ESPECIAL 60 ANOS | Vozes saudosas: a primeira dublagem de Jornada nas Estrelas (AIC-SP)

A linguagem é um dos traços mais fascinantes da nossa espécie, fenômeno que traz dois fatos impressionantes: humanos podem se comunicar em incontáveis idiomas diferentes, e ao mesmo tempo todos eles são, ao menos de forma aproximada, traduzíveis entre si. É o que permite que, mesmo através de diferentes culturas e épocas, possamos todos fazer parte de uma “aldeia global”.

A arte de adaptar uma obra cinematográfica falada em um idioma para pessoas falantes de outro idioma é a dublagem. Através da criação de uma nova trilha de áudio, os personagens daquela produção têm suas vozes alteradas para o idioma do país da exibição. É a forma mais imediata e inclusiva de adaptação. A principal alternativa, a legendagem, tem também seus méritos, ao preservar a experiência original da produção, mas adicionando uma nova camada cognitiva, em que o espectador precisa sincronizar leitura com a ação em tela para uma compreensão completa da obra.

O cinema nasceu mudo, no século 19, e assim permaneceu, salvo por produções limitadas e experimentais, até 1927, quando foi lançado o primeiro longa-metragem falado da história, O Cantor de Jazz, demonstrando comercialmente a habilidade de sincronizar com razoável exatidão gravações de som e imagem em uma mesma exibição. Nos anos 1930, os filmes falados deixariam de ser a exceção para se tornar a regra. E, com eles, veio a necessidade da dublagem para disseminação internacional das produções.

Pôster de O Cantor de Jazz. (Crédito: Warner)

A primeira produção dublada no Brasil foi a animação Branca de Neve e os Sete Anões, de Walt Disney. Lançada em 1937, foi um marco do cinema, como o primeiro longa-metragem animado da história. Chegando ao país em 1938, o filme recebeu uma “dublagem” do estúdio Sonogram/Continental, com direção de dublagem, adaptação das canções e escolha das vozes por João de Barro, o Braguinha, com as vozes de Dalva de Oliveira (Branca de Neve) e Carlos Galhardo (Príncipe).

Por que as aspas? Feita de forma rudimentar (mas a que era possível na época), essa “dublagem” era o que hoje chamamos de “voiceover”, em que o intérprete fala por cima da voz original, ainda ouvida ao fundo (como vemos atualmente em muitos documentários e reportagens televisivas). A versão completa do filme acabou perdida, e um pálido eco desse trabalho se encontra em antigos LPs (discos de vinil).

Branca de Neve e os Sete Anões gerou a primeira dublagem brasileira. (Crédito: Disney)

DA GRAVASOM À AIC

Com a chegada da televisão ao Brasil em 1950, e a crescente aquisição de programas estrangeiros para exibição, a demanda por dublagens só cresceria – até porque a qualidade da imagem dos aparelhos da época criava muitos problemas para a adaptação do material para o público brasileiro com legendas.

Pensando nesse mercado, em 1957, o empresário Mário Audra funda, em São Paulo, o estúdio de dublagem GravaSom. Foi essa empresa a responsável por realizar a primeira dublagem como conhecemos hoje, com substituição total das vozes originais: o episódio O Drama de Nora Hale, décimo quarto episódio da quinta temporada da série de antologia americana Ford na TV (Ford Theatre). No Rio de Janeiro, a primeira dublagem seria realizada seis meses depois, no estúdio de cinema Cinelab, com a série Histórias de Zeny Grey (Zeny Grey Theatre).

Em 1962, Mário Audra muda o nome da GravaSom para Arte Industrial Cinematográfica (AIC), nome que marcou muitas gerações de fãs brasileiros de atrações televisivas estrangeiras – entre elas, naturalmente, os de Star Trek, uma das mais festejadas e influentes versões brasileiras produzidas pela companhia, hoje lamentavelmente quase perdida.

Sede da AIC-SP, na Rua Tibério, bairro da Lapa. (Crédito: Paulo Ribeiro/História Antiga das Cidades de São Paulo)

O PROCESSO DE DUBLAGEM NA AIC

A série original de Star Trek foi distribuída no Brasil, após seu lançamento nos Estados Unidos, pela Brás-Continental, que por sua vez foi a responsável pela escolha da AIC-SP para o processo de dublagem.

Dalete Cunha na AIC (Crédito: Blog Universo AIC)

As cópias que chegaram ao estúdio para o trabalho eram as chamadas workprints, “cópias de trabalho”, em preto e branco – algo comum na dublagem naquela época, como explica Dalete Cunha, montadora de filmes nacionais que trabalhou como técnica da AIC entre 1964 e 1974. “Essa série chegou na AIC em preto e branco. Aliás, todas as séries, filmes, desenhos que chegavam na AIC eram em preto e branco. Foi assim até 1975.” Dalete se lembra inclusive de ter trabalhado com Star Trek quando ele chegou à AIC. “Eu ‘marquei’ a série. Depois participei da edição de som e da montagem no estúdio. Lembro que minha saudosa e querida amiga Helena Samara dublava uma fixa na série.”

O processo de dublagem começa com a tradução da série, em que os roteiros ganham versões em português. Depois a produção é “marcada”, ou seja, dividida em vários loops/anéis, jargão para a descrição de segmentos de cerca de 20 segundos que, na sequência, serão gravados com os dubladores, um após o outro.

A direção e tradução dos primeiros episódios foi do ator e diretor de dublagem Emerson Camargo. É importante esclarecer que o trabalho de Camargo estava sujeito à aprovação do “dono do filme”, ou seja, no Brasil, quem comprou o produto para distribuição e estava pagando pelo trabalho de dublagem. A Brás-Continental aprovou o elenco principal, o título da série e os títulos dos episódios. Jornada nas Estrelas foi uma sugestão de Emerson, que tinha liberdade total para escolher as vozes dos “convidados” e das “pontas” nos episódios.

DESAFIOS DE TRADUÇÃO

Verter do inglês para o português uma série como Star Trek era uma tarefa dificílima. Afinal de contas, além de toda a terminologia científica que as tramas empregavam – hoje ao alcance de qualquer busca no Google, naquele tempo restritas a grossos dicionários e bibliotecas –, muitas expressões e palavras eram especificamente inventadas para o programa. Nesse contexto, é impressionante o quanto o trabalho ficou bom, mesmo numa primeira aproximação. Alguns termos podem soar estranhos hoje em dia, como “defaseadores” (feisers) ou “internave” (nave auxiliar), mas são escolhas no mínimo interessantes.

Emerson Camargo, diretor, tradutor e primeira voz do capitão Kirk.

Camargo já não era novato na área. Além de diversos trabalhos de menor expressão como dublador, ele já tinha em seu currículo um seriado de (quase) ficção científica, o cultuado National Kid, onde ele fazia também a voz de ninguém menos que o protagonista. Mas nada que ele tivesse feito antes o havia preparado para a tarefa à frente – reproduzir em outra língua o complicado “idioma” trekker.

Sua tradução, feita de forma até descompromissada, tendo em vista a impossibilidade de checar e tomar por base referências anteriores, acertou em cheio em muitos momentos, consagrando termos hoje indispensáveis. O que seria de nós hoje sem a “dobra espacial”? E o que fazer se não há aquele velho médico do campo, o “Magro”, para tratar nossa tripulação favorita?

Termos como esses e alguns outros foram gols marcados de primeira por Camargo. Entretanto, como não poderia deixar de ser, também não faltaram os gols contra. Pense na nave romulana com camuflagem que, na tradução da AIC, virou “nave rômula com capa de disfarce”. Ou nas variações entre “teleportador” e “transportador” de episódio a episódio.

Antônio Leite, astro da TV Tupi.

O jornalista Sérgio Figueiredo, profundo conhecedor da série e da dublagem original, aponta também alguns erros e escolhas infelizes nos elementos reais da tradução, como impulso virar empuxo (numa confusão de termos da física) e o tratamento, em alguns episódios, da Enterprise como “o”. “O tradutor parte do princípio de que, na língua portuguesa, a embarcação é masculina: o navio, o barco. Enquanto ingleses e americanos tratam a embarcação como uma lady: ‘steady as she goes’. Não é um erro, mas uma decisão ruim, pois, mesmo em português, nave é substantivo feminino.”

Fato é que a tradução de Camargo, acompanhando vagamente a ordem de produção da série (mais precisamente a distribuição por lotes que vinham da distribuidora), foi se aperfeiçoando ao longo dos episódios iniciais. O famoso texto de abertura, por exemplo, sofreu alterações já na fase de gravações. “Where No Man Has Gone Before” sequer tinha a narração em sua exibição original nos Estados Unidos, o que foi replicado pela AIC na dublagem. Nos dois episódios seguintes, “The Corbomite Maneuver” e “Mudd’s Women”, o ator Antônio Leite, famoso então por novelas da TV Tupi, terminava a locução da sequência de abertura com:

“…para explorar estranhos mundos novos. Procurar nova vida, novas civilizações. Seguir com audácia para onde jamais esteve o homem.” 

Para quem está acostumado à versão que pegou, essa aí é um osso meio duro de roer. Mas soa melhor do que se lê; quer ver?

A partir do quarto episódio, “The Enemy Within”, a narração passa a ser de Antônio Celso (que pode ser lembrado como a voz do apresentador do desenho Space Ghost e da série Durango Kid, além de locutor de rádio em São Paulo durante muitos anos), e o texto se consolida como aquele que os fãs conhecem decor:

“…para a exploração de novos mundos. Pesquisar novas vidas, novas civilizações. Audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve.”

Antônio Celso

É curiosa, mas consistente com a época, a ideia de trazer um locutor potente para fazer apenas a narração de abertura. Muitas séries daqueles tempos tinham esse formato, em que o narrador não era propriamente um personagem. Em Star Trek, calhou de ser. Quando a empresa VTI-Rio foi redublar a série, nos anos 1990, em contraste com a opção da AIC-SP, as mesmas vozes que fizeram o capitão Kirk (Garcia Júnior e Marco Antônio Costa) também narraram a abertura.

Ary de Toledo

Camargo continuaria na tradução e na direção de dublagem até meados da primeira temporada, quando, após desentendimentos, deixa de ser funcionário da AIC e vai para o Rio de Janeiro. Para o seu lugar, ficam Ary de Toledo na direção de dublagem, Samuel Lobo na tradução, e Dennis Carvalho, na voz de Kirk.

O trabalho de Lobo como sucessor de Camargo foi elogiado pelo dublador Carlos Campanille, que fez a voz do Scotty na produção. “Conheci o Samuel, sim. Excelente tradutor. Fez algumas dublagens também, como o Curly, se não me engano, de Os Três Patetas. Uma das curiosidades é que ele, enquanto traduzia, mentalmente contava as sílabas das palavras em inglês para adaptar o mais próximo possível das palavras em português.” Dalete Cunha, embora não tenha convicção de que Lobo tenha assumido a função de Camargo na tradução, acrescenta: “Ele era o principal tradutor da AIC. Ele tinha uma sala dentro da AIC. Era um poliglota. O que ele tinha de inteligência, ele tinha de modéstia. Ele era ‘top de linha’, posso dizer. Na época, o melhor tradutor que tinha na dublagem. Ele tinha muita sensibilidade, chegando a dublar. O ‘carequinha’ dos Três Patetas era a voz dele.”

O ELENCO

A AIC, que depois seria substituída por outra empresa, a BKS, seria responsável por dar vozes brasileiras a outros grandes seriados dos anos 1960, como Viagem ao Fundo do Mar e Perdidos no Espaço. Por seu trabalho de excelência, marcou a “era de ouro” da dublagem nacional, período assim conhecido em virtude da alta qualidade dos profissionais envolvidos. Tamanha era a qualidade da interpretação que vários personagens tinham mais de uma voz, e isso nunca foi motivo de descontentamento entre os fãs.

Emerson Camargo, Dennis Carvalho, Amaury Costa e Borges de Barros

Astrogildo Filho, a voz mais longeva de Kirk na AIC.

Assim aconteceu também com Jornada nas Estrelas. O capitão Kirk teve ao todo três vozes: Emerson Camargo, Dennis Carvalho e Astrogildo Filho. Camargo, filho do saudoso ator e pioneiro da dublagem Volney Camargo, deu ao personagem uma voz suave e tranquila. Dennis Carvalho, que foi a primeira voz brasileira de Roger “Race” Bannon de Jonny Quest e mais tarde se consagraria como ator e diretor na TV Globo, foi quem mais se aproximou do tom seco e imponente que William Shatner possuía quando jovem. Foi também o que fez menos episódios. Astrogildo foi quem mais dublou Kirk, fazendo praticamente a segunda e terceira temporadas completas (só não dublou o episódio que abriu a produção do segundo ano, “Catspaw”, por ter sido distribuído num lote junto com o final da primeira temporada). Ele possuía uma voz mais empostada, ficando famoso por não conseguir de início pronunciar corretamente a palavra klingon (saía “klincon”, “klincun”, tudo menos o correto). Até o fim da série ele pegaria o jeito.

Rebello Netto

Spock teve duas vozes: a primeira foi a do falecido Rebello Neto (a segunda voz do professor Robinson de Perdidos no Espaço), que dotou o personagem de uma frieza e interpretação excepcional, ficando duas temporadas (com mais três episódios no terceiro ano pela questão dos lotes). Seu substituto para a última temporada foi Turíbio Ruiz (a primeira voz do Coringa da série Batman de 1966), que ficaria muito conhecido por interpretar o “seu Alfredo” nos antigos comerciais do papel higiênico Neve, além de participar de várias novelas da Globo.

João de Angelo, a segunda voz de McCoy.

McCoy, chamado carinhosamente pelo capitão Kirk de “Magro” (Bones no original), foi dublado inicialmente por Neville George. Com seu tom suave, ele conseguiu reproduzir no médico da nave um marcado sotaque de interior (no original o sotaque era da Georgia). Destaca-se que o dublador era representante comercial até ser descoberto nos estúdios de dublagem, o que o levou a falar por vários personagens famosos (como Doug Phillips de O Túnel do Tempo). Até sua morte, em 2003, ele ainda trabalhava como locutor oficial da Rede TV!. Na segunda temporada (excetuando-se o já mencionado “Catspaw”, que por estar num lote com episódios do primeiro ano acabou sendo dublado por Neville George) McCoy passou a ser dublado pelo saudoso João de Angelo (a voz dos Dominantes em Spectreman), que manteve o ar implicante do personagem, com um toque mais emotivo.

A voz brasileira da tenente Uhura pertencia a Helena Samara (que ficou marcada por dublar a inesquecível atriz Agnes Moorehead, a Endora de A Feiticeira, além de ser a primeira voz de dona Clotilde, a Bruxa do 71, no seriado Chaves). Esta veterana dubladora acentuou ainda mais a interpretação original da atriz ao emprestar sua bela voz para abrir e fechar frequências de saudação a bordo da Enterprise.

Helena Samara, a voz de Uhura, com Zaira Nacaratto

Carlos Campanille

Carlos Campanille (a voz de Tony Newman de O Túnel do Tempo) dublou Scotty. Ainda em início de carreira, ele procurou ressaltar o humor e a eficiência do personagem, pecando, infelizmente, em não conseguir reproduzir seu característico sotaque escocês. Curiosamente, o ator era bancário antes de se tornar dublador, e ficaria bastante conhecido por ser a voz do personagem-título em Superman The Animated Series e o vilão Freeza em Dragon Ball Z. Campanille voltaria a Star Trek dublando Jean-Luc Picard no filme Jornada nas Estrelas: Nêmesis e na série Picard.

Eleu Salvador

Eleu Salvador, tido como um dos melhores e mais versáteis atores da dublagem, deu voz a Sulu (a voz do doutor Emmett Brown de De Volta para o Futuro, nos filmes e no desenho animado), conseguindo reproduzir o tom grave original do ator e aumentando seu humor em certas situações.

O alferes Chekov foi dublado por Olney Cazarré (voz de James Stephens/Dick York em A Feiticeira). Ele pode ser lembrado pelo grande público por seus anos como o aluno João Bacurinho (e torcedor do Corinthians) no clássico humorístico Escolinha do Professor Raimundo, de Chico Anysio. Sua bela voz realçou a juventude e vitalidade do personagem, não conseguindo reproduzir o marcante sotaque russo que possuía no original o personagem. Todas as aparições do personagem foram feitas por Cazarré, exceto pelo já mencionado “Catspaw”, dublado junto com episódios do primeiro ano, onde teve a voz de Marcelo Gastaldi (a primeira voz de Chaves e Chapolin).

O computador da nave teve três vozes: Magda Medeiros, Deise Celeste e Joferraz. Joferraz dublou da metade da segunda temporada até o final da série e deu uma personalidade mais marcante à máquina com sua voz bela e possante. Narradora publicitária, ela gravou muitos comerciais famosos ao longo dos anos. 

VOZES SAUDOSAS

O trabalho da AIC-SP com Star Trek marcou gerações de fãs entre as décadas de 1960 e 1980. As interpretações qualificadas, a forte tradição de locução radiofônica e a escolha cuidadosa dos elencos, combinadas a escolhas artísticas particulares, como o volume elevado da trilha de sons e músicas (a chamada banda internacional), que era comum nas dublagens da AIC e privilegiava a ambientação e a imersão do espectador, tornaram-na uma experiência inesquecível por aqueles que tiveram a oportunidade de ouvi-las nas transmissões de televisão.

Contudo, a despeito do trabalho pioneiro e qualificado que foi feito com elas, havia também problemas. Os títulos de muitos dos episódios traziam traduções preguiçosas, por vezes equivocadas, e mesmo assim recebiam aprovação da distribuidora Brás-Continental. O caso talvez mais marcante seja o do episódio “The Changeling”, em que a sonda Nomad se declara “o Anti-Homem”, algo que nunca é dito na versão original, e a partir daquele ponto todos os personagens passam a tratá-la por “Anti-Homem”. É difícil até de entender como isso foi acontecer. O estudioso de dublagem Roosevelt Garcia tem a hipótese de que foi uma confusão sonora entre Nomad e No-man (não-homem), o que, no contexto da história, poderia inspirar o tal Anti-Homem. Impossível ter certeza.

Sobre eventuais adaptações ao material original feitas na dublagem da AIC, como essa acima, o dublador Carlos Campanille comentou: “Creio que, além das sugeridas pelo cliente, entravam as ideias do Emerson Camargo, juntamente com o Samuel. Não sei de mais alguém que possa ter interferido nesse aspecto.” Dalete Cunha destacou que estava ao alcance de tradutores e diretores fazer essas alterações. “Eram artistas e podiam adaptar o texto sim. Às vezes chegavam na AIC filmes sem som ou sem roteiro. O Samuel traduzia pela labial dos personagens ou “pegava” de ouvido. Aconteciam adaptações, sim.”

Jornada nas Estrelas na Band, em uma de suas últimas exibições com a dublagem da AIC.

Ajustes e correções só se tornariam possíveis com a realização de uma nova dublagem – algo que acabaria acontecendo apenas nos anos 1990.

Continua…

STAR TREK (JORNADA NAS ESTRELAS)
Versão brasileira: AIC – São Paulo
Direção: Emerson Camargo/Ary de Toledo
Apresentação: Antonio Leite/Antonio Celso
Kirk: Emerson Camargo/Dennis Carvalho/Astrogildo Filho
Spock: Rebelo Netto/Turíbio Ruiz
McCoy: Neville George/João de Angelo
Uhura: Helena Samara
Chekov: Marcelo Gastaldi/Olney Cazarré
Scott: Carlos Campanille
Sulu: Eleu Salvador
Chapel: Gessy Fonseca/Magda Medeiros/Judy Teixeira
Voz do computador: Magda Medeiros/Deise Celeste/Joferraz

Carlos Amorim é advogado e pesquisador de dublagem e entretenimento, podendo ser encontrado nas redes sociais no Cinetvnews Virtual.

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