Brannon Braga e a temática gay em Jornada
O tema que uma vez ou outra rola pela internet refere-se a pouca visibilidade de personagens gays em séries e filmes. Uma das franquias que tem recebido críticas desses grupos é justamente Jornada nas Estrelas, uma série humanista que, segundo essas pessoas, deveria mostrar um futuro com liberdade sexual. O site AfterElton.com, que defende a causa homossexual, conversou com o co-produtor e roteirista Brannon Braga sobre o assunto.
Segundo o autor do artigo, apesar de Gene Roddenberry ter dito em 1991 ao The Advocate que a quinta temporada de A Nova Geração mostraria tripulantes gays como parte da vida na nave, isso nunca ocorreu na série e nem nas seguintes.
Em 2008, o fanfilm Star Trek Phase II produziu uma versão online de um episódio com temática gay, inicialmente prevista para A Nova Geração e escrito por David Gerrold.
Durante a Television Critics Association Press Tour, em Los Angeles, em que Brannon Braga esteve presente, o AfterElton fez uma breve entrevista para extrair a opinião do produtor sobre o assunto, e se sua nova série, Terra Nova, poderia ser mais flexivel quanto ao tema.
Terra Nova possui personagens gays ou qualquer conteúdo gay?
“Agora? Não, a partir de agora não havia nada no piloto. Assumindo que não há nada para impedir isso. Estamos tentando construir uma sociedade, você sabe, construir uma utopia na verdade. Eu acho que nós gostaríamos de retratar um futuro iluminado. Mesmo se fosse um futuro arruinado que viemos, em termos do ambiente e da tecnologia de modo que já é alguma coisa. Estou feliz que você tenha trazido (o tema) até porque é algo que deve estar presente.”
Eu sou muito fã de Jornada, mas infelizmente nenhuma das séries incluiu um personagem gay. Você estava envolvido com os roteiros de dois filmes e produtor ou produtor executivo de A Nova Geração, Voyager e Enterprise. Você pode dizer porque isso nunca aconteceu?
“Foi uma vergonha para muitos de nós … Eu estou falando sobre A Nova Geração, Deep Space Nine e houve um movimento de ida e volta constante sobre o que fazer para retratar o espectro da sexualidade. Havia pessoas que sentiram muito fortemente que deveríamos mostrar casualmente, apenas dois caras juntos no fundo do salão de recreação. Na época, a decisão foi tomada para não fazer isso e acho que essas mesmas pessoas tomariam uma decisão diferente agora, porque eu acho que foi em 1989, bem, sim por volta de 1989, 90, 91. Não tenho dúvidas de que esses mesmos caras criativos não se sentiriam tão hesitantes em serem sensíveis em relação a uma decisão como essa.”
Por que você acha que a ficção científica, uma vez que ela é muito progressista, tenha feito muito pobremente quando se trata de ser incluído (o tema gay) na televisão americana?
“Você sabe o que é engraçado é que foi tratado de forma mais metafórica. A Nova Geração fez alguns episódios que você poderia dizer … Eu trabalhei em um de Deep Space Nine com Dax (“Rejoined”). Eu não sei se posso falar por todo o gênero de ficção científica, certamente da franquia de Jornada, tal como existia na época.”
Você acha que há 20 anos atrás, houve uma certa relutância em fazê-lo porque a ficção científica, de forma errada ou com razão, é percebida como sendo para os jovens do sexo masculino? Vocês ficaram preocupados com isso?
“Eu acho que foi isso, não tanto da discussão sobre o jovem, ela era uma série para família do Syndication, mostrado a seis horas (da tarde), em Salt Lake City, assim você teve que lidar com cada filial separadamente, e não uma rede. E coisas assim.”
Não foi uma decisão pensando a frente. Conhecendo os atores envolvidos, conhecendo os tomadores de decisão, sabendo que eles se sentiam relutantes sobre o assunto, nós não estamos nem dizendo “sim”, e nem dizendo “não”, não estávamos apenas não tocando nisso agora.”
O senhor acha que a próxima iteração da série ou filme não vai ter isso, os fãs gays têm o direito de estarem chateados neste momento? Depois de tudo isso, se isso ainda não vai estar em 2011 0r 2012 …
“Bem, quero dizer, o filme é como um pássaro diferente. Se houvesse uma série de TV, eu concordaria com você. Mas para um filme, eu pessoalmente não faria. Com uma série de TV, você está criando um mundo inteiro, você está criando um todo. Como você estava dizendo, se isto durar cinco anos, e se você não ver isso lá, aí sim você teria algumas questões. Já um filme de duas horas, você está sentado lá e está comendo sua pipoca, se não encaixar … se não é parte da história, não é parte da história. Há muitas coisas que não fazem parte da história, sabe? Essa é minha opinião pessoal.”
Fonte: TrekToday.
30 Responses to “Brannon Braga e a temática gay em Jornada”
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Muito boa a entrevista! Sempre me perguntei sobre isso mesmo, mas entendo que não foi má vontade dos produtores e sim uma preocupação com a reação do público. Sou muito fá de jornada e sou gay, e ahco q gosto da série pelo mesmo motivo q a maioria, pois ela nos dá esperança de um futuro melhor. Mesmo que seja uma pena q esse tema não tenha sido colocado em pauta de maneira séria, já fico feliz por que alguns episódios falam sim do tema de forma mais disfarçada.
Abraços
Em Stargate Universe há um casal de lésbicas, porém não há nada de útil que se traga para a história. Elas existem apenas para apresentar o fato em si. Acredito que transformar ST em um instrumento para divulgação do movimento é errado e vai piorar ainda mais o nível do filme. Se houver a inclusão do tema, deveria, pelo menos, ter conteudo, como ocorreu no episódio de TOS “LET THAT BE YOUR LAST BATTLEFIELD, onde o preconceito foi levado ao ridículo onde o racismo se dava do lado da cor dos seres, isto é, ambos eram meio brancos e meio negros, mas em um o branco ficava no lado esquerdo e outro no direito.
STAR TREK sempre ousou dentro dos temas de preconceito, ingerência e dominação ditatorial, mas sempre com inteligência e utilidade.
O tema da sexualidade foi explorada, também, de diversas formas, como casamento ou uniões interraciais e até mesmo com autômatos, de certa forma o conceito de liberdade foi totalmente explorado em todos os níveis da sociedade, mas com responsabilidade.
Uma das coisas que mais amo em ST é a forma como a vida é valorizada, mesmo que seja um embrião de um alienígina.
Enquanto que na sociedade real justificamos o assassinato de crianças diante da irresponsabilidade sexual, afirmando até que um feto não é um ser humano, como ocorreu mais de uma vez nas cortes de justiça dos Estados Unidos.
No entanto, hoje, nenhum tema será levantado com profundidade, apenas será jogado, se houver, somente para agradar ao grupo GLS.
Uma série com um alcance mundial, vergonhosamente, perdeu uma oportunidade histórica ao vetar a presença de personagens gays em seu elenco!
Os princípios que sempre nortearam a franquia são dois: a igualdade e o respeito às diferenças!
A franquia sempre explorou a natureza humana, quanto mais fundo se ia ao espaço, mais a natureza humana era explorada e testada.
Ora, se nesse futuro hipotético a sociedade humana aceita e vê como normal um relacionamento entre espécies humanóides, porque então um relacionamento entre humanos seria repudiado, só porque são do mesmo sexo? É claro que não! ST sempre foi uma utopia, infelizmente as cabeças que comandavam o estúdio ainda estavam presas ao nosso presente.
Certo é que a Nova Geração e as demais séries (o que joga parte da responsabilidade nas costas do produtor Brannon Braga) não tiveram a mesma coragem da série clássica para ousar, para quebrar preconceitos!
Se bem me lembro, foi a série clássica que mostrou o primeiro beijo entre um personagem branco e uma personagem negra da TV americana, ousou também e incluir um personagem russo no auge da guerra-fria, aliás, fez questões de incluir no elenco um grupo de personagens multi-étnicos.
Tal qual o Thiago também sou gay e cresci assistindo ST, sou um grande fã da franquia e sempre imaginei que, se vivesse naquele futuro, de alguma forma, a minha seria mais fácil, posto que cresceria numa sociedade menos hipócrita, livre de preconceitos e também seria mais feliz!
Thiago, sou gay também. Não concordo com você, quando os produtores colocam a sexualidade gay, sempre é mulheres com mulheres para satisfaze-los. Já! que eles são hetero. E curioso, já que a América e o país da liberdade…mas, falta também aos gays trekkers, se fazerem presente. Um Abraço!!!!
Prezados,
Foi um tema pouco explorado em ST, não há dúvida. Se eu me lembro bem algumas cenas em Deep Space Nine, mas como vimos na história foi uma temática gay “disfarçada”, já que a Dax era um homem na vida passada e continua apaixonado pela esposa algo assim.
Mas acho que foi mais uma coisa da época, dos anos 2000 pra cá o tema está sendo muito aceito, infelizmente ainda tem alguns países que não respeitam a liberdade sexual das pessoas, mas com o tempo acho que isso deve mudar.
Eu ouvi dizer que o navegador do filme Sta Trek VIII – Primeiro Contato era gay, mas não se é boato, pois não foi citado em nenhum momento do filme.
Creio que se tiver algum seriado de ST essa temática será levada em conta, caso não seja diretamente, ao menos iremos ver casais do mesmo sexo como figurantes, por exemplo.
Vida Longa e Próspera \\//_
O VERDE disse tudo: não basta colocar a temática gay, tem que ser colocada de forma responsável e com conteúdo, sendo uma coisa útil para o contexto. Se não, fica uma coisa vazia, só pra dizer que aborta o tema.
Não sou favorável ao comportamento gay, mas respeito todas as pessoas que o são e me dou muito bem com elas.
Não é por discordar que vou recriminar, segregar. Pessoas são pessoas e precisamos da boa convivência.
Bom acho que muito pouca gente se incomodaria com isso nos tempos atuais,espero, prá mim se houver um personagem gay tudo bem, mas também concordo que não seja com a finalidade de fazer militância, acho que deve ser um personagem naturalmente integrado à estória!
Acho que desenvolver um personagem assim é mais fácil num seriado, talvez!
Mas uma coisa é certa seria um desafio enorme para os roteiristas agradarem “trekkers mais radicais” e gays trekkers!
Um vilão gay, acho que não agradaria a comunidade gay, um mascote tipo aquele do Scott os trekkers radicais iam “adorar” e os gays definitivamente iam “odiar”!!!
Enfim acho que o melhor seria colocar pessoas com diferentes orientações sexuais, da maneira mais natural possível, sem ficar focando muito nesse aspecto porque naquela época ninguém vai estar muito preocupado com isso, já que esse assunto estaria superado há muito tempo!
E em ST Sequel? Bom já vai ser ótimo se os roteiristas conseguirem fazer uma boa estória, com um vilão convincente pelo menos!!!hahahahah!!!
discordo de vcs quando exigem profundidade e relevancia ao tratar do tema… acredito que bastava ter um personagem gay, como qualquer outro… o Laforge por exemplo, se fosse gay ia ser mais coerente até…
Para aqueles que pensam que um personagem homossexual não tem lugar dentro do universo de ST, que não existe necessidade para tal, leiam e reflitam sobre o trecho a seguir:
“Ele (Martin Luther King Jr) conversou com a atriz negra do seriado Star Trek original, Nichelle Nichols, quando ela ameaçava sair do programa. Nichelle acreditava que o papel não estava ajudando em nada sua carreira e que o estúdio a tratava mal, mas King a convenceu de que era importante para o negro ter um representante num dos programas mais populares da televisão.”
Da mesma forma, é importante para nós que exista um personagem gay e isso se deve a um simples razão: PORQUE NÓS EXISTIMOS! Assim quando o estúdio preferiu se omitir, o que se viu foi um preconceito velado, o que não deixa de ser cruel.
O fato de ST sempre ser ligado ao grande público em horários assecíveis ao mais jovens e sempre ter os pervertidos conservadores americanos no pé de qualquer coisa que faça sucesso fez a CBS vetar a temática gay, ou seja, a coisa é DinDin mesmo, e vai continuar assim.
Se for aparecer algum gay no próximo filme se for homem vai ser algum palhaço de novela global do horário das 19:00, se for mulher vai ser uma gosotosona pra mecher com a macharada.
Tem um episódio da Nova Geração (O Excluído / The Outcast – 5ª temporada) que trata de uma sociedade onde as mulheres só podem se relacionar entre si. Uma delas se apaixona por Riker e ele por ela e isso gera o maior barraco, similar ao que aconteceria em nossa sociedade a alguns anos atrás se um garoto ou uma garota dissesse que estava apaixonado por outro do mesmo sexo. É bem interessante ver “este outro lado”, sentir como seria se o relacionamento hetero fosse descriminado. Acho que este foi o mais perto que ST chegou para abordar este tema de um jeito inteligente.
Só aproveitando “as saídas de armário”, também sou gay!
Victor o teu comentário, foi o mehor até agora. O que falta a comunidade gay e se unir como os negros americanos se unirão nos Estados Unidos. Se Eu, não posso ser tratado como igual, não vou pagar os impostos igual aos heteros…por exemplo. Os gays poderiam, pagar passagem pela metade; os alimentos; impostos, etc. Aí sim, acabava essa palhaçada.
“Pessoal, todos para o alojamento até segunda ordem!!!” kkkkkkkkk
Fato, não é temática gay por si que vai trazer algo de útil para os gls ou para a audiência. É CONTEXTO E SEMPRE SERÁ CONTEXTO. Star Trek é contexto, sempre que fugiu disso se perdeu. Estas series amadoras de Star Trek, a meu ver são pouco parâmetro para encontrarmos justificativas de x temas ou y temas, são um esboço de qualidade apenas. Mas há que ressaltar que grandes suspeitas recaiam sobre o tenente Barclay… ainda que sob uma ótica de bobo da corte… hehehe…enfim, cada particularidade do humano tem seu espaço, mas sem forçar barras.
Acho um exemplo interessante sobre o tema homossexualidade o episódio 17 da 5ª temporada da TNG, “O Excluido”. As falas entre o comandante Riker e Soren, da raça andrógina do j’naii na nave auxiliar é por demais reveladora:”…geralmente, entre meu povo há uns que nascem diferentes……alguns tem fortes inclinações masculinas e outros femininas…mas na frente dos outros devo ter cuidado para não me revelar…no nosso mundo, esses sentimentos são proibidos. Os que são descobertos são humilhados e envergonhados…..aqueles de nós que temos esses sentimentos, vivemos vidas secredas, buscando a companhia uns dos outros
sempre nos escondendo, sempre com medo de sermos descobertos…..eu soube que era diferente por toda a minha vida, mas eu não sabia como ou porque até ser mais velho.”
E depois continua, com o julgamento de Soren. Acho a fala dela comovente: ” …eu nasci assim, eu tive esses sentimentos, esses desejos toda minha vida. Isso não é anormal. Eu não estou doente, porque me sinto assim. Eu não preciso de ajuda. Eu não preciso ser curada.
O que eu preciso e o que todos queles que são como eu precisam é de compreensão e de compaixão. Não ferimos vocês de forma alguma e ainda assim somos rejeitados e atacados, e só porque somos diferentes. O que nós
fazemos não é diferente do ue vocês fazem.Conversamos e rimos, reclamamos do trabalho e imaginamos como será envelhecer, falamos em como serão nossas familias e nos
preocupamos com o futuro e choramos juntos quando nos sentimos sem esperança. Todas as coisas amorosas que fazem uns com os outros, é isso que nós fazemos, e por isso
somos desajustados? Pervertidos? Criminosos? Que direito vocês têm de punir a gente? Que direito vocês têm de mudar a gente? O que faz vocês pensarem que podem ditar como as pessoas
devem ser?”
Assim como o Victor bem mencionou, o fato da Nichele/Uhura estar lá, na ponte da Enterprise, a nave capitânea da Federação, servindo como oficial, isso para os negros americanos dos anos 60 foi de uma importância incomensurável! E ela nem teve que levantar a bandeira da militancia pelos direitos dos negros! Ela não precisou sambar e rebolar como a mulata globelesa e nem precisou proferir rituais africanos para estabelecer sua presença. Ela só estava lá, e o americano médio, protestante, branco, homem, de meia idade teve que aceitá-la. Acho que um personagem gay deveria sem inserido no contexto de Jornada da mesma forma, sem maneirismos, sem “viadagem”, sem militância explicita,nada disso, só estar lá. Imaginem que no casamento no começo de “Balanço do Terror” fossem 2 caras se casando, com o episódio terminando com um deles chorando a morte do outro. Onde estaria o escândalo? Onde estaria a militância que alguns tanto temem? Em lugar nenhum. E o personagem gay estaria lá representado. Como outros 3 já sairam do armário, também faço meu “outing”. Sou gay e gostaria muito de ver um gay em Jornada, inserido num contexto que abrangesse o todo da historia e não sendo a historia gay como o centro das atenções.
Escrevi alguma coisa que não devia? Meu comentário foi colocado hoje (25/01) as 18:59 e até agora ainda está aguardando moderação. Enquanto isso, outros 5 que postaram após o meu já estão aqui. O que aconteceu?
Questões de como o Akismet faz sua filtragem automática, e quando nós acessamos a listagem daquilo que o sistema segurou para aprovação. Mas já está liberado, Edu.
DATATREK 9
Sempre achei o Tenente Barclay um nerd tipo trekker, cujo os autores resolveram explorar as idiosincrasias inerantes numa época que o nerd ainda era visto como uma coisa muito ruim. não acredito em nenhuma associação com o tema homossexual neste caso, apesar de sabermos que alguns nerds acabam por terem relações homo devido à dificuldades de relacionamento com o sexo oposto.
É claro que num caso real, o Barclay seria totalmente inapto para estar na Frota Estelar justamente devido à sua dificuldade de relacionamente e, consequentemente, algum traço mínino de coamndo ou liderança.
Padofull
Seu comentário de “pervertido conservador” foi um barato.
Como sempre digo, vc me faz rir um bocado.
Abraços
Jornada poderia ter personagens gays como aquele interpretado por Michael C. Hall em Under Six Feet. Não vejo como aquilo poderia denegreir a série se um personagem forte e marcante fosse criado, atguasse bem na tela e no fim do episódio voltasse para o alojamento onde era esperado por um parceiro de mesmo sexo.
Tiro o chapéu para o que o David escreveu.
A covardia e falta de naturalidade dos roteiristas em lidar com temas maduros como esse tira grande parte da minha suspensão de descrença. Deixa bem claro que Jornada nas Estrelas não passa de mais um reles seriado de TV, desenvolvido por e para as mentes tacanhas dos homúnculos do final do século XX. Em alguns momentos brilhantes Star Trek alça vôos vertiginosos, mas em outros momentos opacos sinto que estou assistindo uma telenovela global das 18 horas.
Trekker:
Valeu!
Eu não acho que ST foi feita para discutir os problemas pessoais de ninguém, é ENTRETENIMENTO E BUSINESS, afinal!
Não esperem mais profundidade do que já tem, e olha que perto de outras séries ela sempre foi muito boa e superior, no aspecto de mostrar a diversidade!
Eu sou mulher e poderia ficar aqui reclamando do machismo exagerado as vezes, mas considerando que é muito avançada em relação a outras séries e apesar de tudo as mulheres nas séries Jornadas até que são bem interessantes!
Mas nada é perfeito! E eu não vou detonar ST por conta disso, pq “quem faz o que com quem” nunca foi o assunto principal da AVENTURA!
Alan Pires… humúculos? Tacanho e reles é o seu amor por Jornada nas Estrelas. Embora a franquia não seja perfeita, o seu menosprezo por ela, algo que todos nós aqui adoramos, beira o desrespeito.
David… adorei o seus comentários!
Parabenizo seus comentarios David e a postura Sandra em seu ultimo comentario.
David falou tudo com muita propriedade.
Concordo com ele e assim como o trekker, eu tiro o chapéu pra ele!
\\//_
Pessoas, deixando de lado toda a discussão e opiniões ocorridas até agora… por que a indignação só por que não há um personagem gay na série ? Por acaso existe algum compromisso em trazer para a série um representante de todo e qualquer tipo de comunidade existente ? Se for assim está faltando um representante que mostre a fome na Africa, que mostre a guerra religiosa em Israel, os desabrigados pelas chuvas no Rio de Janeiro e o transito nas marginais de São Paulo !! Não podemos esquecer que uma das coisas mais importantes na televisão chama-se IBOPE….. a Uhura não foi apenas uma representante negra na série: foi uma atriz muito bela (e atrizes belas aumentam o ibope, hehe)e também uma representante negra.
Desde que comecei a colecionar e assistir às séries de Jornada nas Estrelas, fui me perguntando se todos os personagens sempre cairiam no padrão heterossexual. É interessante ver as diversas quebras de tabus que a franquia representou e, até agora, não ter havido nenhum sinal explícito de que no futuro utópico de Star Trek a homossexualidade (e tantas outras formas de sexualidade humana) não aparece como um fato normal e aceito da vida.
Até escrevi um texto há algum tempo sobre isso em meu blog, criticando a timidez com que o legado de Gene Roddenberry tem tratado o assunto:
http://teianeuronial.com/homossexualidade-em-star-trek/
De qualquer forma, é bom que o tema seja discutido com um roteirista consagrado da série, para esclarecer o que realmente pensam aqueles que estão diretamente envolvidos com sua produção.