Paramount visa modelo da Disney para se recuperar

No passado, a Paramount foi o estúdio mais bem sucedido, dominando rivais com blockbusters de sucesso e filmes de micro-orçamento. Mas nos últimos anos, vem colecionando fracassos, acumulando uma de suas maiores perdas no ano passado. Com a mudança na direção, o estúdio também quer promover uma mudança de modelo de produção e para isso está de olho em algo nos moldes da Disney.

A primeira medida foi trazer Jim Gianopulos, executivo bem sucedido na Fox, para aprender as lições de seus rivais e trazer de volta a boa bilheteria.

O sucesso da Disney, que se tornou o primeiro estúdio a quebrar 7 bilhões de dólares na bilheteria mundial, forneceu uma espécie de modelo para o sucesso no negócio.

O filme mais importante da Paramount no ano passado foi Star Trek Sem Fronteiras, que trouxe 343 milhões de dólares no mundo, uma bilheteria morna comparando com os quase 500 milhões que seu antecessor conseguiu.

Em comparação, a linha de produção da Disney lançou uma série de filmes de mais de US $ 1 bilhão em vários gêneros, incluindo Rogue One: Uma história de Star Wars, Capitão América: Guerra Civil e À Procura de Dory.

Já a Paramount colheu fracassos com Zoolander 2 e Ben-Hur (considerado um dos piores reboots já feitos no cinema), enquanto que a franquia Tartarugas Ninjas vem perdendo fôlego, tendo o segundo filme conseguido arrecadar metade do que arrecadou o primeiro.

“A receita para os estúdios nos últimos anos tem sido reduzir e fazer menos filmes, definindo franquias de sucesso e traçando o caminho para o topo da bilheteria”, disse Richard Broughton, da empresa de pesquisa de mídia Ampere.

“Esse tem sido o grande problema da Paramount que tem um conjunto medíocre de franquias. A redução da produção de filmes levou a uma relutância em assumir riscos. Isso tem que ser revertido para criar um estúdio de sucesso se você está preso em uma rotina de fazer filmes médios. Isso precisa de coragem”, disse o executivo.

Bob Bakish, que foi promovido a executivo-chefe da Viacom em dezembro, recentemente delineou um “plano Disney” para conduzir a Paramount até o cinema.

Ele inclui a exploração de spin-offs da franquia Transformer, bem como filmes baseados em brinquedos Hasbro.

Ele também quer que a operação cinematográfica funcione mais de perto com o negócio de TV: um canal está mudando sua denominação para The Paramount Network, e quatro filmes estão sendo desenvolvidos com a Nickelodeon. O primeiro, Amusement Park (Parque de Diversões), deverá ser lançado no próximo verão.

A Paramount também disse que vai construir uma divisão de cinema familiar. O estúdio não teve um sucesso no mercado infantil desde Madagascar em 2012.

A Viacom, que pensou em vender uma participação minoritária na Paramount no ano passado, disse que os problemas do estúdio são “executivos”, não terminais. “Não é curar o câncer”, disse Bakish recentemente.

“Se a falta de sucesso e crescimento da Paramount tem sido por design, má sorte ou incompetência, é difícil saber de fora”, disse um dos executivos do estúdio. “Para ser bem sucedido você quer um monte de filmes de verão que você possa enxaguar, repetir e percorrer novamente. A desvantagem de fazer filmes é que ainda exige apresentar uma ideia e testar a reação”.

Pelo menos, o sucesso inesperado de Arrival dá esperanças ao estúdio de que os bons tempos poderão voltar.

Vamos ver onde Star Trek se enquadrará neste novo modelo.

Fonte: The Guardian

 

14 Comments on "Paramount visa modelo da Disney para se recuperar"

  1. Telefilmes de Jornada? Sempre ouvi falar que seria uma ótima opção. ST não se encaixa muito na realidade blockbuster (ao menos assim penso). Que venham os telefilmes!

  2. Visão de mercado no que diz respeito a diversão deveria ter foco no consumidor família não em segmento somente infanto juvenil porque essa tem sido uma necessidade atual. O sucesso dos super-heróis na telona tem muita relação com isso ao passo que produções complexas e muito reflexivas tendem a atingir um público específico e consequentemente menor.

  3. Talvez um ponto em questão seja o formato, a produção e a história. Um arco ou uma história em partes poderiam ser feitas para ST como foi com Matrix.

  4. Usando a filosofia do copo meio vazio ou meio cheio:

    Star Trek Sem Fronteiras faturou consideravelmente menos que o filme anterior.
    Star Trek Sem Fronteiras foi o maior sucesso do estúdio em 2016.

    Já que a Paramount não tem, ao contrário da Disney, muitas franquias à disposição, além de Star Trek só me lembro de Missão Impossível e Transformers, acho que eles não podem prescindir de nenhuma delas neste momento.
    Logo é de se esperar que venham novos filmes de Jornada no Futuro.
    Aguardemos.

  5. Boa idéia. Só vejo um problema: acabou o arco, fá-zê-o-quê depois? Mas nada que boas mentes não consigam contornar.

  6. Um rerereboot rssrsrrs

  7. Beasts of No Nation pela Netflix foi um bom filme.
    Encurralado (1971) de Steven Spielberg.

  8. A partir do momento em que adquirir outras franquias ou outros pequenos estúdios está fora de questão, Star Trek deve continuar sendo um dos carros chefes no cinema. Como vão utilizar isso de agora em diante é a grande questão.

  9. Me amarro em Encurralado (por favor sem duplo sentido!) Passei muita ansiedade em estrada, quando moleque, cada vez que um caminhão grande ficava atrás do fuketa do meu pai, rsrsrs. Tive até pesadelo com esse filme!

  10. “Um conjunto medíocre de franquias”, que infelizmente inclui Star Trek. Desconfio que, no futuro próximo, a prioridade da franquia voltará a ser a TV (CBS), com a Paramount tentando investir mais na sua marca mais rentável – Transformers – e quem sabe em novos projetos. Mas não será fácil, vários estúdios já quebraram em situação similar.

  11. O que a National Amusements (a controladora tanto da Viacom quanto da CBS) deveria fazer é arrancar as partes de Star Trek controladas por cada uma destas, e juntar tudo em uma reconstituida Desilu, para servir como a “Lucasfilm” de Star Trek. Com isso, esta nova Desilu cuidaria apenas de Star Trek e teria que ter mandato e autonomia para tocar projetos com outros estúdios que não a Paramount ou CBS.

  12. “Esse tem sido o grande problema da Paramount que tem um conjunto medíocre de franquias.” – As franquias são boas, os filmes é que tem problemas.

  13. Seria legal a Disney comprar essa bagaça toda….

  14. ralphpinheiro | 3 de abril de 2017 at 12:18 pm |

    Perfeito.

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