os fãs estavam dispostos a aceitar as diferenças e surpresas, desde que elas tivessem algum eco ou fossem inspiradas pelo cânon. Teremos de ser verdadeiros com Jornada da próxima vez, mas nós também fomos abençoados com a possibilidade dela ser imprevisível. E isso não significa que podemos chocar sem nenhuma boa razão, e jogar tudo fora. Ainda tem de ecoar em tudo o que Jornada foi.
A grande questão sobre a sequencia.
Quanto ao próximo filme, Orci concordou que eles estão tendo o mesmo debate que os fãs sobre fazer uma nova versão de uma história que já foi contada ou pegar umas alegorais a partir de episódios de TV ou filmes, e talvez combiná-las.
Orci: Bem, esse é o debate, literalmente. E essa vai ser uma das primeiras conversas que teremos. Mas é exatamente a questão.
Durante a conferência de imprensa para o filme Transformers, Orci voltou a falar do futuro de Jornada ao site Hitifix.
Nós, literalmente, não começamos a pensar na história ainda. Estamos apenas concentrados em Transformers e, depois, descobriremos o que faremos a seguir. Tivemos uma conversa de dez minutos outro dia, mas foi só.
O site Collider também fez algumas perguntas a dupla sobre o próximo Star Trek e obteve as seguintes respostas:
1 – Que não sabem se J. J. Abrams vai querer assumir a direção novamente. Ele está indeciso;
2 – Que a Paramount quer que o filme seja produzido o mais rápido possível, com o primeiro rascunho pronto até o Natal deste ano;
3 – Que eles tem procurado saber a opinião dos fãs através da internet, e voltando a reler comic books e ver material das séries.
A respeito de um novo vilão.
Orci disse sobre o tipo de vilão que estão pensando e que a trama do próximo filme poderá levar ao terceiro.
Nosso debate (sobre o script) será na exploração de uma trama sci-fi, onde o desconhecido e a própria natureza sejam algo como um adversário ou modelo de vilão. Essa é uma discussão que estamos tendo agora. Em termos de pensar em mais do que um filme, queremos que ele seja independente de uma certa maneira, mas estamos discutindo a ideia de termos dois tópicos, onde se o segundo filme funcionar, você poderia separá-los dentro de um todo coeso. Nenhuma discussão é mais emocionante, para mim, do que Star Trek III: A Procura Por Spock, onde você percebe que Spock agarrou Magro e descarregou seu Katra nele. Quando eu vi essa cena em Star Trek II: A Ira de Khan, não entendi o que estava acontecendo. E dois anos mais tarde, quando assisti Star Trek III, achei isso genial. Assim, estamos tentando pensar lá numa versão do mesmo, mas mais uma vez alertamos, Star Trek II: A Ira de Khan não se baseia nesse tópico, mesmo que acabe por estar numa lista de discussão. Então, estamos pensando nesses termos.
Quando perguntado especificamente sobre Khan, Orci respondeu que é “obviamente tentador” usar Khan novamente e constatou que é um grande vilão, no mesmo nível de Darth Vader. No entanto, ele também observou que existem riscos de voltar a fazer Khan dizendo que eles tem opinões diferentes e perguntou “por que correr o risco?”
Fonte: Trek Movie
63 Responses to “Orci, Kurtzman e as lições para o próximo filme”
Comments
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post 50.
Tem algo de verdade ai Sadam. Mas a questão crítica daquele filme foi outra, a excessiva lentidão. Só que ninguém podia falar, naquela época ou agora, que não tinha “jornada” em ST I. Agora, com este filme, isso mudou…
Post 51: Sadam???
Quanto a se ter Jornada ali ou não, isso já rendeu trocentas discussões. Mas o fato é que 30 anos depois a franquia – e a forma de se fazer filmes – mudou. As discussões a respeito, portanto, também.
Post 51
O engraçado de tudo isso é que, apesar das críticas, somente agora é que o ST I foi ultrapassado em público. ST II, cantado em prosa e verso, não conseguiu. ST IV chegou mais perto, mas ainda sim teve uma respeitável distância e até mesmo o excelente ST VI não conseguiu o sucesso do I.
Coisa estranha !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Post 53 – Os filmes da franquia que renderam mais foram os que conseguiram sair do “nicho” e atrair um público mais amplo. Jornada I, com seu status de superprodução, colheu os frutos da onda Star Wars, ainda muito forte na época. E Jornada IV, um filme leve e com uma forte mensagem ecológica, foi visto com simpatia pelo público em geral.
Creio que o mais lucrativo nunca deixe de ser o II.
Abraço
Castanha
Post 54
É uma explicação lógica.
Post 55
Vc falou com o coração e não com a razão.
Saldan, “American Idiot” é o tema do disco do Green Day, uma opera rock que ironisa o estilo de vida dos americanos promovido pelo presidente Bush. E esse filme devido sua visão Repúblicana Bushista me faz pensar que ele foi feito só para os americanos do tal disco, e o resto do mundo que quiser assistir que assista. Mas isso é um assunto para outro artigo mais politíco, o quê talvez não interesse.
Nero, um insano (terrorista) com sede de vingança quer destruir a Federação, o que fazer?
ST 2.0 pela versão politico brasileira:
1 – Negociar sempre (enrolar e ficar em cima do muro)
2 – Se render
3 – Fingir que o cara é amigo (como um certo vizinho do caribe)
Ah, e dizer que ele tem seus direitos!!!
ST 2.0 pela versão politico européia:
Pedir ajuda aos EUA, depois de 1945, eles não tem mais peito pra nada (vide o caso do balcãs).
ST 2.0 pela politica americana:
Não se negocia com terroristas. Quer se render? ah, não?!!! sinto muito, dar a outra face não é nossa politica.
Complemento:
Em ST 2.0, o Capitão Pike ainda tenta negociar em nome da Federação, com os Romulanos, mas Nero é independente, o resultado nós sabemos.
Post 57 – Ah, obrigado pelo banho de cultura. Agora, taxar o filme de “Bushista” porque foi feito para os americanos? Pergunto QUAL filme ou série americana é feito direcionado ao público estrangeiro? Mais: Porque na TOS o prefixo da Enterprise é, apropriadamente, “USS”? Porque o capitão e a maior parte da tripulação é americano e branco (com algumas concessões para dar a impressão de integração racial)?
O detalhe é que o Obama adorou esse filme “Bushista”…
#56
Pelo IMDB:
ST XI = (365 – 150)/150 = 143%
ST II = (97 – 11)/11 = 782%
Por isto que disse que o filme II é imbatível.
Abraço
Castanheira
Post 61
Em porcentagem de lucro, tudo bem, mas em público, que era o que estávamos comentando, não.
O ST II ficou atrás do I, IV e agora do XI.
Com meu comentário no post 58, espero não passar a imagem que aprovo o imperialismo americano, só quis demonstrar que são as nações mais poderosas militarmente que detem o poder, e que o cinema americano sempre refletiu isso, ST 2.0 não tem nada de Bushista. A Federação sempre esteve mais para EUA, do que pra ONU.